"O amor, o conhecimento e o trabalho, são fontes de nossas vidas. Deveriam também governá-los". - Wilhelm Reich







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quarta-feira, 1 de março de 2017

ATENÇÃO CARNAVALESCOS

Atenção Senhoras e Senhoras,
A partir de amanhã às 7h, estarão abertos os Laboratórios de Análises Clinicas de todo o país para os seguintes exames:

Bacterioscopia da secreção uretral, PMN, Elisa, PRC, Biópsia de lesão, Técnica de Gram, Hibridização in situ, Exame sorológico, VDRL, RPR, FTA-abs, MHA-Tp, Teste Western Blot (Resumindo: DST - HIV/AIDS).

Beta HCG (TESTE DE GRAVIDEZ)

Caso não consiga, devido as enormes filas que assolaram até as 12h (horário que acaba a coleta para exames específicos), favor correr para o hospital mais próximo de sua residência, caso não queria ter uma surpresa desagradável num período de 15 dias a 9 meses.
Agradeço sua atenção!

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Libido e Desempenho Sexual.



Vi isso hoje no site do IG junto com o Jornal O Dia. 

Mas tenho minhas ressalvas sobre o assunto.
Não vou dizer que é bom ou ruim pois, não conheço ninguém ainda que experimentou.
Não gosto de usar medicamentos a não ser que o caso seja misto (psicológico e fisiológico) e eu tenho de indicar um endocrinologista ou urologista. Isso após um exame de sangue com os principais hormônios sexuais existentes, vendo que a libido está em baixa.
Sou a favor de métodos naturais, onde o paciente fazendo direitinho como o sexólogo indica e tendo força de vontade, a chance de haver uma melhora gratificante é bem grande em pouco tempo.
Procure um sexólogo em casos de falta de libido, impotência, ejaculação precoce, dispareunia, vaginismo, ejaculação retardada e anorgasmia.
Não tenha vergonha, pense no seu bem estar e no do seu paceiro (a).



http://odia.ig.com.br/noticia/mundoeciencia/2015-08-14/metodo-natural-aumenta-a-libido-e-o-desempenho-sexual.html

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Priapismo


A ereção peniana ocorre automaticamente na fase REM (Rapid Eye Movement - movimento ocular rápido) do sono, a partir de um estado de excitação sexual espontânea ou proveniente de estímulos vários originados dos órgãos dos sentidos, que o cérebro processa e envia a mensagem para que os corpos cavernosos se encham de sangue e determinem a rigidez do pênis. Ao mesmo tempo, o corpo esponjoso do pênis (uretra e glande), dilatam-se por um maior aporte do fluxo sanguíneo. Cessado o estímulo sexual ou após o orgasmo, o sangue que lentamente circulava nos corpos cavernosos, escapa, esvaziando-os e promovendo a volta do pênis ao estado de flacidez.
 A ereção peniana tem duração variada, de minutos a uma ou duas horas, em média, suficiente para a satisfação sexual.  Priapismo, ou ereção peniana prolongada (dos corpos cavernosos, mas não do esponjoso), dolorosa, sem desejo sexual e que não cede após o orgasmo, tem esta denominação em homenagem ao Deus grego da fertilidade, Priapus.
 É uma condição patológica em que o pênis persiste em ereção por muitas horas ou dias, não obtém sua natural e conseqüente flacidez e, por isso, constitui uma situação de urgência em que medidas para promover a detumescência peniana deverão ser tomadas de imediato, sob pena do advento de graves conseqüências futuras para a função erétil peniana. 
O quadro clínico mais comum do priapismo é dramático: o paciente apresenta-se ansioso, preocupado com uma ereção peniana que há horas ou até dias não cede, com dor no pênis, que se apresenta plenamente ereto, exceto a glande que estará flácida, corpo do pênis algo edemaciado (inchado) e com temperatura um pouco abaixo do esperado. 
O priapismo possui muitas causas. Algumas são conhecidas, outras, nem tanto. Dentre as conhecidas, podemos enumerar: lesões traumáticas da medula espinhal, pênis, períneo ou pélvis; doenças do sangue como anemia falciforme e leucemia; uso de medicamentos tais como alguns antihipertensivos, psicotrópicos e drogas usadas em auto injeção peniana para tratamento de impotência sexual (disfunção erétil peniana). Quando não se consegue determinar a causa, o priapismo é classificado como idiopático.
 O diagnóstico é baseado, principalmente, no quadro clínico do paciente. Raramente serão necessários exames complementares para o diagnóstico do priapismo. Estes serão necessários para a tentativa de estabelecimento da causa. Os mais comumente realizados são: exames de sangue (hemograma completo, gasometria arterial); exames de imagem para pesquisa de afecções da pélvis, uretra, próstata e coluna espinhal (radiografias, tomografias, ultra-sonografias etc).
 O tratamento tem dois aspectos básicos:
 1-Providenciar a imediata detumescência dos corpos cavernosos;
2-Reparar a causa subjacente responsável pelo priapismo, quando possível.

