"O amor, o conhecimento e o trabalho, são fontes de nossas vidas. Deveriam também governá-los". - Wilhelm Reich







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sexta-feira, 8 de junho de 2018

ATENDIMENTO ONLINE



Se vc tem dificuldades de conseguir um psicólogo na sua região ou até mesmo chegar até o profissional devido a vida atribulada do dia-a-dia, mas deseja fazer terapia, nós podemos te ajudar.
O APP Fala Freud é autorizado pelo Conselho Federal de Psicologia, com vários profissionais de vários locais do Brasil. É fácil de instalar, procurar um profissional espacializado para cada caso.
Não desista de ser feliz e estar bem consigo próprio e com o mundo a sua volta!
Eu, sou Lilian Santos, Psicóloga e Sexóloga, com espacialidade em Depressão, Ansiedade, Disfunções Sexuais e Compulsões em Geral.
Me procure no Fala Freud!

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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Libido e Desempenho Sexual.



Vi isso hoje no site do IG junto com o Jornal O Dia. 

Mas tenho minhas ressalvas sobre o assunto.
Não vou dizer que é bom ou ruim pois, não conheço ninguém ainda que experimentou.
Não gosto de usar medicamentos a não ser que o caso seja misto (psicológico e fisiológico) e eu tenho de indicar um endocrinologista ou urologista. Isso após um exame de sangue com os principais hormônios sexuais existentes, vendo que a libido está em baixa.
Sou a favor de métodos naturais, onde o paciente fazendo direitinho como o sexólogo indica e tendo força de vontade, a chance de haver uma melhora gratificante é bem grande em pouco tempo.
Procure um sexólogo em casos de falta de libido, impotência, ejaculação precoce, dispareunia, vaginismo, ejaculação retardada e anorgasmia.
Não tenha vergonha, pense no seu bem estar e no do seu paceiro (a).



http://odia.ig.com.br/noticia/mundoeciencia/2015-08-14/metodo-natural-aumenta-a-libido-e-o-desempenho-sexual.html

domingo, 8 de fevereiro de 2015

ENTREVISTA NA REVISTA O FLU

Bom dia, caros leitores!

Sei que estou muito sumida por aqui, nada de artigos, listas ou algo que possa ser de bom grado, mas sinceramente ando sem idéias, desgastada pelos afazeres domésticos e profissionais.
Preciso retorna ao meu ofício de blogueira, mas por enquanto não tenho muito para oferecer.
Fui entrevistada pela Revista o Flu, de Niterói sobre o tema: Eu resolvi Esperar.

