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Artigos sobre Psicologia e Sexualidade Humana. Mostrando um pouco do meu trabalho e avaliando o bem estar sócio-psico-sexual do ser.
"O amor, o conhecimento e o trabalho, são fontes de nossas vidas. Deveriam também governá-los". - Wilhelm Reich
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sábado, 5 de janeiro de 2019
Atendimento Online
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domingo, 16 de março de 2014
Fobia Social
O que é ?
A
fobia social é um transtorno de ansiedade
específico de determinadas situações. Um certo grau de ansiedade é normal e até
adequado para nos prepararmos bem, por exemplo para uma reunião de trabalho ou
uma apresentação no colégio. Contudo quando a ansiedade passa a impedir o
desempenho, pois atrapalhar simplesmente é aceitável, ela deixa de ser
adequada. A fobia social portanto é a ansiedade incapacitante despertada sempre
que o indivíduo encontra-se numa determinada situação em que seja o alvo dos
olhares das pessoas em redor.
Como é?
O
início da fobia social não costuma ser percebido pelo paciente. Paulatinamente
o fato de ser observado ou de achar que está sendo observado torna-se
extremamente desconfortável para atividades restritas como escrever, falar,
comer, beber em locais públicos. A pessoa que sofre de fobia social reconhece
que é exagerada sua ansiedade mas não consegue controlá-la. Os familiares e
amigos sempre aconselham tratamentos sem saber que se trata de um real
transtorno incapacitante de ansiedade e por isso mesmo sem aceitar
completamente este problema. A fobia social não melhora sozinha e como alguns
pacientes descobrem que o álcool
controla os sintomas, passam a abusar das bebidas, não por terem inclinação à
bebida, mas para se "auto-medicarem", uma vez que enquanto durar o
efeito do álcool a ansiedade é tolerada.
Quem são ?
A
maior parte dos pacientes com fobia social são homens, de cada 3 casos 2 são do
sexo masculino. Geralmente o início da idade adulta coincide com o início da
fobia social, podendo contudo começar durante a adolescência ou até na
infância. Não houve tempo suficiente para se pesquisar a duração da fobia
social, pois este transtorno é conhecido há pouco anos. Acredita-se que sua
evolução seja crônica, podendo durar toda a vida do indivíduo sem tratamento.
Como se trata ?
O
tratamento da fobia social é simples e costuma ser eficaz. Os pacientes podem
não ficar completamente recuperados, mas melhoram o suficiente para exercer
suas atividades sociais e profissionais. As medicações mais usadas são o
clonazepam e a tranilcipromina. A forma de psicoterapia que mais apresenta
resultados é a de orientação cognitivo-comportamental.
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segunda-feira, 7 de outubro de 2013
...E Cinderela volta às Origens!!!
Durante muitos anos, na imaginação das crianças foi implantada a idéia de que princesas possuem um reino para governar ao lado de seu amado, possui súditos, cozinheiro, empregadas, copeiras, amas para cuidar de seus filhos, um guarda roupa completo, rico e sempre novo, sem contar que está sempre limpa, penteada, coberta de jóias etc.
Hoje, passeando no Shopping me deparei com um aspirador de pó para crianças das princesas.
Na mesma hora pensei: Ué? Agora as princesas lavam, passam, cozinham, tiram o pó???
Fiquei pensando em tudo aquilo que as estórias infantis contam sobre os felizes para sempre que eu sempre achei de deveria ter um final mais realista, até porque muitas meninas em nossos país não terão essa oportunidade.
Felizes para sempre é: Engravidar, limpar a casa, cuidar do marido, trabalhar, levar criança ao colégio, cozinhar, cuidar de outra pessoa quando adoecer, pagar contas, lavar roupa e segurar ao máximo seu rico dinheirinho para poder fazer algo no final de semana.
As estórias infantis foram criadas para acalmar as crianças quando não podiam ir para a escola por doenças ou dias fortes de chuva ou algum outro motivo, como já mencionei em um texto meu por aqui, as mães pegavam as fofocas da rua e colocavam para dentro de casa numa visão que elas gostariam de ter e passavam para as crianças. As mães não contavam o final e deixavam o "felizes para sempre" como um verdadeiro sonho. Um sonho que a medida que a menina, principalmente, vai crescendo começa a perceber que a realidade é outra.
Princesas não ganham um "não", mas meninas sim!
Princesas tem sempre tudo bonito e perfeito, meninas tem algo quando seus pais tem condições.