 Para tanto, emprega-se uma série de medidas:
1-Repouso e sedação do paciente;
2-Hidratação por via venosa;
3-Interrupção ou substituição de possíveis medicamentos responsáveis pelo quadro;
4-Transfusões de sangue;
5-Punção do corpo do pênis por agulhas, aspiração e lavagem do espesso sangue represado nos corpos cavernosos; introdução (pela própria punção) de medicamentos para estimular a flacidez dos corpos cavernosos;
6-Cirurgia, quando as tentativas anteriores falharem. Os procedimentos cirúrgicos visam criar uma comunicação artificial entre os corpos cavernosos e o esponjoso, para desviar o sangue daqueles e promover a flacidez peniana.
O priapismo, principalmente o causado por anemia falciforme bem como os idiopáticos tende a recidivar, o que obriga pacientes e médicos a uma vigilância cuidadosa.
Em alguns casos, principalmente naqueles em que a ereção dura mais de doze horas, alterações metabólicas sobre o delicado tecido dos corpos cavernosos poderão ter como conseqüência, a disfunção erétil peniana (impotência sexual). Para que tal não ocorra, os pacientes com priapismo deverão ser atendidos pelo urologista o quanto antes, para evitar desastrosas conseqüências para a função erétil peniana e qualidade de vida.


terça-feira, 26 de novembro de 2013

O Desabafar da promoção de um trabalho

Preciso desabafar!!!
Estou há 2 dias trabalhando dentro de mim e fazendo um discurso metodológico e histórico sobre a Sexualidade humana, onde após ter assistido a série Masters of Sex tenho reencontrado outras hipóteses e mudanças em exercícios que aplico teoricamente para meus pacientes. Esqueçam Freud, não compreender a sexologia e a fisiologia é pior do que falar um monte de asneiras sem nunca ter experimentado. Esqueçam Shere Hite. Deduções todos nós temos, mas precisamos escutar, estudar, analisar, discutir...Me sinto fazendo Expo Facto novamente, quando eu era apenas uma estudante de Psicologia e tb uma estudante em período de pós graduação. Me senti invadida de um sentimento de responsabilidade em transmitir um assusto que ainda é tão conturbado e sim, ainda desconhecido e reprimido entre as pessoas por questões psicológicas e físicas graças às ordens sociais, familiares e religiosas. O ser humano precisa se descobrir, precisa respeitar o outro, precisa se desprender e ser ilimitado...embora, muitas vezes não somos racionais, mas neste quesito devemos ser para o nosso bem e de outros a nossa volta. A responsabilidade e a capacidade de aprender a ensinar a sexualidade depende de onde podemos levar nossa liberdade, depende somente de nós desamarramos a mordaça e a venda...Sexo é sério, não somente quando adoecemos, mas para a formação de um mundo. Estudar sobre sexo não te faz ser um pervertido, uma prostituta, mas sim, alguém que deseja melhorar a mente e o corpo daqueles que procuram a sexologia para auxiliar. Quando se tem um problema em que fica cada dia mais difícil de alcançar o sucesso, procure um profissional, não é vergonhoso, saiba que vc está dando seu primeiro maior passo para ter uma vida novamente feliz.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Minha matéria no Site Área H



Boa tarde, meus queridos!
Acabou de sair minha matéria no site Área H sobre Viciados em Sexo.
Espero que gostem!

