"O amor, o conhecimento e o trabalho, são fontes de nossas vidas. Deveriam também governá-los". - Wilhelm Reich







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sexta-feira, 8 de junho de 2018

ATENDIMENTO ONLINE



Se vc tem dificuldades de conseguir um psicólogo na sua região ou até mesmo chegar até o profissional devido a vida atribulada do dia-a-dia, mas deseja fazer terapia, nós podemos te ajudar.
O APP Fala Freud é autorizado pelo Conselho Federal de Psicologia, com vários profissionais de vários locais do Brasil. É fácil de instalar, procurar um profissional espacializado para cada caso.
Não desista de ser feliz e estar bem consigo próprio e com o mundo a sua volta!
Eu, sou Lilian Santos, Psicóloga e Sexóloga, com espacialidade em Depressão, Ansiedade, Disfunções Sexuais e Compulsões em Geral.
Me procure no Fala Freud!

https://www.falafreud.com/?gclid=Cj0KCQjwxtPYBRD6ARIsAKs1XJ4SlJJuGe8cXAmdfIdUj8qx4pLjgD9Z_ofoevooCDwoiD5F6zKuCkIaAoHcEALw_wcB

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

segunda-feira, 26 de maio de 2014

PROMOÇÃO DE INAUGURAÇÃO!!!!


O CLAPSIS está com uma promoção de inauguração!!!!

Geralmente a primeira consulta sai ao valor de R$150,00 e as próximas sessões ao valor de R$100,00.
Para o mês de junho inteiro, quem visualizar este anuncio e entrar em contato dizendo sobre a promoção no blog, estará ganhando um desconto legal, observe:

No fim do Mês ao invés de pagar por R$400,00 vc estará pagando R$ 320,00. Ou seja, R$ 80,00 por sessão.

Mas informando que a primeira consulta permanece com o valor, ok?

Entre em contato por telefone: (21) 98867-6669
 Email: lilian.psys@gmail.com ou clapsis2014@gmail.com


Mas não esqueça de avisar da promoção, ok????

Obrigada!!!

PS: VÁLIDO SOMENTE PARA TERAPIA INDIVIDUAL.

terça-feira, 20 de maio de 2014

NOVO ENDEREÇO!!!

Boa Noite, caros Leitores e Amigos!

É com um grande prazer que anuncio meu novo endereço sendo assim meu novo estabelecimento particular de trabalho. Sim! Uma sala minha onde estarei atendendo, apresentando meus workshops, grupos de estudo e supervisões.

Agora o meu blog junto com uma comunidade no facebook tem um nome:

CLAPSIS - Clínica Associada de Psicologia e Sexologia

Estarei deixando aqui e lá na comunidade tb algumas apresentações, dicas e anúncios de meus eventos, fiquem atentos!

O Clapsis fica na Rua da Conceição, 137 sala 1104 - Centro - Niterói.
Próximo ao Niterói Shopping e da Estácio de Sá (prédio novo).

Aguardo vcs!
Obrigada pela atenção,
Bjs.

Lilian Aldeia.

domingo, 16 de março de 2014

Fobia Social



O que é ?
A fobia social é um transtorno de ansiedade específico de determinadas situações. Um certo grau de ansiedade é normal e até adequado para nos prepararmos bem, por exemplo para uma reunião de trabalho ou uma apresentação no colégio. Contudo quando a ansiedade passa a impedir o desempenho, pois atrapalhar simplesmente é aceitável, ela deixa de ser adequada. A fobia social portanto é a ansiedade incapacitante despertada sempre que o indivíduo encontra-se numa determinada situação em que seja o alvo dos olhares das pessoas em redor.

Como é?
O início da fobia social não costuma ser percebido pelo paciente. Paulatinamente o fato de ser observado ou de achar que está sendo observado torna-se extremamente desconfortável para atividades restritas como escrever, falar, comer, beber em locais públicos. A pessoa que sofre de fobia social reconhece que é exagerada sua ansiedade mas não consegue controlá-la. Os familiares e amigos sempre aconselham tratamentos sem saber que se trata de um real transtorno incapacitante de ansiedade e por isso mesmo sem aceitar completamente este problema. A fobia social não melhora sozinha e como alguns pacientes descobrem que o álcool controla os sintomas, passam a abusar das bebidas, não por terem inclinação à bebida, mas para se "auto-medicarem", uma vez que enquanto durar o efeito do álcool a ansiedade é tolerada.

Quem são ?
A maior parte dos pacientes com fobia social são homens, de cada 3 casos 2 são do sexo masculino. Geralmente o início da idade adulta coincide com o início da fobia social, podendo contudo começar durante a adolescência ou até na infância. Não houve tempo suficiente para se pesquisar a duração da fobia social, pois este transtorno é conhecido há pouco anos. Acredita-se que sua evolução seja crônica, podendo durar toda a vida do indivíduo sem tratamento.

Como se trata ?
O tratamento da fobia social é simples e costuma ser eficaz. Os pacientes podem não ficar completamente recuperados, mas melhoram o suficiente para exercer suas atividades sociais e profissionais. As medicações mais usadas são o clonazepam e a tranilcipromina. A forma de psicoterapia que mais apresenta resultados é a de orientação cognitivo-comportamental.


sábado, 4 de janeiro de 2014

Sexo e Menopausa




Busca da Qualidade de Vida Sexual na Maturidade
A Menopausa é a parada completa da menstruação. O Climatério é o período que compreende desde as modificações fisiológicas, que vão ocorrendo com a diminuição de produção hormonal por parte dos ovários, até culminar na menopausa.
O processo de envelhecer ocorre desde que nascemos, mas há maior preocupação com a idade quando nossas funções vitais vão sendo perdidas. A perda da capacidade reprodutiva nas mulheres é acompanhada por uma série de sintomas físicos ou emocionais. Fogachos (os calorões), suor excessivo, cefaléia, pele seca, entre outros, são comuns. Mas, no que tange à vida sexual, algumas modificações são mais condicionantes.
Com a chegada da menopausa o desejo sexual pode diminuir. Algumas mulheres que se sentiram obrigadas a manter relações sexuais por toda uma vida, justificam a perda da função sexual com o fim da menstruação. Usam a menopausa como escudo para não precisarem mais "servir" seus parceiros sem obtenção alguma de prazer.
Já outras mulheres experimentam uma melhora da vida sexual e de seu desejo com a parada do ciclo menstrual, pois não precisam mais temer a gravidez indesejada e geralmente não têm mais filhos pequenos que atrapalhem o sono ou que ocupem muito sua atenção ao longo do dia. Logo, é uma questão na qual o peso cultural tem grande influência.
Com a perda da produção de alguns hormônios na menopausa, a mulher fica com menos lubrificação vaginal, devendo ter maior cuidado durante o ato sexual. Quando a vagina fica seca, o atrito do pênis pode machucá-la, como também ao seu parceiro, além de poder provocar algumas infecções (vulvovaginites). O uso de cremes lubrificantes é aconselhável, bem como a possibilidade de reposição hormonal. Um outro fenômeno que ocorre é a perda da gordura localizada nos grandes lábios, fazendo com que a vagina diminua de tamanho e esteja mais propensa a sofrer dor no coito.
A fantasia deve ser muito utilizada para despertar maior prazer no ato.
O orgasmo da mulher menopáusica pode ser muito intenso, pois as terminações nervosas estão muito mais à flor da pele, literalmente falando, pois, como assinalado acima, a capa de gordura da região da vulva está diminuída.
Muitas mulheres experimentam um reflorescimento da vida sexual.
Recomendações
 
http://www.abcdasaude.com.br/imagens/botoes/sxicon0.gif
Use lubrificantes nas relações sexuais para evitar o desconforto e possíveis infecções vaginais.
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A reposição hormonal deve ser questionada para manutenção das características físicas femininas, prevenindo-se a pele e cabelos secos, mantendo o corpo arredondado nas formas femininas, bem como a voz. Consulte seu ginecologista.
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Procure climatizar o ambiente antes dos encontros sexuais: nem tão quente, nem tão frio para você e para seu parceiro.
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Aproveite o maior estímulo sexual de seu parceiro, procurando-o pela manhã (cedo), pois a maior disposição dele para o sexo pode ajudá-la a ter mais desejo e a ser mais estimulada.
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Com o surgimento de problemas sexuais de inibição, falta ou dificuldade de se chegar ao orgasmo, não deixe de procurar um terapeuta sexual que pode lhe proporcionar muitas orientações e técnicas para usufruir melhor de sua sexualidade.
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Caso surjam sintomas de tristeza, desânimo intenso, fadiga, irritabilidade, baixa auto-estima, procure imediatamente uma orientação com psiquiatra, pois nessa fase, com as alterações hormonais, os Transtornos de Humor (Depressão) não são raros.