Espero que gostem!
Bjs,
Lilian


http://www.ofluminense.com.br/editorias/revista/eu-escolhi-esperar

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

APATIA SEXUAL ENTRE CASAIS




Como terapeuta e orientador sexual, há 25 anos, posso concluir que a causa principal dos desajustes sexuais entre casais sobrevem da indolência de um ou de ambos os cônjuges. Este argumento é válido para aqueles casais que outrora foram sexualmente adequados tanto no aspecto afetivo como no biológico propriamente dito e que agora se ressentem em suas ruminações e avaliações silenciosas; preventivamente prefiro não considerar as disfunções sexuais em suas características particulares, principalmente com relação às suas causas remotas. Seria assunto mais adequado para palestras com tempo prolongado e participação ativa dos casais.
Aprendemos com Freud e nos convencemos de que a libido é a energia fundamental do ser vivo, principalmente do Homem. Esta energia é vital para a sobrevivência e se manifesta por meio da sexualidade em seu sentido amplo. Freud referiu a libido como oriunda do instinto de vida e, este, o motivo da existência. O poder da libido é ilimitado e nós podemos utilizá-la convenientemente para diversos fins sem adulterar seus propósitos verdadeiros, embora devamos tomar o cuidado para não investi-la totalmente num único alvo. A sublimação da sexualidade é uma forma de investimento libinal para fins socialmente aceitáveis, porém essa inversão deve ser apenas um empréstimo temporário e restituível brevemente para não acontecer a falência da vida. Um dos primeiros sinais de falência libidinal é a indiferença afetiva - a falta de responsividade aos prazeres, até então existentes, mormente à intimidade sexual. Muitos outros sinais denunciam a estagnação da libido e, entre eles podemos considerar a tendência das pessoas ao isolamento social, a falta de metas, o abandono de si mesmo, a percepção acerbada da vida e a renúncia aos contatos humanos mais íntimos. Entre os casais o contato assume uma distância inalcançável e se mostra presente através das constantes críticas, das animosidades, da anulação do outro e das agressões físicas.
A apatia sexual comum entre casais, principalmente daqueles que convivem há muito tempo, é o retiro protetor do pouco que resta da dignidade pessoal ou do amor-próprio, talvez uma forma sutil de represália para destruir o outro. O relacionamento sexual pode, paradoxalmente, acontecer nestas circunstâncias. Em alguns casais, quando a hostilidade chega ao extremo da tolerância, as relações sexuais se intensificam para dissimular o ódio insustentável à estima dilacerada pelas dissensões nutridas no trato diário. Estes casais normalmente referem suas atividades sexuais como sendo a garantia da convivência, ou sejam, aludem o sexo como condição de compatibilidade e, quase sempre afirmam darem certo "apenas na cama", sem saberem na verdade que este comportamento sexual é produto do infortúnio afetivo crônico - o autêntico relacionamento sádico-masoquista, ou melhor ainda, a libido desvirtuada se sujeitando ao poder da hostilidade recíproca - neste ponto a convevivência está severamente comprometida, irresgatável e destruidora para toda a família. É o extremo que não deveria ter chegado, pois a essas alturas, a terapia de casal ou qualquer outra alternativa são inúteis. Nenhum dos cônjuges consegue ceder a qualquer ajuda, pois isto significaria ser derrotado pelo outro. O que fazer então para prevenir?
Qualquer médico ou psicoterapeuta prefere utilizar de meios preventivos ou educativos que tratar de males já estabelecidos. A prevenção é muito mais eficiente que o tratamento, pois através daquela informamos, orientamos e damos sugestões para experiências gratificantes - a racionalidade é mais utilizada e eficiente quando ainda não se tem elementos perniciosos encravados no sentimento das pessoas.
Um dos pontos fundamentais para um bom relacionamento afetivo-sexual é a comunicação assertiva, onde o casal pode aprender a ouvir, falar honesta e diretamente sem rodeios sobre o que sente e pensa a respeito do outro sem que faça julgamentos pessoais ou projete os rancores sob a forma de agressões verbais. A melhor forma para expressar assertivamente os ressentimentos é falando sempre na "primeira pessoa do singular", ou seja, falando sobre o que sente com relação à atitude do outro - isso, além de proteger o outro em sua dignidade e amor-próprio, impossibilita a oportunidade de retaliações. A submissão da mulher à decisão sexual do parceiro é um aspecto cultural danoso num relacionamento conjugal, pois não se leva em consideração a disponibilidade e a vontade dela. É claro que a mulher sente-se bem ao ser requestada, embora devemos lembrar que compete a ela o poder biológico da sedução - como qualquer outra fêmea no reino animal. O ciclo bio-sexual da mulher tem um propósito único de reprodução e, por isso, seu apetite é ordenado para determinado período do ciclo menstrual, mais precisamente no período fértil do ciclo menstrual regular de 28 dias, ou seja, por volta do décimo quarto dia. O homem porém, não possui estes determinantes cíclicos e a sua espermatogênese só termina com sua morte - é um reprodutor por excelência, cuja função é produzir seres semelhantes para evitar a extinção biológica da espécie - é a lei natural da sobrevivência. Por isso o homem está, instintivamente, sempre predisposto ao ato sexual.
Contudo, as determinações biológicas não podem imperar sobre a racionalidade necessária para a adaptação no ambiente e, por isso, devemos conciliar as forças naturais para a continuidade da vida e as conveniências sociais, econômicas, morais e religiosas. Se não se entende esse fenômeno, o fracasso é a única meta atingível. Ao se instituir o casamento oficial (religioso e/ou legal) o homem e a mulher passaram a buscar o ajustamento à premência comandada pela necessidade natural de reprodução e, foi aí que desenvolvemos a capacidade de amar - forma sublime e inteligente de domesticar as exigências do impulso sexual constante do homem. Perfeito! Algumas pessoas evidentemente não conseguiram evoluir e sublimar seu instinto sexual e se tornaram promíscuos.
Em qualquer relacionamento humano persistente faz-se necessário fazer constantes reformulações, sendo a criatividade neste caso, o principal meio para tornar a convivência satisfatória. A inventividade humana é um dos aspectos mais relevantes da inteligência e, é através dela que se consegue a adequação às mais diversas situações, quer sejam benéficas ou não. Num relacionamento conjugal a criatividade é imprescindível, senão a única forma de tolerarmos a monotonia e os "mesmismos" inevitáveis do dia-a-dia. A relação conjugal não está demarcada simplesmente pelas necessidades sexuais, existem vários fatores que interferem para interceptá-las, sufocá-las, impedi-las ou exacerbá-las.
É difícil coincidir que duas pessoas tenham a mesma carga de erotismo. Para algumas pessoas o sexo é essencial para a sua vida, enquanto que para outras ele é apenas um acessório do contexto biológico. Para muitas pessoas, entretanto, seus desejos sexuais não são constantes, mas se revelam através de várias alternativas. Para outras a freqüência sexual obedece intervalos prolongados, porém com muito colorido erótico e satisfação inusitada. Em suma, cada pessoa possui um ritmo erótico peculiar, idiossincrático. O mais importante, contudo, é a adequação entre os parceiros sem que um se sinta coagido pelo ritmo do outro e se submeta incondicionalmente ao interesses dele.
A maioria dos casais fica na expectativa dos sinais biológicos deflagrados pela necessidade sexual natural, ou seja, aguarda as determinações cíclicas do desejo sexual procriativo. Não procura desenvolver nenhuma cerimônia erótica, pelo contrário, se afasta porque a lâmpada verde está apagada e não se acende sozinha. Não faz nada para acioná-la. Esta é uma das razões da apatia - o afastamento por indolência afetiva.
O erotismo em seu sentido amplo, é na verdade o interesse pela outra pessoa. Ele está implícito nas trocas intelectuais, emocionais, na capacidade de envolvimento, na dedicação e no desprendimento. O erotismo é uma das manifestações de liberdade mais evidentes e saudáveis do ser humano. É somente através do erotismo que a pessoa consegue desapegar do egoísmo e se confundir e assimilar o amor recíproco. O melhor caminho é o encontro físico dos contatos que, daí, deflagram os mais enlevados sentimentos de onipotência.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Adolescência e Saúde Mental



A SEXUALIDADE E O ADOLESCENTE COM DEFICIÊNCIA MENTAL

Os autores atuais, impulsionados pelo aparecimento da pílula anticoncepcional nos anos 1960, a epidemia de HIV/AIDS e os estudos de gênero no início dos anos 1980, trouxeram novas investigações sobre práticas e representações da sexualidade. Hoje se observa maior flexibilidade em relação a novas práticas sexuais, embora se mantenham alguns valores tradicionais em determinados grupos populacionais(1). Maior liberdade sexual pode ser encontrada em alguns núcleos da sociedade nos quais, por exemplo, a masturbação não é mais considerada perversão, assim como a virgindade não é tão valorizada(4).

Se uma grande parte dos adolescentes é beneficiada por uma visão contemporânea mais libertária da sexualidade, como defende Parker(10), essa não é a realidade para os que têm deficiência mental, pois a maioria não tem sua sexualidade reconhecida. Dessa forma, esses adolescentes integram o senso comum de que não possuem sexualidade ou, quando a têm, essa se manifesta de forma exacerbada e, portanto, necessita de controle.

Glat e Freitas(3) avaliam que esse estereótipo é uma extensão da representação social da deficiência mental, que vê esse indivíduo entre dois extremos: como "um ser demoníaco" ou como "uma eterna criança"(3).

Na adolescência, nos indivíduos com deficiência mental, existe um contraste entre a transformação do corpo infantil em um corpo adulto e a continuidade de uma função imatura no que se refere à cognição, à comunicação e ao domínio social(2). A pouca semelhança com os outros adolescentes sem deficiência pode se acentuar, pois sendo uma época em que se percorre acintosamente o caminho para a identidade adulta, para os que têm deficiência esse percurso não é fácil. A adolescência se prolonga, frustrando muitas vezes as expectativas dos pais e do próprio adolescente(8).

Muitos acreditam que a deficiência cognitiva está associada a um déficit sexual. Isso decorre das poucas evidências sistematizadas da sexualidade de pessoas com deficiência mental devido à maior dificuldade de obtenção de dados por meio de entrevistas(7).

A conduta sexual de pessoas com deficiência mental é variável, visto que depende do nível de seu comprometimento intelectual, do apoio familiar e da estrutura social. Indivíduos com comprometimento intelectual muito importante de modo geral têm uma conduta sexual predominantemente indiferenciada, sem o estabelecimento de relações interpessoais, com o objetivo apenas de satisfação de seus impulsos sexuais. A manifestação de sua sexualidade geralmente restringe-se à manipulação dos genitais. Os que apresentam deficiência moderada podem ter um relacionamento interpessoal, mas sem que existam conteúdos afetivos e culturais que caracterizem uma relação adulta. Aqueles com deficiência mental leve estabelecem relações de amizade, podem ter relações íntimas e, em algumas situações, até mesmo constituir famílias. Contudo deve ser ressaltado que, embora a possibilidade de constituição de família seja referida, não estão disponíveis trabalhos sobre o tema(13).