Todos os homens do reino caem de amores pelas princesas, as meninas tomam bullyng, são excluídas de brincadeiras e nem todo mundo elogia.
O que pode acarretar essas estórias na cabeça das crianças e como esses utensílios domésticos criados pelas industrias de brinquedos podem trazer de explicação que, agora nos tempos de hoje uma princesa tem que limpar seu quarto, lavar louça etc.
Não sou a favor das estórias infantis de princesas, não sou a favor nem da Barbie (Tudo que vc quer ser - era sua chamada na TV) nada relacionado a esses mundos.
Vc cria situações, sonhos que não podem ser na grande parte das vezes concretizados. Isso futuramente causa questionamentos psicológicos e baixa autoestima.
Princesas, hoje em dia perderam sua realeza, a grana está curta para manter os empregados, então, é criada uma linhas enorme de utensílios modernos para facilitar a vida delas e que tenham sua marca registrada em cores e designer.
Me fez lembrar tb um trabalho interessantíssimo da fotógrafa Dina Goldstein que mostrou de maneira esplendida e realista do "felizes para sempre nas fotos intituladas: My Fallen Princesses.
http://www.fallenprincesses.com/
Bem, podemos tirar muitas conclusões dessas fotos...Só depende da sua imaginação e do como vc vai compreender para mostrar para seus filhos que "Felizes para Sempre" só em contos de "fadas"...
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sexta-feira, 11 de maio de 2012
Agorafobia
O
que é ?
É o medo
de ficar em lugares de onde seria difícil sair ou pedir ajuda. Os locais que
despertam esse medo variam de pessoa para pessoa, e as causas que relacionam o
lugar ao medo ainda estão sendo estudadas. O lugares mais frequentemente
relacionados a agorafobia são cinemas, teatros, multidões, restaurantes,
túneis, passarelas, avenidas de alta velocidade onde parar o carro ou o ônibus
é quase impossível, qualquer lugar distante da própria casa. O grau de
severidade desse transtorno é medido pelo grau de dependência que o paciente
tem, como: conseguir andar sozinho nas redondezas, andar no quarteirão da
residência, ir até a portaria, não conseguir sair de casa desacompanhado.
Como
se manifesta ?
Seu início é
gradual e a piora ocorre pela persistência das crises de pânico. Muitos
pacientes julgam que sofrem um ataque por causa do lugar onde estavam, por isso
passam a evitá-los pensando que sofrerão novo ataque se forem para o mesmo
lugar. Por outro lado, lugares desconhecidos pelo paciente mas cuja saída seria
difícil ou embaraçosa no caso de uma crise, também são evitados pelos
pacientes. O agorafóbicos só de pensarem que terão de passar por um lugar que
têm medo já começam a passar mal, a sentirem os sintomas da crise
de pânico, esta é a chamada ansiedade antecipatória. Ela não costuma
disparar crises rotineiramente, mas pode causar um mal estar semelhante porém
menos intenso que a crise. É possível encontrar tanto pessoas com muitos
ataques de pânico sem agorafobia como pessoas que só tiveram um ataque e
desenvolveram uma agorafonbia grave.
Tratamento
Os remédios
que bloqueiam as crises de pânica não costumam ser eficientes no controle da
agorafobia. Na verdade nenhuma medicação tem efeito satisfatório para este
caso. A agorafobia costuma regredir na medida em que o paciente não tem mais
crises de pânico, mas isso pode levar anos. A forma de tratamento que melhores
resultados vem apresentando é a terapia comportamental. A agorafobia é um
transtorno que dificilmente aparece sozinho, ou seja, sempre é acompanhado ou
precedido por depressão ou outros transtornos de ansiedade.
Opinião Profissional
Alguns
pesquisadores renomados no assunto afirmam que não existe agorafobia isolada,
somente associada a transtornos de ansiedade ou de depressão. Essa controversa
pode parecer estranha mas existe por causa das características inerentes destes
distúrbios, mesmo tendo-se critérios bem definidos a sua identificação na
prática não é elementar pois esses sintomas são vagos, difíceis de serem
compreendidos por muitos pacientes, consequentemente de serem explicados
fidedignamente. Um raciocínio pode ser explicado, mas uma emoção só pode ser
compreendida se for compartilhada. Como os pacientes não sabem ao quê
compararem suas emoções patológicas acabam se atrapalhando nas explicações e
dificultando o diagnóstico. Portanto até que se desenvolvam técnicas de
entrevista eficazes o suficiente, a precisão dos diagnósticos e dos
diagnósticos mistos (ansiedade com depressão) continuam sendo falhos.