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Minha matéria no Site Área H



Boa tarde, meus queridos!
Acabou de sair minha matéria no site Área H sobre Viciados em Sexo.
Espero que gostem!

Bjs,
Lilian

http://www.areah.com.br/vip/vicio/materia/61526/1/pagina_1/viciados-em-sexo.aspx

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Agorafobia




O que é ?
É o medo de ficar em lugares de onde seria difícil sair ou pedir ajuda. Os locais que despertam esse medo variam de pessoa para pessoa, e as causas que relacionam o lugar ao medo ainda estão sendo estudadas. O lugares mais frequentemente relacionados a agorafobia são cinemas, teatros, multidões, restaurantes, túneis, passarelas, avenidas de alta velocidade onde parar o carro ou o ônibus é quase impossível, qualquer lugar distante da própria casa. O grau de severidade desse transtorno é medido pelo grau de dependência que o paciente tem, como: conseguir andar sozinho nas redondezas, andar no quarteirão da residência, ir até a portaria, não conseguir sair de casa desacompanhado.

Como se manifesta ?
Seu início é gradual e a piora ocorre pela persistência das crises de pânico. Muitos pacientes julgam que sofrem um ataque por causa do lugar onde estavam, por isso passam a evitá-los pensando que sofrerão novo ataque se forem para o mesmo lugar. Por outro lado, lugares desconhecidos pelo paciente mas cuja saída seria difícil ou embaraçosa no caso de uma crise, também são evitados pelos pacientes. O agorafóbicos só de pensarem que terão de passar por um lugar que têm medo já começam a passar mal, a sentirem os sintomas da crise de pânico, esta é a chamada ansiedade antecipatória. Ela não costuma disparar crises rotineiramente, mas pode causar um mal estar semelhante porém menos intenso que a crise. É possível encontrar tanto pessoas com muitos ataques de pânico sem agorafobia como pessoas que só tiveram um ataque e desenvolveram uma agorafonbia grave.

Tratamento
Os remédios que bloqueiam as crises de pânica não costumam ser eficientes no controle da agorafobia. Na verdade nenhuma medicação tem efeito satisfatório para este caso. A agorafobia costuma regredir na medida em que o paciente não tem mais crises de pânico, mas isso pode levar anos. A forma de tratamento que melhores resultados vem apresentando é a terapia comportamental. A agorafobia é um transtorno que dificilmente aparece sozinho, ou seja, sempre é acompanhado ou precedido por depressão ou outros transtornos de ansiedade.

Opinião Profissional

Alguns pesquisadores renomados no assunto afirmam que não existe agorafobia isolada, somente associada a transtornos de ansiedade ou de depressão. Essa controversa pode parecer estranha mas existe por causa das características inerentes destes distúrbios, mesmo tendo-se critérios bem definidos a sua identificação na prática não é elementar pois esses sintomas são vagos, difíceis de serem compreendidos por muitos pacientes, consequentemente de serem explicados fidedignamente. Um raciocínio pode ser explicado, mas uma emoção só pode ser compreendida se for compartilhada. Como os pacientes não sabem ao quê compararem suas emoções patológicas acabam se atrapalhando nas explicações e dificultando o diagnóstico. Portanto até que se desenvolvam técnicas de entrevista eficazes o suficiente, a precisão dos diagnósticos e dos diagnósticos mistos (ansiedade com depressão) continuam sendo falhos.

terça-feira, 6 de março de 2012

O “Não” Te Fortalecerá!




E por que não?
Muitas pessoas têm medo, trauma e uma visão muito deturpada da palavra “não”. Pessoas entram em depressão, perdem interesses, inventam desculpas para assuntos e tarefas que precisam ser executadas, congelam quando ouvem um “não”.
A questão é que o “Não”, sempre nos acompanhou. Em qualquer fase de nossas vidas, mas as pessoas não se lembram ou lembram tão bem que o fato de ter escutado um “não” na infância que pode ter acarretado também uma repressão mais drástica que criou uma cadeia de bloqueios e uma frustração absurda. A infância é a fase mais perigosa e traumática quando as coisas acontecem da maneira que os adultos não querem que aconteçam, como muitos pais acreditam na troca de figura de palavras, situações que podem ou não atrapalhar a vida infantil. Há alguns casos de muitos pais que acreditam que “aquilo” que é dito ser bom para a criança, de acordo com a educação que foi oferecida na infância arcaica, não é bom para a sua criança. Muitas vezes a criança é reprimida por algo que não fez ou inofensivo que não há necessidade de agir com o “não” drástico. É confuso, mas na verdade criei este artigo não para servir de conceitos psicológicos, mas para fazer com que você, querido leitor, se identifique e amadureça suas idéias perante o “não”, fazendo com que você enfrente-o de maneira mais tranqüila para seu bem-estar.
Tenho escutado muitos pacientes com medo que ouvir um “não”, seja no trabalho, na vida social ou na vida amorosa e isso faz com que o medo transpareça e perca oportunidades boas para a melhoria do ego.  O “não” não faz você se sentir inferiorizado, não faz perder coisas boas, não faz perder o dia afundado em um travesseiro chorando. 
O “não” te fortalece!
Sim!! Fortalece!!
Por quê?
Receber um “não” não é mostrar sua incapacidade, é você aprender que naquele momento “não” é propício, mas em outras situações você pode conseguir o que deseja.
Não é para você perder a auto-estima, não é para você deixar de lado uma tarefa que foi ordenada, não é para você perder o desejo de conquistar pessoas de seu interesse pessoal, nem perder o desejo sexual!!  Não conseguiu no momento? Parte para outra que pode fazer  melhor e mais proveitoso!
A avó do meu esposo sempre diz a seguinte frase: “Sempre que quiser algo, pergunte. O máximo que você pode receber é um não naquele momento. Mais para frente, quem sabe...”.
Não é pessimista, mas alimenta esperança. Não é triste, mas é um modo de pensar, pois ás vezes nossa maneira de perguntar foi mal formulada. Mais a diante, mudando as palavras, mas com o mesmo desejo de outrora, podemos conseguir o que desejamos.
Fazer a côrte, por exemplo. Aquela garota (o) que você tem “visado”. Chegar junto, conversar em busca assuntos de ambos os interesses, ser autêntico, conquistar com seu jeito é algo que mesmo que você receba um “não” daquela pessoa, não é para desistir de outras, isso faz com que os pensamentos comecem a trabalhar com a ordem das palavras, melhorar o desempenho social e fortalecer seu desejo de busca.
Receber um “não” não é o fim do mundo e não vai te fazer apodrecer na solidão. “Não” fortalece e faz com que você aprenda com os momentos, as pessoas e seus erros. Com certeza, pense, com certeza o que vier pela frente será muito melhor, continue, nunca desista no primeiro momento... Keep Walking.