Bjs,
Lilian

http://www.areah.com.br/vip/vicio/materia/61526/1/pagina_1/viciados-em-sexo.aspx

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Agorafobia




O que é ?
É o medo de ficar em lugares de onde seria difícil sair ou pedir ajuda. Os locais que despertam esse medo variam de pessoa para pessoa, e as causas que relacionam o lugar ao medo ainda estão sendo estudadas. O lugares mais frequentemente relacionados a agorafobia são cinemas, teatros, multidões, restaurantes, túneis, passarelas, avenidas de alta velocidade onde parar o carro ou o ônibus é quase impossível, qualquer lugar distante da própria casa. O grau de severidade desse transtorno é medido pelo grau de dependência que o paciente tem, como: conseguir andar sozinho nas redondezas, andar no quarteirão da residência, ir até a portaria, não conseguir sair de casa desacompanhado.

Como se manifesta ?
Seu início é gradual e a piora ocorre pela persistência das crises de pânico. Muitos pacientes julgam que sofrem um ataque por causa do lugar onde estavam, por isso passam a evitá-los pensando que sofrerão novo ataque se forem para o mesmo lugar. Por outro lado, lugares desconhecidos pelo paciente mas cuja saída seria difícil ou embaraçosa no caso de uma crise, também são evitados pelos pacientes. O agorafóbicos só de pensarem que terão de passar por um lugar que têm medo já começam a passar mal, a sentirem os sintomas da crise de pânico, esta é a chamada ansiedade antecipatória. Ela não costuma disparar crises rotineiramente, mas pode causar um mal estar semelhante porém menos intenso que a crise. É possível encontrar tanto pessoas com muitos ataques de pânico sem agorafobia como pessoas que só tiveram um ataque e desenvolveram uma agorafonbia grave.

Tratamento
Os remédios que bloqueiam as crises de pânica não costumam ser eficientes no controle da agorafobia. Na verdade nenhuma medicação tem efeito satisfatório para este caso. A agorafobia costuma regredir na medida em que o paciente não tem mais crises de pânico, mas isso pode levar anos. A forma de tratamento que melhores resultados vem apresentando é a terapia comportamental. A agorafobia é um transtorno que dificilmente aparece sozinho, ou seja, sempre é acompanhado ou precedido por depressão ou outros transtornos de ansiedade.

Opinião Profissional

Alguns pesquisadores renomados no assunto afirmam que não existe agorafobia isolada, somente associada a transtornos de ansiedade ou de depressão. Essa controversa pode parecer estranha mas existe por causa das características inerentes destes distúrbios, mesmo tendo-se critérios bem definidos a sua identificação na prática não é elementar pois esses sintomas são vagos, difíceis de serem compreendidos por muitos pacientes, consequentemente de serem explicados fidedignamente. Um raciocínio pode ser explicado, mas uma emoção só pode ser compreendida se for compartilhada. Como os pacientes não sabem ao quê compararem suas emoções patológicas acabam se atrapalhando nas explicações e dificultando o diagnóstico. Portanto até que se desenvolvam técnicas de entrevista eficazes o suficiente, a precisão dos diagnósticos e dos diagnósticos mistos (ansiedade com depressão) continuam sendo falhos.

domingo, 25 de março de 2012

Bulimia



Como é ?
A bulimia é caracterizada pela ingestão rápida e exagerada de alimentos com uma sensação de que não é capaz de parar de comer. Frequentemente acompanhado por um comportamento de evitação de ganho de peso, provocando vômitos, usando laxantes ou diuréticos, medicações para perder peso, impondo-se exercícios físicos pesados ou fazendo dietas rigorosas até o jejum. É preciso que haja uma certa frequência nesses episódios para que se possa afirmar que exista um transtorno alimentar e não apenas episódios de bulimia. Dor ou desconforto abdominal, a intervenção de outra pessoa ou o vômito auto-induzido podem interromper o episódio bulímico. Geralmente nessa hora esses pacientes sentem-se culpados, deprimidos ou com um sentimento de auto-aversão. Os alimentos preferencialmente escolhidos são aqueles de alto teor calórico e de fácil ingestão.