Para Melo e Rodrigues(9) o estabelecimento de relações sexuais afetivas só atinge aqueles cuja deficiência compromete muito pouco suas competências, pois, geralmente, nessa área eles sofrem interdições de seus familiares e da sociedade em geral. Essas restrições resultam em menor autonomia e poucas possibilidades de escolhas.

Nega-se a possibilidade de que pessoas com deficiência mental possam exercer sua sexualidade de forma plena e prazerosa. A essa negação se incorpora o que foi chamado por Strickler(11) de um "cobertor virtual de silêncio". A sexualidade está presente, mas para que fique "esquecida" é melhor evitar falar no assunto. Considera-se que o obstáculo para uma vida amorosa plena e satisfatória encontra-se pouco associado ao coeficienteintelectual ou ao problema neurológico presente. Essa restrição encontra-se, principalmente, na dependência da infantilização e do isolamento social a que se encontram expostos(3).

Muitas condutas consideradas "desviantes", como masturbação, voyeurismo e exibicionismo, podem ser compreendidas dentro do processo do desenvolvimento sexual. O que se questiona é se os problemas de comportamento sexual observados em algumas pessoas com deficiência mental não estariam relacionados à dificuldade de perceber e interpretar as exigências do meio social, que não coloca com clareza as mensagens que quer passar.

A masturbação é um tema de destaque nas discussões sobre sexualidade e deficiência mental. Merece atenção e orientação o caso em que essa prática se dá de forma compulsiva ou em público, muitas vezes conseqüente a uma educação sexual inexistente ou ineficaz. Nessas situações também deve ser pesquisada a possibilidade de abuso sexual.

Muitos acreditam que as pessoas com deficiência mental são seres assexuados que não irão entender ou necessitar de educação sexual, portanto não precisam recebê-la. Na realidade, vários trabalhos atestam que isso não é a realidade, já que, como afirmado anteriormente, a sexualidade se desenvolve da mesma forma nos indivíduos com e sem deficiência, na grande maioria dos casos(12).


A CONSULTA: ABORDAGEM DOS ASPECTOS SEXUAIS

Na consulta de adolescentes com deficiência mental, questões que promovam sua saúde e que também contribuam para a prevenção de agravos a ela devem ser abordadas. É importante ressaltar que o sigilo médico, quesito tão importante em uma consulta de adolescentes, nem sempre poderá ser respeitado. Portanto, compreendendo a sexualidade como parte integrante da saúde do indivíduo, esse item deve ser contemplado no atendimento, favorecendo assim o desenvolvimento sexual harmônico, e também para que o exercício da sexualidade ocorra na ausência de discriminação, coerção e violência.

Com muita freqüência os pais têm dificuldade em falar sobre o tema, que dificilmente aparecerá espontaneamente na consulta. Compete ao profissionaltrazer o assunto para o debate e, quando possível, incluir os adolescentes na discussão.

A família e a escola seriam os locais mais indicados para o fornecimento de informações e reflexões sobre a sexualidade, pois a educação sexual vai sendo dada diante das oportunidades que se apresentam. Mas o que se observa é que a tarefa não é exercida a contento, muitas vezes existindo a expectativa de que essa responsabilidade seria do médico, que deteria o conhecimento tanto do corpo biológico quanto do erótico.

A efetivação de uma relação sexual nem sempre é a maior preocupação desses adolescentes, sendo o auto-erotismo a prática sexual mais freqüente. Em função dos medos que existem em relação ao onanismo, a repreensão freqüentemente é utilizada como modo de inibir essa atividade, por se considerar que a prática poderia estimular o adolescente a buscar outras formas de satisfação sexual. Aos pais deve ser assegurada que tal atitude é compatível com essa etapa do desenvolvimento.

Entre os dados de anamnese é importante se questionar sobre as manifestações da sexualidade, como a masturbação, e a possibilidade de relação sexual espontânea, assim como reconhecer se a pessoa com deficiência corre o risco de sofrer abuso sexual. Por mais difícil que seja a abordagem do tema, é importante saber se existem familiares com problemas de alcoolismo e/ou uso de outras drogas, visto que esses fatores favorecem a prática de atos violentos.

Embora a deficiência mental por si só não seja um fator de vulnerabilidade ao abuso sexual(5), durante a consulta é importante que se investigue se há fatores de vulnerabilidade associados a essa forma de violência. Entre esses fatores destacamos o uso abusivo de substâncias químicas por uma pessoa que goza da confiança do adolescente, pois freqüentemente a violência é cometida por um dos cuidadores do adolescente com deficiência mental, devido à desigualdade de poder nas relações familiares.

Também é importante que se conheça o nível de autonomia do adolescente. Quanto mais autônomo, maior a possibilidade de que ele estabeleça relações amorosas e até mesmo sexuais. Diante dessa possibilidade, deve-se orientar a contracepção, assim como instruí-lo sobre o uso do preservativo (condom).

A sociedade tem algumas exigências quanto ao comportamento sexual dos indivíduos, portanto a socialização de adolescentes com deficiência mental pode ser dificultada pela exacerbação da impulsividade própria da adolescência, além do seu menor senso crítico. A consulta é uma boa oportunidade para mostrar a eles o que é público e o que é privado. Entretanto, essa compreensão nem sempre é facilitada pelos pais, que raramente garantem sua privacidade, principalmente por insegurança e temor. Além disso, muitos são infantilizados por seus responsáveis. Nessa abordagem deve ser utilizada uma linguagem adequada, conforme o nível cognitivo de cada adolescente.


CONCLUSÃO

As manifestações sexuais de adolescentes com deficiência mental preocupam seus pais e a sociedade, que ora infantilizam essa sexualidade, ora têm o receio de que ela se manifeste de forma socialmente inadequada.

Uma melhor adaptação social interferirá no seu comportamento sexual, que em uma "via demão dupla" favorecerá sua inclusão. Para que isso ocorra, deve ser incentivada a participação em atividades que favoreçam a inclusão social, com destaque para as que promovam a capacitação para o trabalho, o esporte e o lazer. Essas atividades, associadas à freqüência escolar, contribuem para que os adolescentes com deficiência mental adquiram conceitos de responsabilidade e limites, além de melhorar sua auto-estima.