Bobeirinha para te fazer sorrir

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Adulto e Criança em Terapia - Um desabafo.



É o que chamamos de Terapia de Família.



Queria entender o barato de certos psicólogos de não atender adulto e criança da mesma família. Uma coisa é vc não ter horário próximo ou não ter conhecimento para atender criança. Agora, não querer por que não tem saco ou para não ter trabalho de limpar chão, arrumar brinquedoteca e estudar desenho. Po, é um absurdo!!!!!Atender criança é um desafio, acho que todo psicólogo deveria passar dentro da profissão. Através do ensino e do desenvolvimento vc, psicólogo saberá lidar com as coisas de maneira mais rápida e lógica dentro do consultório. Eu, pelo menos atendendo crianças e acabo sendo mais afiada em meus trabalhos com adultos. As crianças não querem um diagnóstico rápido, mas os adultos sim, querem e principalmente respostas, afinal, precisam disto pra que haja uma quietude no espírito.......até a próxima sessão.
Ah, sim!!!E atendendo a criança e o adulto da mesma família é mais interessante, pois dentro do contexto, o psicólogo consegue compreender mais rápido as questões importantes do mal estar sócio-afetivo.

Desculpem, mas tem horas que falar sério requer um pouco de grosseria!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O Luto da Separação


Neste ano que passou atendi 16 casos de separações onde os relacionamentos tinham entre 4 e 12 anos de união estável. Na grande maioria foram casos súbitos (como muitos homens disseram) em que a esposa acordou no dia seguinte e pediu divórcio o mais rápido possível, já mandou tirar tudo de casa e separar as contas e ítens que tinham em comum. Relâmpago? Sim. De repente aquela doce mulher que tanto lhe suportou na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, um dia olha para você e o quer fora de casa para ontem. O que aconteceu?

Foram 16 homens que infelizmente tiveram seus casamentos arruinados sem saber de onde o problema surgiu e ninguém contou. Muito menos as esposas que, umas decidiram tornar o fim da relação um inferno e outras fizeram sem dor e sem remorso.

Mas o que aconteceu para estes relacionamentos assim como tantos outros irem por água abaixo?

Várias respostas podem ser encontradas e aqui posso relatar:

1- Diminuição da libido;

2- Falta de comunicação a dois;

3- Dívidas;

4- Horários atribulados entre o trabalho, casa, filhos e o momento a dois fica sem espaço;

5- Brigas com ou sem sentido;

6- Doenças psicopatológicas;

7- Interferência dos familiares;

8- Dificuldade de engravidar;

9- Antisocialismo;

10- Segredos não revelados no período do namoro;

11- Relações extraconjugais;

12- Uso de drogas e álcool;

13- Agressões físicas e psicológicas; (nesse caso, pode dar um fim no casamento mesmo!);

14- Ciúme excessivo; (ver Amor Possessivo, no blog)

15- Diferença salarial;

16- Um dos conjugues não desejar ter filhos;

17- Mudanças no amor;



Na procura de um terapeuta, em casos que a salvação poderia ser apresentada, uma das partes reluta, é de praxe, pois ou realmente não há nada ou ninguém que possa fazer com que mude de pensamento sobre o fim do casamento ou coisas que estavam encobertas podem ser reveladas, em casos assim, um dos conjugues pode sair ferido ou perdoar, mas tenha certeza de que a relação não será mais como antes.

A depressão impera nestes casos. A falta de vontade de executar tarefas, voltar ao trabalho, alimentação precária, a idéia fixa de que “nunca mais será amado” ou que encontrará alguém, sentir-se velho ou “desatualizado” para novamente trabalhar a corte. Muitas pessoas pensam assim e ao fim das contas não somente a depressão o atinge como também a síndrome do pânico (essa nem pode passar pela porta), começa também uma orgia de alimentos ou de abusos de álcool.

Quando a pessoa entra no estágio da depressão, muitos vão de encontro à terapia para que a solução seja precisa e auxilie a suportar a dor. Muitos destes dou os parabéns, pois é neste momento que realmente precisa de acompanhamento e para que as rédeas do desejo e da esperança, não desapareçam.

A autoestima também vai embora (a depressão faz isso). Fazer com que as coisas comecem a entrar nos eixos depende muito da força de vontade do paciente, pois o psicoterapeuta tem a ferramenta que o paciente pode manipular para seu bem-estar. Isso também não é da noite para o dia, depende muito do luto, o tempo e a dor que deve ser dissipada. O interessante que, casos de luto da separação na maioria das vezes o paciente fica, porque além de estar se sentindo bem e forte para aos poucos enfrentar seus medos e a dor, aparecem outras coisas que outrora ele achava insignificante e aí vem a tona como uma nova demanda, um novo rumo para se reconstruir como bom ser humano proveniente de amor, solidez psicológica e sociabilização.

Portanto, fazer terapia no momento em que o problema aparece na maioria das vezes é bom, mas também é muito interessante quando o problema já está acontecendo e antes de tudo o que foi construído vá por água abaixo é muito melhor. E nunca tenha medo de falar o que sente, isso faz parte do bem estar sócio-psico-sexual.

Converse com seu conjugue se podem fazer terapia de casal, na maioria das vezes o fim de um relacionamento pode ser evitado quando ambas as partes começam a pensar de maneira sensata, o diálogo surge e......já é um bom começo para recomeçar.

“Save your Love” – Kiss, disco Dinasty, composição de Ace Frehley.



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Dona Madonna Foi à Terapia.

Primeiramente este artigo que escrevi foi exclusivo para ser anexado no trabalho monográfico inspirado na nossa cantora Favorita Madonna, meu amigo Élcio Ribeiro Filho, que em breve se tornará o mais incrível Estilista e Designer de Moda do Brasil.
Obrigada por vc existir em minha vida e também salvar minha sanidade em não vender ou doar um par de botas de salto anabela comprada em Madri. rs.
Te adoro! 


Dona Madonna Foi à Terapeuta.

Uma senhora muito bem arrumada, delicadamente perfumada e ornamentada de jóias, senta na sala de espera e folheia uma revista de moda. Não tira seus óculos, por mais que a sala esteja vazia, mas não quer ser reconhecida pelo último paciente que a psicóloga está atendendo.

Faltam apenas 10 minutos para entrar em cena, mas parece uma eternidade. Desiste da revista, estala os dedos, aquece as mãos alisando no vestido, olha um quadro abstrato na sala que não parece vir nada á cabeça com aquela imagem sem graça. Está com sede, mas nem se atreve em pegar um copo plástico e encher de água no bebedouro. Bate os sapatos no chão e olha mais uma vez para o relógio.

A terapeuta abre a porta, observa a senhora sentada a sua espera, sorri cautelosamente e volta a falar com o paciente que está na despedida.

A doutora abre a porta do consultório e convida a próspera paciente a caminhar para dentro dele e sentar-se em uma poltrona confortável. A terapeuta oferece um café e está por sua vez, aceita.

Tirando os óculos e, olhando fixamente para a terapeuta achando que esta vai tomar um susto, pois, MADONNA está sem sua sala, mas não, ela senta, toma seu café e inclina-se calmamente para a paciente e pergunta: “Que ventos a trazem aqui, senhora Madonna?”.

E Madonna fala!

Fala, fala, fala, fala, fala, fala sem parar tudo o que a gente já sabe!

Mãe, Pai, infância, adolescência, idade adulta, namorados, maridos, filhos, carreira, medos, enxaquecas, religião, envelhecimento etc.

A terapeuta olha para o relógio na parede e a paciente percebe que depois de tanta “tagarelagem” tem pouco tempo para uma resposta sobre sua personalidade impulsiva e dramática.

Ela pergunta se há outro paciente depois dela. A terapeuta diz que não.

“Ótimo! Tenho então mais 1 hora com você!” – diz ela com um sorriso de alívio.

E torna a falar.