Generalidades
Assim como na anorexia, a preocupação com o ganho de peso é constante na bulimia, que pode inclusive ocorrer durante uma fase anorética. A predominância desse transtorno também ocorre sobre as mulheres, principalmente no fim da adolescência e começo da idade adulto (idade universitária). As principais complicações desse distúrbio são as consequências das tentativas de emagrecer e os métodos empregados para isso. Ao contrário do que se poderia pensar a maioria desses pacientes não é obesa.

Tratamento
As psicoterapias costumam ser indicadas para esses casos. Várias medicações têm sido empregadas, sempre com resultados parciais, medicação para inibir o incontrolável impulso de comer ainda não há. As principais medicações usadas são os antidepressivos tricíclicos, IMAO, e inibidores da recaptação de serotonina.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Considerações Sobre as Entrevistas



Muitas vezes, podemos verificar que somos o segundo, quando não, o terceiro profissional a quem recorrem. Frente a este estado de coisas, nos perguntamos sobre o que teria ocorrido com os nossos antecessores?
Claro que consideramos as hipóteses da impossibilidade quanto à compatibilização de horários entre as duas partes, ou mesmo a não concordância quanto à questão dos honorários, além é claro, daqueles casos onde as duas questões estejam presentes simultaneamente.
Essas são questões absolutamente comuns à nossa práxis, porém o que aqui me interrogo é quanto ao abuso das entrevistas, abuso este que deriva da insegurança dos profissionais quanto à sua impressão diagnóstica e todas as outras implicações, dela derivadas.
Dessa forma, muitas são as vezes em que alongam o número de entrevistas em demasia, vivendo a fantasia que, se tiverem mais dados do paciente, vão poder chegar a uma melhor conclusão a respeito.
Penso que neste momento do trabalho, seria importante que pudéssemos nos interrogar, sobre qual é a real importância da ocorrência das entrevistas em psicanálise. Qual é a sua real utilidade?
No modelo médico, temos a famosa, e necessária anamnese, onde são registrados a história pregressa da moléstia atual e outras tantas coisas que competem a esse modelo, como sintomatologia, etc.
Para os analistas, sabemos, é claro, que é importante se saber da sintomatologia apresentada pelo paciente, mas sabemos também que, em psicanálise, não se faz diagnóstico pela sintomatologia, mas sim, pelas linhas de conflito envolvidas. Mas como poderemos nos aproximar dessas linhas de conflito envolvidas? A resposta é, através da transferência, e a mesma transferência nos serve de resposta para justificarmos a existência das entrevistas.
Dessa forma, podemos dizer que as entrevistas, em psicanálise, servem para verificar se o paciente é capaz de estabelecer transferência.
É através da transferência que poderemos nos acercar do tipo de relação objetal que o paciente estabelece na manutenção de seus vínculos.
Existe um "dizer", em psicanálise, o qual me parece fazer bastante sentido, tanto teórica, quanto praticamente. Ou seja: "Não importa o objeto da relação, mas sim a relação de objeto".
Vemo-nos frente à frente, muitas vezes, com pacientes que trazem uma história de sofrimento muito intensa e impactante. Lembro-me de uma moça que me dizia ter sido vítima de um assalto em seu apartamento, mas que os ladrões, não contentes com o assalto, a teriam violentado fisicamente.
O que me parece extremamente importante refletir é que, num caso como esses, imaginemos que o profissional marque umas três entrevistas com a paciente, a qual numa tentativa de colaborar, procura contar detalhes sobre o ocorrido e que depois, por alguma razão, o profissional lhe diz que não poderá atendê-la. Fica óbvio que, se ela se animar a continuar procurando ajuda, será obrigada a contar tudo novamente e, mais do que contar, reviver emocionalmente todo um contexto carregado afetivamente.