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quarta-feira, 25 de abril de 2012
Transtorno de Personalidade Anti-Social
Como
se caracteriza ?
Pelo padrão
social de comportamento irresponsável, explorador, sem remorsos. Essas pessoas
não se ajustam às leis simplesmente por não quererem, riem-se delas,
frequentemente têm problemas legais e criminais por isso, nem assim se ajustam.
Frequentemente manipulam os outros em proveito próprio, dificilmente mantêm um
emprego ou um casamento por muito tempo.
Aspectos
essenciais
- Insensibilidade aos sentimentos alheios
- Atitude aberta de desrespeito por normas e regras e obrigações sociais de forma persistente e
- irresponsável.
- Estabelece relacionamentos com facilidade, principalmente quando é do seu interesse, mas
- dificilmente é capaz de prolongá-los.
- Baixa tolerância a frustração e facilmente explode em atidudes agressivas e violentas.
- Incapacidade de assumir a culpa no que fez de errado ou de aprender com punições.
- Tendência a culpar os outros ou defender-se com raciocínios lógicos porém improváveis.
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terça-feira, 6 de março de 2012
O “Não” Te Fortalecerá!
E por que não?
Muitas pessoas têm medo, trauma e uma visão muito deturpada da palavra “não”. Pessoas entram em depressão, perdem interesses, inventam desculpas para assuntos e tarefas que precisam ser executadas, congelam quando ouvem um “não”.
A questão é que o “Não”, sempre nos acompanhou. Em qualquer fase de nossas vidas, mas as pessoas não se lembram ou lembram tão bem que o fato de ter escutado um “não” na infância que pode ter acarretado também uma repressão mais drástica que criou uma cadeia de bloqueios e uma frustração absurda. A infância é a fase mais perigosa e traumática quando as coisas acontecem da maneira que os adultos não querem que aconteçam, como muitos pais acreditam na troca de figura de palavras, situações que podem ou não atrapalhar a vida infantil. Há alguns casos de muitos pais que acreditam que “aquilo” que é dito ser bom para a criança, de acordo com a educação que foi oferecida na infância arcaica, não é bom para a sua criança. Muitas vezes a criança é reprimida por algo que não fez ou inofensivo que não há necessidade de agir com o “não” drástico. É confuso, mas na verdade criei este artigo não para servir de conceitos psicológicos, mas para fazer com que você, querido leitor, se identifique e amadureça suas idéias perante o “não”, fazendo com que você enfrente-o de maneira mais tranqüila para seu bem-estar.
Tenho escutado muitos pacientes com medo que ouvir um “não”, seja no trabalho, na vida social ou na vida amorosa e isso faz com que o medo transpareça e perca oportunidades boas para a melhoria do ego. O “não” não faz você se sentir inferiorizado, não faz perder coisas boas, não faz perder o dia afundado em um travesseiro chorando.
O “não” te fortalece!
O “não” te fortalece!
Sim!! Fortalece!!
Por quê?
Receber um “não” não é mostrar sua incapacidade, é você aprender que naquele momento “não” é propício, mas em outras situações você pode conseguir o que deseja.
Não é para você perder a auto-estima, não é para você deixar de lado uma tarefa que foi ordenada, não é para você perder o desejo de conquistar pessoas de seu interesse pessoal, nem perder o desejo sexual!! Não conseguiu no momento? Parte para outra que pode fazer melhor e mais proveitoso!
A avó do meu esposo sempre diz a seguinte frase: “Sempre que quiser algo, pergunte. O máximo que você pode receber é um não naquele momento. Mais para frente, quem sabe...”.
Não é pessimista, mas alimenta esperança. Não é triste, mas é um modo de pensar, pois ás vezes nossa maneira de perguntar foi mal formulada. Mais a diante, mudando as palavras, mas com o mesmo desejo de outrora, podemos conseguir o que desejamos.
Fazer a côrte, por exemplo. Aquela garota (o) que você tem “visado”. Chegar junto, conversar em busca assuntos de ambos os interesses, ser autêntico, conquistar com seu jeito é algo que mesmo que você receba um “não” daquela pessoa, não é para desistir de outras, isso faz com que os pensamentos comecem a trabalhar com a ordem das palavras, melhorar o desempenho social e fortalecer seu desejo de busca.