Enquanto a terapeuta observa seus movimentos, sua fala acelerada e seu olhar fixo nela como se assim que terminar de falar, a terapeuta finalmente lhe dará uma “pílula” que solucionará todos os seus conflitos.

Mas terapia não é assim. Como é uma paciente que voltará quando lhe der na telha, vai ter de ser um parecer preciso e que não deixe perguntas soltas sem respostas diretas e confiáveis.

Ao fim de seu monólogo, Madonna diz a seguinte pergunta: “E aí? O que você acha?”

A terapeuta respira fundo, recosta em sua poltrona, toma mais um gole de café, levanta os olhos para aquela mulher que está a sua frente com 52 anos cheia de “por quês”, querendo respostas rápidas e que a deixem dormir mais tranqüila durante as madrugadas quando chega em casa depois de exaustivos espetáculos, jantares, viagens e festas.

Ela sabe que a terapeuta não pode fazer com que as respostas sejam completas naquela única sessão que extrapolou o tempo. Ela sabe que deverá vir mais vezes, mas seu tempo, ah, seu tempo que não existe muito e que fica sem respirar quando pensar que precisa descansar, mas sua mente nem quer saber disso e seu corpo reclama e seus pensamentos pipocam de questões.

Vamos tentar entender quem é esta senhora que foi à terapia em busca de respostas para perguntas antigas e futuras.

Madonna, de acordo com o psicólogo, psiquiatra e sexólogo Wilhelm Reich (1896-1957) o ser humano não deve ser identificado por rótulos, como Sigmund Freud( 1856-1939) trabalhou durante anos em suas análises e pesquisas. Avaliando cautelosamente a vida da paciente durante a infância, adolescência e fase adulta, ela tem traços de histeria, pois sua busca por aprovações, conquistas sexuais e discursos chocantes, oscilações de humor, medo da solidão, traumas em pontos diferentes de fases da vida, ela vive sempre em busca de algo que ela acredita que seja o melhor, mas no fundo não é exatamente o que deseja e o que acredita que possa ser seu futuro ao fim da vida.

Ela busca experiências religiosas, práticas sexuais diferentes e mais apreciativas (mas para quem?), avaliação de comportamento de quem vai se unir á sua trupe, aquele que sabe enfrentar obstáculos como ela enfrenta que tem a mesma sede e garra para vencer barreiras sociais e familiares, um bem estar para si e para os outros a sua volta. Proporcionar prazer da maneira melhor possível e que lhe convém sem machucar ao outro.

Essa busca lhe fere muitas vezes, inclusive quando se fala do pai ou da mãe e as expectativas de ser igual ou talvez melhor do que a mãe dela foi um dia.

A aprovação do pai sempre foi um alvo muito importante, mas ela quase nunca acertava o que deveria fazer para conseguir com que este pai se orgulhasse dela. Ora como criança, enfrentava com escândalos e situação tempestuosa ora com oferecimento de dinheiro ou algo para suprir a necessidade financeira. Essa filha não sabe o que fazer para agradar ao pai, porque esta não consegue ter um diálogo procurando a melhor solução para ganhar a atenção que na sua via de desejo é o ideal.

Essa busca nunca cessa. Assim como as questões do por que o falecimento precoce da mãe e suas práticas religiosas severas.

O desejo de ser melhor que seus pais para com a educação de seus filhos, a busca pela correção de seus erros que não apareçam no meio familiar, que seja encoberto para que ela não tenha que dar explicações e se envergonhar.

Os inúmeros namoros, flertes e casamentos que não tiveram um final muito feliz. A busca da perfeição, o carinho máximo e o prazer entre as partes onde se pode ver ternura e paixão. Freud nos diz que buscamos o espelho que temos dentro de nossas casas e, não deixo de discordar de tal frase. Madonna buscou muito nos relacionamentos, homens e mulheres, aquilo que ela não podia ter em casa, mas também procurou traços de personalidades destes que ela queria, aja a vista que ela não podia ter sexualmente e sentimentalmente falando. Ou seja, procurou homens e mulheres severos, autoritários, sérios, com instintos maternos e paternos mais salientes que os dos pais.

Seu primeiro casamento foi alvo de muitas especulações e questões relacionadas a agressões físicas e psicológicas, neste caso, por mais que o amor valesse a pena, nunca era o bastante e mascarado pelo ato de possessão, ou seja, o ciúme do marido era como se ela fosse propriedade única dele e por esse motivo que ele, por ter também um histórico familiar conturbado, se encaixava no sentido de buscar aquilo que nunca tinha em suas famílias, amor incondicional e pleno.

Após a separação, muitas situações em que foram especuladas de dietas drásticas, visitas constantes a hospital e shows cancelados, devido sua estafa mental e sua desestruturação física.

Tempos se passaram e os relacionamentos continuaram, eram homens e mulheres, mais velhos, mais novos, introvertidos, brigões, autoritários, obsessivos e escandalosos, sempre.

Nunca havia uma situação em que seus relacionamentos não tivessem um momento de paz, ora por ela não aceitar a clausura do parceiro ou por seu trabalho exigir tanto, nunca era aceita a visão de que ela poderia trabalhar menos, sempre buscando o melhor e a perfeição no corpo e no amor. Vide também que o nascimento de sua filha foi de um relacionamento com alguém mais novo, de nível inferior ao dela, não tanto conturbado, mas infelizmente não foi adiante, e isso acabou indo a juízo pelas poucas condições financeiras do pai. A causa foi a favor da mãe.

Seu segundo casamento veio proveniente de uma segunda gravidez, um relacionamento que parecia tranqüilo, um homem estável, de bom comportamento e nada de situações doentias. Um homem também mais novo do que ela. O casamento durou bastante, mas infelizmente teve seu fim e não por problemas de convivência, mas por falta dela. Ajustaram as contas em juízo e cada um foi para seu local familiar e com guarda compartilhada das crianças, até por que após o nascimento do segundo filho, ela entrou com um processo de adoção junto ao esposo, sobre um caso de uma criança africana.

Em meio a separação e a criação dos filhos, as especulações de marketing e problemas sociais afetaram Madonna, devido as acusações também de adotar uma criança negra e pobre seria para beneficiar ainda mais sua carreira profissional. O que sabemos que ela não tem necessidade de se promover com uma situação tão delicada como essa.

Outra criança foi adotada, outra menina africana e seus relacionamentos voltaram a decolar, sempre nesta busca da maternidade e paternidade ideal que ela classifica para si.

É uma mulher sozinha interiormente, sempre ativa para não cair na insanidade. À medida que a idade avançou esta por sua vez tranqüilizou escândalos, vida social e amorosa, talvez para preservação dos filhos. Algo a se pensar o porquê sua vida acalmou.

A religião também é um ponto intrigante, aja a vista de ela tinha uma educação rígida e que a abandonou na adolescência. Após anos nesta busca de um deus que ela compreenda e lhe fala as graças alcançadas fluírem, ela conheceu a Cabala. Mesmo que esta obsessão foi durante um período bastante importante e até crítico para a sua carreira, os olhos foram se abrindo e não mais a “gana” de estar sempre ali foi esvanecendo.

Hoje, ela continuar buscando respostas, muitas foram esclarecidas e outras esquecidas sem importância no passado, pois o futuro é incerto até mesmo para esta mulher que durante anos buscou a visão mais ampla das palavras que sempre pairavam em sua vida: amor, sexo, religião e afeto familiar.



terça-feira, 19 de julho de 2011

Falta Desejo, Doutor!!


A falta de desejo sexual é um problema que afeta mais mulheres do que se imagina. Muitas delas ficam angustiadas por não conseguirem satisfazer o parceiro e relacionam a perda do desejo com o desgaste do relacionamento. O que elas não se dão conta ou muitas vezes não sabem, é que problemas físicos e psicológicos também podem afetar a libido e podem ser as causas do comportamento de virar para o lado e dormir na hora da intimidade. Alguns detalhes como auto-estima elevada, mente relaxada e conhecimento do próprio corpo podem fazer toda a diferença.