A consulta médica é uma excelente oportunidade de trabalhar essas questões, especialmente as que se referem à sexualidade, desvendando os preconceitos sobre o tema. Nem o Daniel era tão inocente quanto sua mãe imaginava, nem a Gabriela, aparentemente, estava interessada em um parceiro real para conseguir exercer sua sexualidade.

Os pais precisam saber que seus filhos com deficiência provavelmente manifestarão sua sexualidade, seja através da masturbação, do namoro ou até mesmo, em alguns casos, na concretização da relação sexual. Acreditamos que isso contribuirá para que os adolescentes com deficiência não sejam tão reprimidos na expressão de sua sexualidade, podendo vivenciá-la de modo mais satisfatório.


REFERÊNCIAS

1. Arilha M, Calazans GJ. Sexualidade na adolescência: o que há de novo? In: Comissão Nacional de População e Desenvolvimento (CNPD), organizadora. Jovens acontecendo nas trilhas das políticas públicas. Brasília;1998.687-708.

2. Blacher J. Transition to adulthood: mental retardation, families and culture. Am J Mental Ret. 2001;106:173-88.

3. Glat R, Freitas RC. Sexualidade e deficiência mental: pesquisando, refletindo e debatendo sobre o tema. Rio de Janeiro: 7 Letras;2002.

4. Gomes OMB. Eu me perdi! O significado da virgindade para adolescentes. Rio de Janeiro: 1996. Tese de doutorado, Instituto Fernandes Figueira, Fundação Oswaldo Cruz.

5. Gonzalo O. Maltrato en niños com discapacidades: caracterísiticas y fatores de riesgo. Anal Esp Pediat. 2000;56(3):219-23.

6. Heilborn ML, Brandão ER. Ciências sociais e sexualidade. In: Heilborn MH. (org.). Sexualidade: o olhar das ciências sociais. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. 1999;7-17.

7. Konstantareas M, Lunsky YJ. Sociosexual knowledge, experience, attitudes, and interest of individuals with autistic disorder and developmental delay. J Aut Develop Dis. 1997;27:397-413.

8. Mckinkay I, Ferguson A, Jolly C. Ability and dependency in adolescents with severe learning disabilities. Develop Med Child Neurol. 1996;38:48-58.

9. Melo NA, Rodrigues Júnior OM. Sexualidade e o adolescente deficiente mental. Reprod. 1989;4:19-21.

10. Parker RG. Corpos, prazeres e paixões: a cultura sexual no Brasil contemporâneo. São Paulo: Editora Best Seller. 1991.

11. Strickler HI. Interaction beetween family violence and mental retardation. Mental Retard. 2001;39:461-71.

12. Tharinger D, Horton CB, Millea S. Sexual abuse and exploitation of children and adults with mental retardation. Child Abuse Negl. 1990;14(3):301-12.

13. Waldman BH, Swerdloff M, Perlman PS. Sexuality and youngster with mental retardation. J Dent Child. 1999;348-51. 

domingo, 24 de agosto de 2014

Atendimento Popular.



O CLAPSIS agora tem atendimento popular.

Nosso objetivo é atender a população mais necessitada e com menos recursos financeiros das Regiões de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Duque de Caxias e outras.

A Dra. Lilian Santos Aldeia, responsável profissional na área de psicologia, sexologia e educação infantil, abriu este espaço exclusivamente para pessoas que precisam de tratamento nestas áreas.
Casos de Luto, Depressão, Bulliyng, Déficit de Atenção e Hiperatividade (criança ou adulto "meio desligado", não consegue acabar suas tarefas e bastante agitado), Inadequação Escolar, Dificuldade de Aprendizagem, Gestantes de Primeira Viagem, Falta de Desejo Sexual, Impotência Sexual, Ejaculação Precoce, Frigidez, Vaginismo, Planejamento Familiar, Stress, Fobias e muitos outros.

Atendimento a Crianças, Adolescentes, Adultos, Idosos e Gestantes.

Atendimento às Terças, Quartas e Quintas de 9:00 às 16:00/ Sextas de 14:00 às 18:00

Valor por consulta: R$50,00

Atendimento com Hora Marcada.

Contatos:
(21) 98867-6669
clapsis2014@gmail.com

Visite nossa página no Facebook: Clapsis - Clinica Associada de Psicologia e Sexologia

terça-feira, 20 de maio de 2014

NOVO ENDEREÇO!!!

Boa Noite, caros Leitores e Amigos!

É com um grande prazer que anuncio meu novo endereço sendo assim meu novo estabelecimento particular de trabalho. Sim! Uma sala minha onde estarei atendendo, apresentando meus workshops, grupos de estudo e supervisões.

Agora o meu blog junto com uma comunidade no facebook tem um nome:

CLAPSIS - Clínica Associada de Psicologia e Sexologia

Estarei deixando aqui e lá na comunidade tb algumas apresentações, dicas e anúncios de meus eventos, fiquem atentos!

O Clapsis fica na Rua da Conceição, 137 sala 1104 - Centro - Niterói.
Próximo ao Niterói Shopping e da Estácio de Sá (prédio novo).

Aguardo vcs!
Obrigada pela atenção,
Bjs.

Lilian Aldeia.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Leitura que Prende




Tenho um velho hábito, até bastante interessante quando trabalho com o aumento da libido com meus pacientes. Além de proporcionar exercícios caseiros, trabalhos para o alivio da ansiedade e também a reconstrução de uma relação a dois, indico livros.
Sempre fui aficionada por leitura de todos os tipos, mais precisamente literatura inglesa e americana.
Deixo aqui alguns livros interessantes para quem quiser.
E há quem diga que isso não dá um gás!
Prove!

1- Mulheres - Charles Bukowski (Nem sonho em citar todos!!)
2- Pequenos Pássaros - Anais Nin
3- O Delta de Vênus - Anais Nin
4- Filosofia na Alcova - Marques de Sade
5- Fanny Hill - John Cleland
6- Decamerão - Giovanni Boccaccio
7- Justine - Marques de Sade
8- Satiricon - Petronius
9- A História do olho - Georges Batailles
10- A História de O - Anne Desclos (tem tb a versão em Quadrinho já disponível nas livrarias)
11 - Valentina - Guido Crepax (HQ)
12- Click! - Milo Manara (HQ)
13- Os Borgias - Milo Manara (HQ)
14- A Vênus das Peles - Sacher-Masoch
15- O Retrato de Dorian Grey - Oscar Wilde.