Receber um “não” não é o fim do mundo e não vai te fazer apodrecer na solidão. “Não” fortalece e faz com que você aprenda com os momentos, as pessoas e seus erros. Com certeza, pense, com certeza o que vier pela frente será muito melhor, continue, nunca desista no primeiro momento... Keep Walking.
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| Bobeirinha para te fazer sorrir |
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
O Luto da Separação
Neste ano que passou atendi 16 casos de separações onde os relacionamentos tinham entre 4 e 12 anos de união estável. Na grande maioria foram casos súbitos (como muitos homens disseram) em que a esposa acordou no dia seguinte e pediu divórcio o mais rápido possível, já mandou tirar tudo de casa e separar as contas e ítens que tinham em comum. Relâmpago? Sim. De repente aquela doce mulher que tanto lhe suportou na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, um dia olha para você e o quer fora de casa para ontem. O que aconteceu?
Foram 16 homens que infelizmente tiveram seus casamentos arruinados sem saber de onde o problema surgiu e ninguém contou. Muito menos as esposas que, umas decidiram tornar o fim da relação um inferno e outras fizeram sem dor e sem remorso.
Mas o que aconteceu para estes relacionamentos assim como tantos outros irem por água abaixo?
Várias respostas podem ser encontradas e aqui posso relatar:
1- Diminuição da libido;
2- Falta de comunicação a dois;
3- Dívidas;
4- Horários atribulados entre o trabalho, casa, filhos e o momento a dois fica sem espaço;
5- Brigas com ou sem sentido;
6- Doenças psicopatológicas;
7- Interferência dos familiares;
8- Dificuldade de engravidar;
9- Antisocialismo;
10- Segredos não revelados no período do namoro;
11- Relações extraconjugais;
12- Uso de drogas e álcool;
13- Agressões físicas e psicológicas; (nesse caso, pode dar um fim no casamento mesmo!);
14- Ciúme excessivo; (ver Amor Possessivo, no blog)
15- Diferença salarial;
16- Um dos conjugues não desejar ter filhos;
17- Mudanças no amor;
Na procura de um terapeuta, em casos que a salvação poderia ser apresentada, uma das partes reluta, é de praxe, pois ou realmente não há nada ou ninguém que possa fazer com que mude de pensamento sobre o fim do casamento ou coisas que estavam encobertas podem ser reveladas, em casos assim, um dos conjugues pode sair ferido ou perdoar, mas tenha certeza de que a relação não será mais como antes.
A depressão impera nestes casos. A falta de vontade de executar tarefas, voltar ao trabalho, alimentação precária, a idéia fixa de que “nunca mais será amado” ou que encontrará alguém, sentir-se velho ou “desatualizado” para novamente trabalhar a corte. Muitas pessoas pensam assim e ao fim das contas não somente a depressão o atinge como também a síndrome do pânico (essa nem pode passar pela porta), começa também uma orgia de alimentos ou de abusos de álcool.
Quando a pessoa entra no estágio da depressão, muitos vão de encontro à terapia para que a solução seja precisa e auxilie a suportar a dor. Muitos destes dou os parabéns, pois é neste momento que realmente precisa de acompanhamento e para que as rédeas do desejo e da esperança, não desapareçam.
A autoestima também vai embora (a depressão faz isso). Fazer com que as coisas comecem a entrar nos eixos depende muito da força de vontade do paciente, pois o psicoterapeuta tem a ferramenta que o paciente pode manipular para seu bem-estar. Isso também não é da noite para o dia, depende muito do luto, o tempo e a dor que deve ser dissipada. O interessante que, casos de luto da separação na maioria das vezes o paciente fica, porque além de estar se sentindo bem e forte para aos poucos enfrentar seus medos e a dor, aparecem outras coisas que outrora ele achava insignificante e aí vem a tona como uma nova demanda, um novo rumo para se reconstruir como bom ser humano proveniente de amor, solidez psicológica e sociabilização.
Portanto, fazer terapia no momento em que o problema aparece na maioria das vezes é bom, mas também é muito interessante quando o problema já está acontecendo e antes de tudo o que foi construído vá por água abaixo é muito melhor. E nunca tenha medo de falar o que sente, isso faz parte do bem estar sócio-psico-sexual.
Converse com seu conjugue se podem fazer terapia de casal, na maioria das vezes o fim de um relacionamento pode ser evitado quando ambas as partes começam a pensar de maneira sensata, o diálogo surge e......já é um bom começo para recomeçar.