O que causa a falta de desejo sexual feminino?

Na maioria das vezes, a origem do desinteresse é psicológica. A insatisfação com a vida pessoal, o estresse por causa do trabalho, contas para pagar, tensão, preocupação com os filhos e até mesmo medo do desempenho sexual e o comportamento do parceiro podem afetar o desejo feminino. Além dos fatores emocionais, a falta de desejo feminino pode ser causada por alterações hormonais de testosterona, responsável pelo apetite sexual e o estrogênio, hormônio básico da mulher. As oscilações de estrogênio durante o ciclo menstrual e após a ovulação deixam algumas mulheres mais sensíveis. Também há relação entre menopausa e desejo sexual. Na menopausa o problema pode ser mais crítico, é a fase em que o corpo da mulher para de fabricar o estrogênio e há mais chances de surgir a depressão, que acaba com o desejo sexual.

Como recuperar o desejo sexual?

O primeiro passo é conversar com seu ginecologista para checar se a falta de desejo sexual está associada somente a preocupações externas ou se existe um problema orgânico envolvido. Com o diagnóstico do médico é possível resolver o problema, existem tratamentos para recuperar o interesse pelo sexo. Em alguns casos, somente o uso de medicação pode ajudar bastante. É possível também repor através de remédios os hormônios que o corpo da mulher deixa de produzir naturalmente.

Quando seu organismo está saudável e suas emoções equilibradas, você se sente mais disposta e o desejo sexual reaparece. Outra forma de resolver o problema é tentar estabelecer um diálogo aberto com seu companheiro, com bastante sinceridade. Tente também deixar o estresse e as preocupações de lado por alguns momentos e seja feliz, permita-se desfrutar de momentos de intimidade.

Falta de desejo sexual na gravidez

Com a gravidez, o corpo se transforma e o desejo sexual também. Muitas mulheres ficam inseguras, acham que não são mais atraentes para o parceiro e acabam deixando o sexo de lado durante a gestação. Outra dúvida que afeta a vida sexual das futuras mamães é se o ato pode machucar o bebê. Na verdade isso não passa de um mito, manter as relações sexuais durante a gravidez é muito saudável. Algumas posições podem ser incômodas por causa da barriga, mas o casal deve experimentar diversas formas, até encontrar a mais confortável. A prática só deve ser evitada se a mulher tiver complicações na gravidez, como sangramentos, por exemplo.

A falta de desejo é uma das disfunções mais frequentes e chega a acometer entre 15 a 34% das mulheres. Também é chamada de perda ou diminuição da libido.

Tem diversas causas, entre elas as mais comuns são alterações hormonais provocadas por uso de diversos medicamentos (ex: anticoncepcionais), parto, amamentação, menopausa e disfunções hormonais.

Outra causa muito comum é o uso de antidepressivos.

Outras causas estão relacionadas ao stress da vida diária, a rotina sexual do casal em que tudo é sempre igual, ao cansaço físico e mental.

Ainda existem outras causas relacionadas a diversas doenças orgânicas, como infecções e problemas genitais que provocam desconforto ou dor à relação sexual, reduzindo o interesse pelo sexo, e também relacionadas ao uso de drogas, álcool e cigarro.

Muitos casais acham que esse sintoma é falta de amor, mas na maioria das vezes isso não é verdade. Sexo não deve ser confundido com amor, que é um sentimento humano muito mais profundo que o sexo. A solução passa por uma consulta com o ginecologista para que este possa avaliar as causas e, se for o caso, encaminhar o casal para o tratamento mais eficaz.

Muitas mulheres se queixam de que não conseguem sentir prazer na hora da relação sexual e fala que não sente nenhum pouco a vontade com isso. Mas, o que os homens devem saber é que as mulheres não têm um botão de liga e desliga, pois na hora do prazer elas necessitam de uma combinação de vários detalhes que fazem toda a diferença para as mulheres, mas que os homens nem sequer percebem. A mulher antes mesmo de entrar em ação necessita estar com a auto-estima elevada, estar com a mente tranqüila, ter um bom conhecimento do próprio corpo e não estar preocupada. E, além disso, tem uma imensa quantidade de hormônios e de diversas substâncias químicas que entram em ação e também o parceiro deve estar dedicado e estar disposto a estimular os pontos estratégicos femininos. Os fatores psicológicos e orgânicos servem como uma espécie de combustível para acender o prazer feminino na hora da relação sexual e os hormônios femininos como o estrogênio e também os masculinos como a testosterona tem um papel muito importante para que tudo isso ocorra da melhora maneira possível. Mulheres que sentem dificuldade em sentir prazer durante as relações sexuais possuem um problema que os ginecologistas chamam de desejo hipoativo e isso é mais comum do que parece. Mas, alguns cientistas estão próximos das soluções para que o termômetro do sexo volte a funcionar normalmente. Uma das novidades é o flibanserin, o qual é uma droga que foi desenvolvida em laboratório, a qual poderá ser a primeira pílula que tem a capacidade de estimular o apetite sexual feminino, porém ainda não tem resultados definitivos. Porém, ela é bem diferente das pílulas masculinas, as quais agem na hora, o flibanserin leva de seis a oito semanas para produzir os efeitos. Com isso as mulheres irão instigar o interesse sexual e terão uma melhor relação amorosa por conta do prazer. A depressão é outro problema que faz com que quase 40% das mulheres tenham a produção da libido abaixo de zero e as oscilações de estrogênio durante o período menstrual também tem culpa e a ovulação também às vezes é culpada pela falta de prazer. Esses fenômenos acabam com a concentração de serotonina e daí as mulheres sentem aquela tristeza e a atração por seu parceiro não passa de uma mera lembrança do passado. E para não acabar por ai aparece a fase crítica da vida de uma mulher, a menopausa, onde os ovários não produzem mais estrogênio e a depressão aparece e acaba com a produção de libido. Todos os remédios voltados para a melhora do prazer tanto feminino quanto masculino atua no nosso cérebro na parte os mora as emoções e a partir disso afetam a vida sexual das pessoas. Outro remédio voltado para a mesma área do flibanserin é a desvenlafaxina, a qual é um antidepressivo que acaba de chegar ao Brasil. A desvenlafaxina não atua no nosso cérebro e sim acaba com a depressão, pois regula os neurotransmissores de serotonina de maneira bem mais natural que diversos remédios que estão no mercado. Quando a produção de estrogênio diminui a mulher sofre com o ressecamento vaginal e isso acarreta em dores na hora da relação sexual e por causa disso a mulher não sente vontade e muito menos prazer na hora da relação amorosa. O estrogênio também melhora a dilatação dos vasos sanguíneos e com isso melhora a irrigação sanguínea nos órgãos genitais e proporciona mais prazer. Mas, para mulheres que possuem esses problemas existem géis a base de óxido que ajudam na excitação e preserva a umidade vaginal. Há também os adesivos de testosterona que só podem ser utilizados com prescrição médica. Estresse, ansiedade e baixa auto-estima interferem e muito na hora do prazer e para isso o ideal é fazer uma psicologia, pois ela ajuda a incentivar a pessoa a conhecer melhor o seu próprio corpo para que a insegurança e os conflitos fiquem para trás. Se o seu prazer não é mais o mesmo procure o seu médico ginecologista e ele fará um check-up em tudo e a partir disso ele saberá o que fazer!