Dessa forma, se o terapeuta percebe que o caso se apresenta, e aqui com todo o respeito, com "muita areia para o seu caminhãozinho", deve proceder a indicação o mais breve possível, evitando assim muito sofrimento desnecessário, o que me parece impensável frente ao montante de sofrimento já intrínseco ao processo pelo qual o paciente nos procurou.
Tratar-se-ia aqui da possibilidade de deixarmos de estar voltados para o nosso próprio umbigo, em detrimento do respeito ao sofrimento do outro.
Alguém já disse, aliás com muita sabedoria, que "quem quer ser tudo para todos, acaba não sendo nada para si próprio".
Devemos ser capazes de suportar a possível "ferida narcísica" que um não-atendimento possa nos causar, em benefício do outro. É bem verdade que temos as nossas próprias demandas internas, as quais devemos conhecer através de nossa própria análise, bem como supervisão, possibilitando assim uma espécie de desapego narcísico em nome do outro.
Afinal, a quem estamos para atender em primeira instância?
Caso fiquemos em dúvida quanto à resposta a essa questão, penso que estaria mais do que na hora de procurar uma ajuda profissional!
Entendemos que para aqueles que estejam iniciando um trabalho profissional, deva existir de nossa parte certa tolerância quanto à existência de dúvidas, até porque depois de muita estrada, ainda as temos, mas ao que me insurjo contra, é que tentem dirimir suas dúvidas sozinhos, sem procurarem discutir o caso que os preocupa, com um colega mais experiente e que, certamente, poderá lhes aportar novas possibilidades de visualização sobre a situação vigente.
Quero deixar muito claro a minha forma de ver as coisas. Dessa maneira, entendo como nefasta a conduta daqueles que padecem de um excesso de confiança, assim como aqueles que sofrem de uma intimidação e que tentam resolvê-la por conta própria. Aqui, me parece que temos que voltar ao juramento que prestamos ao nos formar: Temos que mobilizar todos os nossos esforços para que aquele que nos procura, possa obter de nossa parte, a melhor orientação possível, e penso que dentro dessa orientação, está a possibilidade de realizarmos uma indicação para um colega que, a nosso ver, possa estar melhor aparelhado para se ocupar de determinado caso.
Devo aqui reconhecer que é bem verdade que ao procedermos uma indicação, muitas vezes aquele que nos procurou inicialmente, não irá recebê-la de bom grado, não entendendo inclusive o porquê dessa nossa conduta. Mas creio que se acertarmos na indicação do colega profissional, essa temática também poderá ser objeto de análise.
Pretendo encerrar esse artigo com um dizer de Freud, o qual repetirei com as minhas palavras: Devemos, sempre que possível, evitar o sofrimento DESNECESSÁRIO por parte do paciente, o que, entre outras tantas coisas significa, não contribuirmos para que ele tenha que repetir a história do seu sofrimento mais do que o estritamente necessário e imprescindível, para que o processo de análise seja factível.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Síndrome do Pânico



O que é ?

A reação de pânico é uma reação normal a circunstâncias específicas de ameaças graves e repentinas que ponham a integridade ou a vida em risco, exigindo da pessoa uma rápida reação física e mental para enfrentar a situação que subitamente se apresentou. O transtorno do pânico existe quando essas funções consideradas normais são disparadas sem necessidade ou motivo suficiente fazendo com que a pessoa sofra uma ansiedade crônica.

Como é ?