“Save your Love” – Kiss, disco Dinasty, composição de Ace Frehley.
domingo, 3 de julho de 2011
Bukowski e sua Psi
| O Livro que tirei o poema. |
Hoje vou colocar um poema do escritor Charles Bukowki que me chamou muito a atenção.
Muitas pessoas não compreendem e nem querem por vezes, compreender o que é e quem é este senhor que escreve sobre a realidade dos subúrbios, as prostitutas, a bebida, o jogo, enfim, a degradação humana de uma época não muito distante. Assim como Nelson Rodrigues, este que também é repelido, traz muito o que se pensar dentro da psicologia. O que seria a psicologia destes autores? O que é a auto-destruição de um homem? Eles pedem socorro nas entrelinhas, mas poucos entendem. Acompanhe-me nesta interpretação do "Velho Safado", também conhecido como Santo Padroeiro dos Escritores Bêbados.
Segue abaixo um poema que vejo como um pedido de socorro:
A dor é uma coisa estranha.
Um gato que mata um pássaro,
um acidente de automóvel,
um incêndio...
A dor chega,
BANG,
e eis que ela te atinge.
É real.
E aos olhos de qualquer pessoa pareces um estúpido.
Como se te tornasses, de repente, num idiota.
E não há cura para isso,
a menos que encontres alguém
a menos que encontres alguém
que compreenda realmente o que sentes
e te saiba ajudar...
O que podemos encontrar neste poema?
É o dia a dia, as coisas que acontecem e em alguns casos não sabemos, mas quando isso nos vem a cabeça ou quando acontece com alguém que conhecemos, ou até mesmo com nós mesmos, a coisa muda de figura.
"A dor é uma coisa estranha".
E realmente é! Sentimos a nossa dor e a dor do outro em alguns casos, isso se não formos tão egoístas. A dor é algo que sabemos que ela está lá, mas não sabemos como controlar, sabemos em alguns casos até onde está localizada, mas quando sabemos disso, pode ser tarde demais. BANG!
" E aos olhos de qualquer pessoa pareces um estúpido".
Aos olhos dos outros, uma dor pode ser algo banal. Muitas pessoas tem o péssimo hábito de comparar suas dores com as dos outros, é sempre a sua maior que o mundo. A neurose obssessiva se encontra aí com força total.
"Como se tornasses aí um idiota".
É nesse caminho que a depressão atinge porque a impotência da dor é algo que não se sabe distinguir e para muitos, a dor é apenas algo que ...passa, não precisa tanto estardalhaço. Mas como não? Se a dor que sente é só sua! O outro não sente e ainda faz um alguma declaração que faz com que sentíssemos pequenos.
A dor é real. Ela vive em todos nós e nos atormenta. Física e psicológicamente.
"E não há cura para isso,
a menos que encontres alguém
que compreenda realmente o que sentes
e te saiba ajudar..."
Eis aí o ponto chave do poema!! A dor, ela tem cura, sim! A menos que você queria fazer com que ela desapareça ou amenize, mas em muitos casos é melhor mesmo que vá embora e não volte....tão cedo!
O fato da frase que Bukowski parece ser muito óbvia, mas não vou deixar o ego subir. Procurar alguém que compreende a dor, podem ser muitos especialistas, médicos, terapeutas etc. Para cada dor há alguém que possa aliviar o problema.
Acho que no caso, ele pede um psicólogo, alguém que possa conversar sobre o que dói e seus próprios problemas, sem que alguém o descrimine, que entre suas consultas amenize a dor de viver no vício, na infelicidade e na prisão de estar sempre desesperado por algo que possa fazer com que tudo a sua volta seja de maneira melhor, para o seu bem-estar.
Talvez, a dor que sentia por tantos anos o deixou em paz em 1994, ano de seu falecimento.
Só tenho a lamentar pois, por mais que ele tenha pedido socorro, muitos não o ouviram e ele se deixou levar pela solidão.
| O escritor e sua dor. Abraçado ao seu instrumento de trabalho que deixava as páginas manchadas pela sua realidade. Mais um na lista dos escritores malditos. |
"Não sei quanto às outras pessoas, mas quando me abaixo para colocar os sapatos de manhã, penso, Deus Todo-Poderoso, o que mais agora?"
Charles Bukowski (Hank Chinaski)
Charles Bukowski (Hank Chinaski)
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