quinta-feira, 23 de junho de 2011

Introvertido e Extrovertido

                  
                 Ao pensarmos em Tipos de Personalidade, antes é fundamental comentar algumas coisas sobre o Normal, o Não-Normal e o Patológico. Pelo Critério Estatístico, normal seria o mais freqüente, numericamente definido, aquilo que é compatível com a maioria. Em medicina, de um modo geral, ao se estabelecer o que é normal para a dosagem de glicose, a pulsação, tensão arterial, correspondência peso-altura, duração do ciclo menstrual, acuidade visual, etc., pensou-se naquilo que se encontrava na maioria estatística das pessoas.
                Não obstante, na medicina, nenhuma das cifras de avaliação da pessoa têm um valor absolutamente rígido e único, pois, como sabemos, o ser humano não é um arranjo matemático e estatístico. Falamos em faixas de normalidade, ou seja, o normal fica situado entre este e aquele valor. É o caso da glicemia, por exemplo, com o normal entre 90 e 110 mg%, ou a freqüência cardíaca, com o normal entre 70 e 90 batimentos por minuto e assim por diante.
                  Dentro do Critério Estatístico, devemos ter em mente o seguinte: nem sempre o habitual é normal ou ainda, nem sempre o excepcional é patológico. Portanto, as exceções à regra estatística devem ser valorizadas inicialmente como, simplesmente, Não-Normais, de forma a tornar este critério estatístico apenas relativamente válido. Os dentes cariados, por exemplo, embora muito freqüentes e habituais não são dentes normais, assim como a gravidez de gêmeos, apesar de não-normal, não chega a ser uma doença.
                 De um modo geral, o Critério Estatístico deve servir para destacar da população geral o não-habitual, o diferente ou o não-normal e, isoladamente, isso não é suficiente para autorizar declarar este incomum como doença. O próprio sistema cultural vigente se incumbe de argüir os comportamentos que excedem os limites da suposta faixa de normalidade e os pensamentos que escapam de uma pretendida faixa de coerência e realismo. Desta forma, ou seja, estatisticamente, os comportamentos são considerados bizarros, inadequados, esquisitos, aberrantes, etc, ou os pensamentos incoerentes, sem nexo, irreais. As afirmações populares de que "... fulano não fala coisa-com-coisa..." ou que "... fulano se comporta de maneira estranha" são avaliações motivadas pelo Critério Estatístico.
                  O Critério Estatístico somente terá valor depois de consideradas todas as variáveis: situacionais, sócio-culturais, temporais e existenciais. Por isso, não deve ser atribuído a este sistema de ajuizamento um caráter decisório mas sim, subsidiário, o qual só terá valor se for considerado conjuntamente com outros critérios, incluindo o Critério Valorativo.
                 No Critério Valorativo a quantidade dá lugar à qualidade. Aceitando-se a idéia de que o termo "patológico" implica em prejuízo e morbidade, pelo Critério Valorativo podemos considerar que, em não havendo prejuízo ao indivíduo, aos seus semelhantes e ao sistema sócio-cultural, toda tentativa de destacar-se dos demais deverá ser sadia e desejável.
                No critério valorativo interessa o VALOR que o sistema sócio-cultural atribui à maneira do indivíduo existir. Enquanto o Critério Estatístico utiliza termos como incomum, infreqüente, desproporcional, raro, fora do comum ou diferente, no critério valorativo os adjetivos serão outros. Esses termos dizem mais respeito à qualidade que à quantidade: mórbido, nocivo, indesejável, prejudicial, degenerado, deficiente, sofrível, cruel, irracional, desadaptado e assim por diante.
                A Organização Mundial de Saúde diz que o completo estado de bem estar físico, mental e social define o que é saúde, portanto, tal conceito implica num critério valorativo, já que, tanto o bem-estar quanto o mal-estar, dizem respeito a valores. A depressão, por exemplo, tendo em vista sua grande ocorrência universal, poderia ser considerada normal (de tão habitual), do ponto de vista estatístico. Porém, devido ao fato de tratar-se de um afeto inegavelmente desagradável e capaz de proporcionar sério prejuízo à qualidade de vida , sugere uma qualidade de valor, sugere algum grau de sofrimento, portanto, uma certa morbidez. É por isso que a depressão, apesar de muito comum, ser patológica.
                Se vamos falar da Personalidade, tomando-a pelo conjunto dinâmico de traços no interior do eu, é bom destacar a idéia de que nenhum ser humano mostrará, em sua personalidade, traços que já não existam em outros indivíduos. Todos nossos traços aparecem como uma espécie de patrimônio do ser humano, ou seja, esses traços são atribuições características de nossa espécie.
               O senso comum de um sistema sócio-cultural costuma elaborar uma relação muito extensa de adjetivos utilizados para a argüição dos indivíduos baseado na descrição de traços. Nesta visão o indivíduo pode ser classificado como sincero, honesto, compreensivo, inteligente, cálido, amigável, ambiciosos, pontual, tolerante, irritável, responsável, calmo, artístico, científico, ordeiro, religiosos, falador, excitado, moderado, calado, corajosos, cauteloso, impulsivo, oportunista, radical, pessimista, e por aí afora. Podemos ainda considerar a pessoa através de seu Traço Predominante, da característica que melhor à define, como se, entre tantos traços caracteristicamente humanos, este determinado traço específico predominasse sobre os demais.
               Pois bem. É exatamente a predominância de alguns traços e a atenuação de outros que acaba por constituir a personalidade de cada um do jeito que ela é. Enfim, é como se o artista conseguisse extrair uma cor única e muito pessoal misturando uma série de cores básicas encontradas em todas as lojas de tintas. A combinação dos Traços resultará uma unidade funcional humana completamente distinta de todas os demais; o indivíduo.
               Em termos de traços e características de personalidade, o estado que podemos chamar de ano-mal deve, com freqüência, surgir como se fosse uma lente de aumento colocada sobre os traços normais. Nessa abordagem nos interessará, como traço de personalidade, apenas um aspecto; a maneira pela qual a pessoa contata o mundo à sua volta, a maneira pela qual a pessoa interage com o mundo objectual à sua volta, enfim, a maneira pela qual o sujeito se relaciona com o objeto. Isso definirá as pessoas ditas Introvertidas e as Extrovertidas.