Bem, vc deve estar se perguntando: "E 50 Tons de Cinza"?
Como sexóloga, eu respondo: Já li e aquilo não é literatura erótica, mas sim um meio de se ganhar dinheiro e acredito de uma certa maneira, liberar a imaginação de mulheres fragilizadas, cansadas (atualmente dizendo) e por que não, libertarem-se do mal estar que cerca a por anos a fio: Religião e Sociedade. Lembrando que durante séculos a mulher foi alvo da repressão e o sexo era mal visto, até o final dos anos 60, mesmo com a Revolução Sexual foi e ainda é mal colocado.
Sexo, prazer, você adquire liberdade através de seus conhecimentos e a liberdade para com o seu corpo.
"Olhar para si e depois o mundo a sua volta" Esse é o segredo que Wilhelm Reich ensinou e mesmo assim, foi ignorado.
Pense a respeito!

E vc? Tem algum livro para indicar? Deixe aqui o seu recado, adorarei compartilhar coisas "novas". Obrigada!

sábado, 4 de janeiro de 2014

Sexo e Menopausa




Busca da Qualidade de Vida Sexual na Maturidade
A Menopausa é a parada completa da menstruação. O Climatério é o período que compreende desde as modificações fisiológicas, que vão ocorrendo com a diminuição de produção hormonal por parte dos ovários, até culminar na menopausa.
O processo de envelhecer ocorre desde que nascemos, mas há maior preocupação com a idade quando nossas funções vitais vão sendo perdidas. A perda da capacidade reprodutiva nas mulheres é acompanhada por uma série de sintomas físicos ou emocionais. Fogachos (os calorões), suor excessivo, cefaléia, pele seca, entre outros, são comuns. Mas, no que tange à vida sexual, algumas modificações são mais condicionantes.
Com a chegada da menopausa o desejo sexual pode diminuir. Algumas mulheres que se sentiram obrigadas a manter relações sexuais por toda uma vida, justificam a perda da função sexual com o fim da menstruação. Usam a menopausa como escudo para não precisarem mais "servir" seus parceiros sem obtenção alguma de prazer.
Já outras mulheres experimentam uma melhora da vida sexual e de seu desejo com a parada do ciclo menstrual, pois não precisam mais temer a gravidez indesejada e geralmente não têm mais filhos pequenos que atrapalhem o sono ou que ocupem muito sua atenção ao longo do dia. Logo, é uma questão na qual o peso cultural tem grande influência.
Com a perda da produção de alguns hormônios na menopausa, a mulher fica com menos lubrificação vaginal, devendo ter maior cuidado durante o ato sexual. Quando a vagina fica seca, o atrito do pênis pode machucá-la, como também ao seu parceiro, além de poder provocar algumas infecções (vulvovaginites). O uso de cremes lubrificantes é aconselhável, bem como a possibilidade de reposição hormonal. Um outro fenômeno que ocorre é a perda da gordura localizada nos grandes lábios, fazendo com que a vagina diminua de tamanho e esteja mais propensa a sofrer dor no coito.
A fantasia deve ser muito utilizada para despertar maior prazer no ato.
O orgasmo da mulher menopáusica pode ser muito intenso, pois as terminações nervosas estão muito mais à flor da pele, literalmente falando, pois, como assinalado acima, a capa de gordura da região da vulva está diminuída.
Muitas mulheres experimentam um reflorescimento da vida sexual.
Recomendações
 
http://www.abcdasaude.com.br/imagens/botoes/sxicon0.gif
Use lubrificantes nas relações sexuais para evitar o desconforto e possíveis infecções vaginais.
http://www.abcdasaude.com.br/imagens/botoes/sxicon0.gif
A reposição hormonal deve ser questionada para manutenção das características físicas femininas, prevenindo-se a pele e cabelos secos, mantendo o corpo arredondado nas formas femininas, bem como a voz. Consulte seu ginecologista.
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Procure climatizar o ambiente antes dos encontros sexuais: nem tão quente, nem tão frio para você e para seu parceiro.
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Aproveite o maior estímulo sexual de seu parceiro, procurando-o pela manhã (cedo), pois a maior disposição dele para o sexo pode ajudá-la a ter mais desejo e a ser mais estimulada.
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Com o surgimento de problemas sexuais de inibição, falta ou dificuldade de se chegar ao orgasmo, não deixe de procurar um terapeuta sexual que pode lhe proporcionar muitas orientações e técnicas para usufruir melhor de sua sexualidade.
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Caso surjam sintomas de tristeza, desânimo intenso, fadiga, irritabilidade, baixa auto-estima, procure imediatamente uma orientação com psiquiatra, pois nessa fase, com as alterações hormonais, os Transtornos de Humor (Depressão) não são raros.


domingo, 1 de dezembro de 2013

1 de Dezembro de 2013 - mais um ano sem nada de novo para contar!


"O meu prazer
Agora é risco de vida
Meu sex and drugs
Não tem nenhum rock 'n' roll"
(Cazuza - Ideologia)
1 de Dezembro de 2013 - Dia mundial de Combate a AIDS.
As pessoas estão se conscientizando??Não. Não existe uma conscientização quando se tem propagandas alertando sobre o uso de preservativo passando SOMENTE no carnaval (alias, tenho que patentear as coisas que falo e escrevo, nesse artigo embaixo a médica falou exatamente o que sempre falei),Não existe e não vai existir um trabalho focado e uma boa injeção de informações sobre o assunto. Muitas escolas ainda proíbem a educação sexual em seu quadro de matérias, as famílias estão cada vez mais sem tempo de ensinar, a mídia tem cada vez menos espaço para coisas importantes...Eu pergunto: Onde as pessoas terão consciência e informações para estarem aprendendo a se cuidar e prevenir sobre um mal? Propaganda custa caro, impressão de livros, panfletos explicativos custa caro, anunciar que camisinhas são distribuídas em postos de saúde e hospitais públicos (coisa que a maioria não sabe disso) deve ser preguiçoso falar sobre, passar informação para as pessoas aprenderem a viver mais não é interesse do governo, na verdade, não é interesse de ninguém!!!
É mais saudável saber que semana que vem terá show das poderosas do que pegar um livro para ler, pesquisar, cuidar do corpo e da vida. 
O Virus cresce pq é alimentado e fortificado pela ignorância.