O ataque de pânico é como um ataque epilético: súbito, violento, curto e repetitivo. Por conta dessas semelhanças já se pensou que se tratava de uma forma de epilepsia, contudo estudos já comprovaram que não é. Um ataque de pânico dura tipicamente 10 minutos, podendo o estado residual de ansiedade pós-crise durar horas. Nesses minutos de crise o paciente experimenta interiormente:

• Medo de morrer

• Medo de fazer algo descontroladamente

• Medo de enlouquecer naquele momento

• Sensação de desmaio iminente

• Sensação de estranheza em relação a si próprio, como se estivesse sonhando ou saindo de dentro do próprio corpo e flutuando sobre si mesmo,

e corporalmente:

• Respiração difícil, acelerada e curta, sensação de sufocação

• Tonteiras, zumbidos

• Coração acelerado

• Tremores

• Calafrios ou ondas de calor

• Sudorese abundante

• Enrubescimento ou palidez

• Dor ou desconforto no peito (frequentemente interpretado como ataque cardíaco)

• Náuseas ou dores abdominais

Certamente ninguém por pior que esteja terá todos os sintomas ao mesmo tempo, mas mesmo sendo poucos a intensidade é tal que o paciente sempre se desespera mesmo sabendo qual é o seu problema e que nada decorrerá da crise. Muitos pacientes tornam-se conhecidos em certos hospitais com pronto-socorro por estarem recorrendo a eles com frequência. É importante frisar que o ataque de pânico não provoca nada fisicamente, a pior consequência do pânico é a agorafobia.

Quem são ?

As mulheres são duas a três vezes mais afetadas do que os homens, contudo não há consenso sobre esses valores. O transtorno do pânico costuma iniciar antes dos 30 anos de idade. Eventos estressantes como a perda de uma pessoa querida, o início de um novo trabalho ou a perda do emprego, uma doença grave estão frequentemente associados ao primeiro ataque de pânico.

Como se trata ?

A supressão dos ataques de pânico é obtida através de tranquilizantes benzodiazepínicos ou antidepressivos tricíclicos ou IMAO. O controle farmacológico deste distúrbio não costuma ser difícil, encontrando-se a medicação certa na dose certa as crises são suprimidas. Para se ter tranquilidade no diagnóstico é recomendável descartar outras doenças não psiquiátricas que podem provocar os mesmos sintomas.
Atendimento psicoterápico e em alguns casos, acompanhado por um psiquiatra (já que está tomando medicamentos) é algo importante para o resultado de desfalcar o sintoma.



segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Hipocondria



O que é ?

É a crença persistente na presença de pelo menos uma doença física grave, progressiva com sintomas determinados, ainda que os exames laboratoriais e consultas com vários médicos assegurem que nada exista. Muitas pessoas quando passam por uma doença grave e se restabelecem ficam sensibilizadas com o que aconteceu, preocupando-se demais, contudo nesses casos se uma consulta ou novo exame descartarem o recrudescimento da doença e o paciente tranquilizar-se, não havia hipocondria.

Como é ?

Os hipocondríacos normalmente sentem-se injustiçados e incompreendidos pelos médicos e parentes que não acreditam em suas queixas, eles levam seus argumentos a sério e irritam-se com o descaso. Por outro lado resistem em ir ao psiquiatra sentindo-se até ofendidos com tal sugestão, quando não há suficiente diálogo com o clínico. Os hipocondríacos podem ser enfadonhos por repetirem constantemente suas queixas, além de serem prolixos nas suas explicações.

Tratamento

Não se conhece medicações específicas para hipocondria mas acredita-se que psicoterapia pode ajudar quando iniciada com até três anos de quadro hipocondríaco. Há muito poucas pesquisas na literatura psiquiátrica porque estes pacientes se recusam a participar dos trabalhos científicos, visto que não se consideram psiquiatricamente doentes. Pela mesma razão não se sabe ao certo que percentagem da população é atingida por esse problema nem o perfil caracterológico desses pessoas.

Doenças concomitantes

É necessário que um psiquiatra converse com o paciente hipocondríaco para investigar a possível concomitância com outros transtornos de ansiedade como o pânico ou a depressão que podem levar a hipocondria. Há também casos de psicoses com alucinações corporais ou delírios quanto a sua própria saúde que aparentam hipocandria mas não são.