Personalidade Tipo Introvertida

                Como o nome diz, Introvertida é a pessoa que se orienta predominantemente para dentro, se orienta mais para o subjetivo que para o objetivo ou exteriormente dado. O tipo introvertido de personalidade se distingue do tipo extrovertido por se orientar predominantemente por fatores subjetivos e não por elementos objetivos e/ou objetivamente dados. A pessoa introvertida sempre elabora uma opinião subjetiva a partir da percepção do objeto (do mundo), de forma que este tenha, ao lado do objetivamente dado, também e principalmente um caráter subjetivo.
                 Embora a pessoa com predisposição introvertida também observe as condições exteriores e objetivas, ela elege as determinações subjetivas como os elementos decisivos do existir, portanto, apesar de ser uma pessoa que também se orienta pelos elementos da percepção e do conhecimento como todo mundo, ela supervaloriza o componente subjetivo que ultrapassa a excitação fisiológica dos sentidos.
                  Quando, por exemplo, duas pessoas vêem um mesmo objeto, nunca se poderá afirmar que elas o vêem de maneira idêntica. Mesmo deixando de lado as diferenças sensoriais e fisiológicas que existem entre nós, sempre existirão muitas e profundas diferenças na natureza, no significado e na medida da imagem psíquica percebida e assimilada. Enquanto a personalidade extrovertida se prende predominantemente àquilo que recebe sensorialmente do mundo (objeto), o introvertido se prende, sobretudo, à impressão subjetiva que o objeto é capaz de produzir nele.
                    A forma de se relacionar com a realidade da pessoa introvertida mostra que suas percepções e seu conhecimento se encontram não só condicionados pelos órgãos dos sentidos (objetivamente) mas, também, subjetivamente condicionados pelo seu perfil. Agora, convém deixar claro o que se pretende entender por "subjetivo". Subjetivo seria o acontecimento, a ação ou a reação psicológica causada pela influência do objeto no psiquismo de cada um, seria uma mudança íntima no sentido de constituir, a partir de nossa experiência com o objeto, um novo estado psíquico. Isso é o "subjetivo".
                   Aliás, nós nunca dispomos intelectualmente, organicamente e biologicamente de todos os critérios suficientes para uma avaliação plena e completa do mundo que nos rodeia. Sempre haverá aspectos da realidade não inteiramente apreendidos por nós. Um mesmo quadro, paisagem ou objeto despertará diferentes impressões nas diferentes pessoas que os apreende.
                  Devido à supervalorização do conhecimento objetivo preconizado pelo mundo moderno, acabamos esquecendo que há, nas pessoas, um equipamento sentimental e afetivo capaz de atribuir peculiaridades pessoais à todo tipo de conhecimento. Hoje em dia é comum valorizar exageradamente o contacto objetivo (extrovertido) com as coisas, com as formas, com as cores, com os preços, os tamanhos, etc, etc, de tal forma que a palavra "subjetivo" represente, às vezes, uma espécie de censura à racionalidade pretensamente desejável às pessoas ditas normais.
                 A deposição subjetiva dos introvertidos atém-se à uma estrutura psicológica pessoal (temperamento) que, em princípio, nos é dada por herança e constitui uma característica inerente à pessoa. Na realidade, trata-se de uma sensibilidade psicológica do sujeito que se apresenta antes mesmo do desenvolvimento completo de sua personalidade. Por isso se diz inata.
                   Nos introvertidos o objeto, os fatos e a realidade concreta provocam manifestações emocionais subjetivas mais fortes que as concepções objetivas que se pode ter deles. Portanto, as concepções subjetivas dos introvertidos são mais poderosas que a influência do próprio objeto e o valor psíquico dessas concepções subjetivas sobrepõem-se a toda e qualquer impressão sensorial que se tem do próprio objeto.
                  Da mesma forma que para os extrovertidos possa parecer inconcebível que um conceito subjetivo se sobreponha à situação objetiva dos fatos, aos introvertidos também parecerá inconcebível que os valores objetivos dos fatos (objetos) tenha de ser um fator decisivo. Essas posições antagônicas dependem da sensibilidade de cada tipo de personalidade.
                   Por causa dessa discrepância no contacto com a realidade o extrovertido acabará acreditando que o introvertido é egoísta, vaidoso ou arrogante ideológico. Parecerá ao extrovertido que o introvertido age sob a influencia de idéias, conceitos, valores éticos, morais, culturais ou mesmo poéticos. O introvertido, devido a sua maneira determinada, normatizadora, francamente generalizadora e, tendo opiniões bem definidas sobre as coisas, será capaz de despertar ainda mais o preconceito dos extrovertidos. A determinação e rigidez do juízo, comuns ao introvertido em relação a tudo que for objetivamente dado, costumam dar a impressão de um forte egocentrismo.
                  Um exemplo tosco da diferença introvertido-extrovertido seria a sensibilidade necessária ao introvertido para compor uma música e a facilidade do extrovertido em dançar essa música. O arranjo de notas seria o objeto, além do qual exerce sua sensibilidade e subjetivismo o introvertido. A apreensão rítmica (captação do objeto) e coordenação motora é habilidade própria do extrovertido.

A DIFICULDADE COM O NOVO

                A superioridade do fator subjetivo na consciência do introvertido resulta uma subvalorização do fator objetivo e, desta forma, o objeto não tem para ele a mesma importância que deveria ter para os extrovertidos. Nos extrovertidos o objeto desempenha uma função excessivamente importante e, nos introvertidos, é por demais diminuto.
                Um fator de risco no relacionamento dos introvertidos com o mundo está no conflito desgastante, por um lado, entre a tendência de se imporem subjetivamente aos objetos, a ponto de até se divorciarem destes e, por outro lado, a força das inegáveis, reais, concretas e avassaladoras impressões provenientes do mundo objectual que nos rodeia. Chega um ponto onde o introvertido acaba se prejudicando por menosprezar o necessário objetivismo necessário ao bom andamento da vida.
                Contra a vontade do introvertido, o objeto finalmente acaba por impressioná-lo uma hora ou outra, e provoca nele os efeitos mais incômodos e impertinentes. Esses objetos do concreto cotidiano acabam por subtrair-lhes a liberdade de espírito, impondo-lhes algemas de uma mesquinha dependência material e econômica. Entretanto, diante da angústia perante a impressão do objeto sobre si, o introvertido experimenta uma peculiar "covardia", ou seja, um receio de impor sua própria personalidade ou impor sua própria opinião. Por conseguinte, a relação da pessoa introvertida com o objeto torna-se primitiva e temerária, e os objetos novos provocam medo e desconfiança.
                Assim sendo, o introvertido tem mais dificuldades de adaptar-se ao novo que os extrovertidos e, para ele, os objetos estão sempre solidamente presos à alma, pois toda e qualquer alteração no habitual provoca um efeito perturbador, quando não perigoso. Com isso, o pragmatismo da pessoa introvertida é algo mais difícil que da pessoa extrovertida.

PARTICULARIDADES DAS FUNÇÕES PSICOLÓGICAS

O Pensamento

                 O pensamento introvertido se orienta, como dissemos, pelo fator subjetivo. Este pensamento se encontra representado por um sentimento subjetivo que, em última análise, é determinado pelo juízo crítico da pessoa. As coisas objetivas com que mantém contacto e as experiências concretas podem enriquecer seu conteúdo subjetivo, mas nem sempre favorecem a prática objetiva (pragmatismo). Nos introvertidos os eventos exteriores, ao contrário dos extrovertidos, não são a causa e o fim do pensamento, seu raciocínio começa e termina sempre no sujeito e não no objeto.
                 O pensamento introvertido também pode tratar das grandezas concretas ou abstratas, mas, nos momentos decisivos, orienta-se sempre pelo subjetivamente experimentado. O conhecimento novos fatos tem valor indireto para o introvertido. Esses fatos novos facilitam-lhe novos pontos de vista, e estes novos pontos de vista são mais importantes do que os fatos propriamente ditos. A pessoa introvertida costuma equacionar problemas e teorias, costuma fornecer visões e sugestões, mas conserva sempre uma atitude prudente e reservada ante os fatos novos. Aceita-os como ilustração e exemplo, mas não lhes concede preponderância sobre o subjetivamente conhecido.
                  Com esta maneira de pensar, os fatos objetivos e concretos são de importância secundária para o introvertido. Neles sempre predomina o valor da idéia subjetiva, da imagem simbólica, das entrelinhas e da visão íntima das coisas. Esse tipo de pensamento é capaz de produzir idéias bastante abstratas e que não residem exclusivamente nos fatos, são idéias que expressam sua abstração mais íntima. O experimentado pelo introvertido não é apenas objetivo e concreto, como tende a ser aos extrovertidos, mas também simbólico e subjetivo.
                 A diferença entre o pensamento introvertido e extrovertido seria o mesmo que existe entre o filósofo Kant e o biólogo Darwin. Um lidando com o subjetivo e outro investigando profundamente o objetivo. Como se vê, o mundo precisa dos dois tipos.
                 A despeito da plena capacidade de abstração dos introvertidos, muitas vezes seu pensamento pode revelar uma perigosa tendência para forçar os fatos a submeterem-se e se conformarem à imagem subjetivamente pré-formada, ou a ignorá-los para que possa expor a imagem subjetivamente criada em sua fantasia subjetiva.
                 A possibilidade de distanciar-se da realidade dos fatos é ameaçada nessas pessoas, tanto quanto é ameaçada, em sentido oposto, nos extrovertidos. Estes últimos são capazes de negar a essência dos fatos por insensibilidade ao além-objeto, à abstração irreal e existente. Assim sendo, do mesmo modo que o pensamento extrovertido nem sempre consegue obter um conceito reflexivo e eficaz da experiência, também o pensamento introvertido pode não conseguir aproximar-se da objetividade da realidade real.
                 As opiniões dos introvertidos tendem a ser mais contundentes que dos extrovertidos, uma vez que a força das convicções, por serem subjetivas, costuma ser tanto maior quanto menos estiver em contato direto com os fatos objetivos. Mas essas opiniões introvertidas podem perder-se com facilidade na imensidão das idéias e dos fatores subjetivos. O introvertido cria teorias pela simples vontade e afinidade de criar teorias, e aí surge uma acentuada tendência para saltar facilmente do ideal para o meramente imaginário.
                 Nesses extremos, o pensamento introvertido que se distancia dos objetos, pode se tornar tão estéril quanto o pensamento extrovertido, que não consegue ir além dos fatos objetivamente dados.