http://saude.ig.com.br/minhasaude/2013-12-01/numero-de-mortes-por-aids-diminui-mas-o-de-infectados-por-hiv-aumenta.html

terça-feira, 26 de novembro de 2013

O Desabafar da promoção de um trabalho

Preciso desabafar!!!
Estou há 2 dias trabalhando dentro de mim e fazendo um discurso metodológico e histórico sobre a Sexualidade humana, onde após ter assistido a série Masters of Sex tenho reencontrado outras hipóteses e mudanças em exercícios que aplico teoricamente para meus pacientes. Esqueçam Freud, não compreender a sexologia e a fisiologia é pior do que falar um monte de asneiras sem nunca ter experimentado. Esqueçam Shere Hite. Deduções todos nós temos, mas precisamos escutar, estudar, analisar, discutir...Me sinto fazendo Expo Facto novamente, quando eu era apenas uma estudante de Psicologia e tb uma estudante em período de pós graduação. Me senti invadida de um sentimento de responsabilidade em transmitir um assusto que ainda é tão conturbado e sim, ainda desconhecido e reprimido entre as pessoas por questões psicológicas e físicas graças às ordens sociais, familiares e religiosas. O ser humano precisa se descobrir, precisa respeitar o outro, precisa se desprender e ser ilimitado...embora, muitas vezes não somos racionais, mas neste quesito devemos ser para o nosso bem e de outros a nossa volta. A responsabilidade e a capacidade de aprender a ensinar a sexualidade depende de onde podemos levar nossa liberdade, depende somente de nós desamarramos a mordaça e a venda...Sexo é sério, não somente quando adoecemos, mas para a formação de um mundo. Estudar sobre sexo não te faz ser um pervertido, uma prostituta, mas sim, alguém que deseja melhorar a mente e o corpo daqueles que procuram a sexologia para auxiliar. Quando se tem um problema em que fica cada dia mais difícil de alcançar o sucesso, procure um profissional, não é vergonhoso, saiba que vc está dando seu primeiro maior passo para ter uma vida novamente feliz.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

PROMOÇÃO ATÉ O FIM DO ANO!!!!




PROMOÇÃO PARA QUEM QUER ESTAR BEM PARA O ANO QUE VEM!!

Atendimento psicoterápico para Crianças, adolescentes Adultos, Idosos e Casais.

A Primeira consulta sai ao valor de R$150,00

E as próximas sessões ao invés de vc pagar R$100,00 cada, você só irá pagar R$85,00

AO TOTAL DE R$ 340,00 NO FINAL DO MÊS!!

HORÁRIOS DISPONÍVEIS SOMENTE NAS SEXTAS-FEIRAS:
13H, 15H, 16H, 18H E 21H

CONTATOS PARA MARCAÇÃO: (21) 98867-6669
                                                          LILIAN.PSYS@GMAIL.COM

AVISAR SOBRE A PROMOÇÃO VISTA NO BLOG!!!

BJS,
LILIAN ALDEIA.


domingo, 6 de outubro de 2013

MINHA MATERIA DO JORNAL O FLUMINENSE SOBRE O ORGASMO

Neste domingo, dia 6 de outubro de 2013, saiu minha matéria sobre o Orgasmo na Revista do Jornal o Fluminense, na região de Niterói - Rj.

O Site está correto, mas infelizmente a Revista que está circulando nas bancas meu sobrenome está errado. Ao invés de Aldeia, o repórter achou que sou parente dele e colocou Almeida. Uma grande pena pois perdi um divulgação do meu trabalho na mídia por uma falta de revisão dos responsáveis.

Mas deixo aqui o link do site que está correto. Espero que gostem!
http://www.ofluminense.com.br/editorias/revista/orgasmo-femininochegando-la

Obrigada,
Bjs,
LILIAN ALDEIA

http://www.ofluminense.com.br/editorias/revista/orgasmo-femininochegando-la

quarta-feira, 13 de março de 2013

O que está acontecendo com as Mulheres??



Esta foi a pergunta que fiz hoje passeando no shopping com meu esposo quando me deparei com um livro na vitrina que se entitulava: “ Diário de Uma Submissa”, não vi nem quem era a autora (claro que é autora!). Comecei a discutir sobre a evolução sócio-bio-psiquico-sexo-cultural do que está acontecendo no atual universo feminino e o que constatei não foi nada legal de ver.


Primeiramente, vamos analisar as conquistas femininas durantes séculos, anos e anos de história geral. Isso irá clarear e fazer com que as idéias se sintam divididas.

Só por alto temos direito a educação (1927), direito a ter ensino superior (1879), direito ao voto (1932), direito a ser uma esportista (anos 40), remuneração igual ao homem (1951) – mas parece que isso ainda não funcionou – Pílula Anticonpepcional (1960), Estatuto da mulher casada (1962) que garantia a mulher não precisar da aprovação do marido para sua vida social e trabalhista, criação de centro de auto defesa e atendimento psicológicos em grupos (1980), A primeira delegacia da Mulher é criada (1985), Criação dos Direitos da Mulher (1987), Cotas de 20% das mulheres dentro do Congresso Nacional (1996), Sancionada a Lei Maria da Penha (2006)...E por ai vai.

O que citei acima é apenas um resumo, muito bem resumido das conquistas femininas durantes anos, isso sem contar a liberdade musical e literária e, também, se não menos importante, a liberdade sexual que foi trabalhada para ser construida após séculos de repressão, abuso, exploração e despersonificação do EU feminino.

Inquisição: mais de 600,000 mulheres assassinadas, queimadas pela igreja que alegava o ato de bruxaria feito por estas. O melhor disso são os métodos que os inquisidores utilizavam para identificar tais criaturas e fantasiavam seus atos crueis (leia-se parteiras, curandeiras, viuvas etc). A inquisição acabou sabem como??Simplismente acusaram a esposa do governador da Espanha de bruxa, automaticamente após isso acabou o inferno.

Prostituição: Uma das profissões mais antigas do mundo nunca foi vista com bons olhos pela sociedade, mas ela bem que usava muito bem seus serviços. Depois de muitos anos hj a prostituição ganhou carteira assinada e um contrato de lei no ministério do trabalho do Brasil.

Mas antes disso, julgar a mulher pelos seus atos era muito fácil, não somente as prostitutas, mas a mulheres “facéis”, autênticas e independentes do homem, estas por sua vez pagaram um bom preço pela liberdade, mas ajudaram muitas mulheres a enchergar o mundo em que viviam com outros olhos, ai é que começa a revolução sexual, onde a mulher reprimida, de boa casta, sujeita a dar prazer ao marido e cuidar do lar e da prole, sem ao menos poder exercer algum direito em vóz e corpo ativo.

Na década de 40 foram criados livrinhos de bolso entitulados “Romances Cor-de-Rosa” (Os famosos Julia, Bianca, Sabrina etc vendidos até hj em bancas de jornal), a idéia desses livros era romantizar o relacionamento, criar um mundo fantasioso para a mulher de um homem lindo, rico, inteligente, interessante e completamente louco de amores por ela. É uma literatura bastante fantasiosa, haja a vista que os homens não foram criados de uma maneira romântica, vivemos em uma sociedade machista que se diz matriarcal, mas esse estado é ainda hoje postado como os homens é que mandam nos negócios, na casa, nas finanças, no prover etc.

Anos se passaram e em 2012 uma autora chamada E.L.James, criou uma trilogia chamada “50 Tons de Cinza”, a idéia era de colocar pimenta no relacionamento entre homem e mulher e esquecer a idéia dos romances cor-de-rosa. Sim, mas a idéia não foge muito a regra dos livros dos anos 40, pois o homen é lindo, rico, sedutor, só colocou mais dois elementos na personalidade: Intocável e dominador, o que não é muito diferente dos padrões masculinos ainda vividos hoje.

As mulheres piraram e o livro vende feito água em época de seca. Observei o estilo de mulher que procurou hoje esse tipo de leitura, infelizmente vi que são mlheres na faixa de 26 a 47 anos, algumas solteiras outras casadas, mas cansadas de sua relação, mulheres que buscam uma libido que outrora desapareceu com o tempo, mulheres mal cuidadas fisicamente, a estatura financeira varia (vai da crobradora de ônibus até uma médica renomada).

O que está acontecendo com as mulheres? Tive de ler esse livro para compreender por que o alvoroço que está acontecendo e percebi que esse livro é uma farsa, me desculpem quem está subindo nas paredes com Christian Grey, mas é isso que as mulheres querem? Continuar sendo submissas a uma relação!?

Submissão virou moda, chicotes e bracedeiras viveram utencílios de prazer? Desde que o mundo é mundo o fetiche está ai e seus apetrechos sempre foram símbolo de perverssão, medo, prazer, insegurança, “doença” (até porque fetiche só é classificado como doença a partir do momento em que vc não consegue se livrar dele e este por sua vez atrapalha sua vida social).

Não estou criticando que lê o livro e muito menos a autora, mas que este por sua vez veio com uma idéia de mostrar a mulher que ela tem de ser e continuar submissa ao homem porque é gostoso, legal e prazeiroso é coisa quem nem a idade média fazia.

Concluido: Fizemos tanto para conseguir nosso lugar ao sol dentro das questões sociais, familiares, trabalhistas, biológicas e políticas. Traçamos metas na histórias e conseguimos tanta coisa dentro de um longo espaço de tempo, para que um dia uma autora vem e escreve que o maior prazer da mulher é ser submissa ao homem e da maneira que ele desejar.

Pense bem nisso! É isso que as mulheres querem???



quinta-feira, 21 de junho de 2012

Bissexualidade




Já se ouviu falar muito em aquela pessoa que gosta tanto de se relacionar com homens, como com mulheres e que “recebem” o nome de gillete. Gillete? Ora a gillete não corta para os dois lados? Então? É mais ou menos assim que é vista a pessoa bissexual. Mas isso é uma conotação do senso comum. A realidade da bissexualidade é bem mais ampla e complexa.
A bissexualidade tem como característica, um homem sentir-se atraído afetiva-sexualmante por mulheres, mas também para com os homens, sendo que o mesmo pode acontecer com as mulheres, ou seja, podem sentir atração por homens e por mulheres, e isso não significa um a relação ao mesmo tempo, ou seja, estar com os dois sexos. Ah! E não é por ai, como deve estar pensando, e sim com cada sentimento ao seu tempo, em seu lugar, digamos que no coração de um bissexual, tem lugar para amar todos.
Para os heterossexuais, a bissexualidade, é “coisa de gente sem vergonha”, e para os homossexuais, é “coisa de homossexuais mal resolvidos”.Nem preciso salientar aqui, que o preconceito diante da bissexualidade fica extremamente escancarado, e rodeado por todos os lados.
Esse assunto merece todo nosso respeito, pois é uma parte da sexualidade que traz uma idéia de mistério e ate mesmo de fascínio, digamos que pode ser considerado intrigante.
Mas vejamos:
Ninguém nasce com idéia formada sobre sua vocação sexual. A bissexulaidade não pode ser vista como uma escolha, ate porquê ninguém nasce sabendo o que vai ser, o que quer ser, e isso nos já estamos cansados de saber, mas tentar entender se torna mais difícil, pois a mente das pessoas carrega muito preconceito, e isso impede a compreensão dos mistérios da sexualidade humana.
Biologicamente, se nasce homem ou mulher, seres fisicamente perfeitos e definidos aos olhos da sociedade. Mas o comportamento, ira tomar sua forma, diante de todas as influencias possíveis, dentro do contexto a que esta inserida, ou seja, diante do ciclo bio-psico-social.
Na chegada da adolescência, onde as descobertas com o próprio corpo começam a surgir, as vontades, os desejos, as curiosidades sobre o sexo estão exalando hormônios, é que tudo se torna mais complicado, porque, esse já é um período conturbado para os adolescentes, ainda mais sobre as duvidas sobre a sua própria sexualidade, que esta no auge de sua formação.
O que pensar, por exemplo, quando um rapaz tem lá suas vontades de estar com meninas, mas de repente seu pensamento é invadido por uma sensação estranha de querer estar também com um outro rapaz, seu colega da escola. Nossa? O que estaria acontecendo? Ele é um maluco? Esses e outros questionamentos irão permear a mente desse individuo por um bom e longo tempo, pois esta em conflito com suas escolhas sexuais.
Digamos que esse rapaz já tenha experimentado o sexo com seu oposto, ou seja, com mulheres, mas fica sentindo que algo ainda lhe falta. Inicia-se então, uma busca incessante pela “pessoa certa”, pois a idéia que tem sobre o que ta se passando com ele, seria de “encontrar essa pessoa certa”.
Porem seu desejo pelo mesmo sexo, continua ali presente, mas ele reprime e acaba sublimando tudo isso. É um processo lento e talvez doloroso, pois já não é alguém tão igual aos rapazes da sua idade, e a sociedade, como sempre, recrimina os diferentes, e o medo de ser diferente impede a tomada de decisões, por isso o bissexual pode ficar vários anos “em cima do muro”.
Mas, essa pessoa, percebendo em si a falta que faz ter a outra parte que lhe completa, que seria aqui uma pessoa do mesmo sexo, ele então, já se identifica como um ser bissexual e ira ter que encarar os sentimentos que tem e tentar viver da melhor forma possível com isso. Se essa pessoa se deixar sofrer muito pelo preconceito, o que, depende do seu modo de ser, ele vai acabar sofrendo duplamente, pois se deixar um ou o outro sexo de lado, ira se sentir um eterno incompleto.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Sexualidade e Corporalidade - Seguindo os passos de Reich: Origem social da repressão sexual e o irracionalismo fascista