O Sentimento

                  O sentimento introvertido é, como tudo nele, principalmente determinado pelo fato subjetivo. Na questão do sentimento existe uma diferença tão essencial, em relação ao sentimento extrovertido, quanto a que existe entre a introversão e a extroversão do pensamento.
                 Como o sentimento introvertido está subordinado às condições subjetivas, prendendo-se secundariamente ao objetivo, é normal que ele se manifeste menos e mais dificilmente e, quando se manifesta, costuma ser incompreendido pelas pessoas não introvertidas.
                 O sentimento introvertido parece desvalorizar os objetos e o mundo objectual, portanto, pode fazer-se sentir mais negativamente que de maneira positiva. Dessa forma, a existência de um sentimento positivo nas pessoas introvertidas terá de ser suspeitado ou percebido indiretamente. Nessas pessoas o silêncio, muitas vezes, representa o mais expressivo elogio. O introvertido parece estar mais insatisfeito que satisfeito com a realidade, ele está sempre à procura de uma imagem ideal que não se encontra na realidade concreta mas que, em certa medida, fora desejável.
                 Esse tipo de sentimento pode tornar o introvertido uma pessoa taciturna, de difícil acesso sentimental ou portador de uma notável indiferença. Se o pensamento subjetivo do introvertido determina dificuldades de compreensão adequada às pessoas extrovertidas, o mesmo se poderá dizer de seu sentimento subjetivo. O sentimento introvertido tende sempre a libertar-se do objeto e criar um vínculo subjetivo com este e, em determinados casos, acaba por desembaraçar-se de tudo o que for objetivamente tradicional. Daí observarmos, às vezes, maneiras muito incomuns dos introvertidos manifestarem seus sentimentos.

A Percepção

                  Também a percepção, que em essência tem de estar fortemente atrelada ao objeto e à excitação objetiva, sofre uma transformação notável na pessoa introvertida. Na percepção do introvertido há um fator subjetivo, portanto, além do objeto a ser percebido existirá um sujeito que percebe e que fornece sua disposição pessoal subjetiva para a excitação neurofisiológica. Na disposição introvertida, o ato perceptivo se baseia, sobretudo, na participação subjetiva da percepção.
                  Essas questões subjetivas e perceptuais podem ser explicadas, da maneira mais clara, pelas obras de arte que reproduzem subjetivamente os objetos exteriores. Se, por exemplo, vários pintores se esforçassem em reproduzir fielmente a mesma paisagem, os quadros seriam, apesar da paisagem ser a mesma, muito diferentes entre si. Essa diferença não será só devida à capacidade artística maior ou menor mas, principalmente, por causa das diferentes visões subjetivas do mesmo objeto. Inclusive, algumas pinturas denunciarão uma nítida diferenciação psíquica, quer seja no estado de ânimo, na sensibilidade para o movimento, para a cor e formas, e assim por diante. Essas qualidades apontam uma intervenção mais ou menos intensa do fator subjetivo.
                 O fator subjetivo da percepção no introvertido vem a ser o mesmo que nas outras funções psíquicas. Trata-se de uma disposição de personalidade capaz de alterar a percepção sensorial, remetendo-a além do caráter puramente objetivo. Neste caso, a percepção se refere, sobretudo, ao sujeito e não exclusivamente ao objeto.
                 Embora no introvertido exista, sem dúvida alguma, uma autêntica percepção sensorial, os objetos são vistos de modo completamente distinto dos extrovertidos. Na realidade, o sujeito introvertido percebe as coisas que todo mundo percebe, mas não se detém na pura influência do objeto, preferindo ater-se à percepção subjetiva suscitada pelo objeto. Portanto, a percepção subjetiva é acentuadamente distinta da objetiva.
                 Para o introvertido, o fator subjetivo de alguma coisa diz muito mais do que a simples imagem do objeto. A percepção subjetiva do introvertido apreende, pois, muito mais o fundo do que a superfície do mundo físico objectual. Ele não percebe a realidade do objeto como fator decisivo em seu destino, mas sim, a realidade do fator subjetivo das coisas, tal como seria apreendido por uma consciência muito amadurecida. Dessa forma, o fator significativo das coisas diz mais respeito à percepção subjetiva que objetiva. A percepção introvertida veria o nascer e morrer das coisas, sua origem e conseqüência, sua finalidade e destinação, muito mais que sua cor, sua forma, seu preço, seu valor prático.
                Assim, a percepção introvertida capta uma imagem além da reprodução fotográfica do objeto, ela é vinculada à experiência, ao sentimento e à suposição da experiência futura. A mera impressão sensorial desenvolve-se, pois, nas profundezas desse pressentimento, ao passo que a percepção extrovertida tende a apreender o objeto momentâneo e claramente manifesto das coisas.

A Intuição

                Na pessoa introvertida a intuição se prende aos objetos interiores, ou seja, aos elementos do inconsciente. Os objetos interiores se comportam, em relação à consciência, de modo análogo aos objetos exteriores, apesar da sua realidade não ser física, mas sim psicológica.
                Os objetos interiores apresentam-se à percepção intuitiva como imagens subjetivas de coisas que não podem ser observadas na experiência exterior, pois constituem o conteúdo do abstrato do inconsciente. Naturalmente, o conteúdo do inconsciente, por sua própria essência, é inacessível a toda e qualquer experiência concreta e objetiva. Tal como a percepção, a intuição também tem um forte fator subjetivo, o qual se converte numa grandeza decisiva ao introvertido. Por outro lado, na intuição extrovertida, esse fator subjetivo da intuição costuma estar reprimido ao máximo, devido à dificuldade que tem esse tipo de personalidade em representar o subjetivo.
                Na prática, um introvertido ao sentir-se atacado de uma tontura, normalmente de natureza psicológica, sua percepção se detém nas características particulares dessa perturbação, percebendo todas suas qualidades, sua intensidade, seu processo temporal, seu modo de se apresentar, com todos os seus pormenores. Sua intuição receberá da percepção o impulso necessário para ultrapassá-la, percebendo rapidamente uma imagem subjacente que a tontura, provocou. Ele terá a visão de um homem cambaleante, com uma flecha cravada no coração, com uma ameaça de derrame cerebral, de uma morte iminente. Essa imagem fascina a atividade intuitiva, a qual nela se detém e procura explorar todos os seus pormenores.
                A intuição introvertida percebe os processos do fundo da consciência ou do inconsciente, com a mesma nitidez em que a percepção extrovertida apreende os objetos exteriores. Para a intuição introvertida, portanto, as imagens inconscientes estão revestidas da importância das coisas ou objetos da realidade interna, ética, moral e sentimental. Por outro lado, a intuição do extrovertido espreita constantemente novas possibilidades, não se detém demasiadamente com possibilidade de mal ou de bem, próprio ou alheio, de certa forma atropelando considerações de ordem humana em favor de seu ímpeto de mudança.