1º publicação



Nos importantes centros que formaram a opinião pública da Europa em 1930, o direito de milhões de pessoas à felicidade terrena não foi encarado como evidente por si mesmo. Nem sua falta foi encarada como digna de discussão (Reich, 1991).
A sexualidade humana há milhares de anos vive na obscuridade: uma vida falsa e ulcerosa. O assassinato de origem sexual, os abortos criminosos, a agonia sexual dos adolescentes, a destruição dos impulsos vitais das crianças, a pornografia, a exploração dos anseios humanos por amor por uma vulgar industria consumista. A avaliação social e moral da sexualidade humana estava nas mãos de homens e mulheres sexualmente frustrados.
Qual a origem da repressão sexual? Biológica, como afirmada por seguidores de Freud? Malinowski respondeu a esta questão ao apresentar seu trabalho sobre a vida sexual dos "selvagens" da ilha de Trobriand, provando ser a repressão sexual de origem social e não biológica. Os habitantes da ilha viviam em uma sociedade matriarcal, as crianças desconheciam a repressão sexual, desenvolvendo-se naturalmente. Sua sociedade ignorava as perversões sexuais. O casamento monogâmico voluntário não-compulsivo, que pode ser dissolvido a qualquer hora, prevalece como forma social de vida sexual. Em uma oura ilha próxima, uma tribo vivia um sistema patriarcal e possuía todas as características das neuroses européias.
A repressão sexual é de origem econômico-social e não biológica. Sua função é fundamentar uma cultura patriarcal e autoritária para a escravidão econômica. Esta era patriarcal tentou manter sob controle os impulsos anti-sociais por meio de proibições morais compulsivas, desenvolvendo, assim, uma estrutura psíquica que pode ser dividia em três extratos:
- Superficial: usando uma máscara de autocontrole e polidez compulsiva.
- Inconsciente freudiano: no qual o sadismo, avareza, sensualidade, inveja, perversões de toda sorte são mantidas sob controle, manifestando-se como um "vazio interior";
- Profundidade: onde existem e agem a sociabilidade e a sexualidade naturais, a alegria espontânea no trabalho e a capacidade para o amor.
O extrato de profundidade estaria em total desacordo com os aspectos da educação e do "controle autoritário".
Após a Primeira Guerra Mundial, que havia aniquilado muitas famílias patriarcais e autoritárias, a comunidade européia "lutava pela liberdade", mas cometeu um grande erro ao não reconhecer o defeito universal da neurose de caráter. Na monstruosa traição às massas por governos autoritários que alegavam representar o interesse do povo, na ingenuidade de milhares de jovens que acreditavam servir a uma idéia, o fascismo floresceu sobre o desamparo dos cidadãos do mundo. Com o fascismo, tornou-se patente a neurose da massa. O fascismo alemão deixou claro que não operava com a "inteligência" do povo, e sim, com suas reações emocionais infantis.
As massas queriam "liberdade", Hitler prometeu-lhes autoridade, liderança ditatorial. Queriam liberdade, mas tinham medo da responsabilidade sobre esta liberdade; encontraram, então, no Führer, o homem que a assumiria por elas.
Reich afirma que o "fascismo é meramente a extrema conseqüência reacionária de todas as anteriores formas não democráticas de liderança dentro da estrutura do mecanismo social". Foi o anseio pela liberdade e o medo dela que tornou possível o fascismo.
Foi assim que Hitler subiu ao poder. Ele prometia separar o conceito de sexualidade e o conceito de procriação. Chamava de "procriação eugênica superior" a "felicidade no amor". A teoria de raça é apenas uma extensão das convenientes teorias da hereditariedade. Em outras palavras, a "pureza do sangue alemão" era a justificativa para se livrar da sífilis e da "contaminação judia". Adolescentes podiam agora entregar-se a relações sexuais se alegassem que estavam procriando filhos no interesse do aperfeiçoamento racial.
Quando um fascista diz "judeu", quer dizer "capitalista", "ganhador de dinheiro", e mais profundamente o conceito pode significar "sujo", "bestial", "sensual", "castrador", "assassino".
Reich afirma que o "anseio inconsciente do prazer sexual na vida e da pureza sexual, unido ao medo da sexualidade natural e ao horror da sexualidade perversa, produz o fascismo e o sádico anti-semitismo".
Esses fatores permitiriam que o "psicopata sexual" pervertido e criminoso Julius Streicher pusesse seu "Der Stürmer" nas mãos de milhares de jovens e adultos alemães. Os exemplos a seguir foram publicados em edições de 1934:
"Um dia, o velho judeu lançou-se sobre a desprevenida garota não-judia no sótão, violou-a e insultou-a ..."
"... Ele tentou fechar a janela para impedir que os vizinhos olhassem para dentro. Então tocou novamente a mulher de modo vil, de um modo tipicamente judeu... Ele até ria de suas tentativas de gritar por socorro.... Verbalmente, agredi-a com palavras mais vis e mais obscenas. E então lançou-se como um tigre sobre o corpo da mulher e completou seu trabalho diabólico".
Segundo Reich, Stürmer confirmou efetivamente um milhão de vezes a angústia de castração genital, excitando e nutrindo fantasias perversas na população alemã e noutras populações que o leram. Quando questionado sobre essas publicações, Reich fez um sumário curto com as medidas necessárias para combater essa situação:
- Era preciso primeiro explicar as diferenças entre sexualidade doente e sã.
- Denunciar e reunir material de caráter pornográfico do streicherismo a qualquer pessoa de bom senso.
- Reunir e publicar todo material que mostrasse à população que Streicher e seus cúmplices eram psicopatas e criminosos.
- Expor o segredo da influência de Streicher sobre as massas: ele provocava fantasias patológicas.
- A sexualidade patológica que constituía o campo da teoria racial de Hitler e dos crimes de Streicher pode ser combatida mais eficazmente mostrando-se ao povo os processos e modos sadios do comportamento na vida sexual.
Reich afirma que o povo compreenderia a diferença proporcionada por uma sexualidade sadia e satisfatória, que envolve, entre outros fatores, a possibilidade de privacidade com o companheiro amado; que a satisfação sexual não é o mesmo que procriação; que é necessário instalar um numero suficiente de clinicas para tratar de perturbações sexuais; que uma educação sexual afirmativa e racional é imprescindível; que a abstinência sexual prolongada é nociva e só a satisfação livre do sentimento de culpa é benéfica. Em resumo, é preciso lutar pelos direitos de exercer uma sexualidade natural das massas populares.

Bibliografia
Reich, Wilhelm. A função do orgasmo - Problemas econômico-sexuais da energia biológica. São Paulo: Círculo do Livro, 1991.
_____________ Psicologia de Massa do Fascismo. São Paulo: Martins Fontes, 1993.