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sábado, 5 de janeiro de 2019
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segunda-feira, 23 de abril de 2018
PSICOLOGIA & SEXOLOGIA POPULAR
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Obrigada, Lilian Aldeia
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
DISFUNÇÕES OU TRANSTORNOS SEXUAIS
Disfunções ou transtornos sexuais são problemas que ocorrem em alguma das fases da resposta sexual humana.
Disfunções Sexuais Femininas
Na mulher, as disfunções sexuais mais comuns são: as inibições do desejo sexual, a anorgasmia, o vaginismo e a dispareunia.
As inibições do desejo sexual ou transtorno do desejo sexual hipoativo, constituem a falta ou diminuição da motivação para a busca de sexo, ou seja, a pessoa não tem vontade de manter relações sexuais.
Isso ocorre mais comumente devido a:
| problemas no casamento (brigas, desentendimentos quanto ao que cada um espera do relacionamento) | |
| falta de intimidade | |
| dificuldades de comunicação entre o casal, ou ainda, devido a tabus sobre a própria sexualidade, como, por exemplo, associações de sexo com pecado, com desobediência ou com punições | |
| Inibições decorrentes de traumas sexuais (abuso sexual, estupro) | |
| doenças, a problemas hormonais e ao uso de certas drogas e remédios. |
O diagnóstico pode ser feito por médico clínico, ginecologista, psiquiatra ou psicólogo, através das queixas apresentadas pela paciente; dependendo das queixas, pode ser necessária a realização de exames, para se descobrir a origem da falta de desejo.
O tratamento se faz de acordo com a causa. Quando houver problemas clínicos (doenças), a paciente deve ser encaminhada para um especialista, quando necessário (por exemplo, um endocrinologista quando houver problemas hormonais), sendo que cada tipo de diagnóstico vai requerer um tipo específico de tratamento. Entretanto, a maioria dos casos deve-se a problemas psicológicos ou problemas no relacionamento do casal, e esses deverão ser tratados por psicólogo ou psiquiatra, tentando descobrir as causas, compreendê-las e resolvê-las.
A anorgasmia ou disfunção orgásmica é a falta de sensação de orgasmo na relação sexual. Pode ser primária, quando a mulher nunca teve orgasmo na vida, ou secundária, quando tinha orgasmos e passou a não tê-los mais. Ainda pode ser classificada em absoluta, quando a anorgasmia ocorre sempre, e situacional quando ocorre só em certas situações (por exemplo, em certos locais em que a pessoa não se sente confortável, ou com parceiro com o qual tenha algum tipo de conflito). A mulher com anorgasmia pode aproveitar plenamente das outras fases do ato sexual, isto é, tem desejo, aproveita as carícias e se excita, porém algo a bloqueia no momento do orgasmo.
As causas da anorgasmia são principalmente psicológicas, envolvendo problemas nos relacionamentos interpessoais, conflitos a respeito da sexualidade, falta de conhecimento do próprio corpo e sensações, dificuldade na intimidade e comunicação do casal em assuntos sobre sexo. Problemas clínicos também podem causar anorgasmia, por exemplo, acidentes que atingem a medula espinhal, alterações hormonais, corrimentos vaginais freqüentes ou ainda anormalidades na forma da vagina, do útero ou dos músculos que formam a região pélvica (região onde se situam os órgãos genitais).
O vaginismo é uma contração inconsciente, não desejada, da musculatura da vagina, que ocorre quando a pessoa imagina que possa vir a ter um ato sexual. Essa contração atrapalha ou impede a introdução do pênis, a qual, se for tentada causará muita dor, sendo que na maioria das vezes o casal não consegue ter ato sexual com penetração.
Pode ser conseqüência de uma educação rígida que provocou muitos tabus sexuais gerando conflitos psicológicos, conseqüência de traumas sexuais (estupro ou abuso sexual) ou de experiências sexuais anteriores que tenham causado sofrimento físico.
O diagnóstico é feito em geral pelo ginecologista, através do relato da paciente e também pelo exame ginecológico. O tratamento consiste em identificar e tentar modificar a causa do vaginismo.
Esse tipo de tratamento é feito por ginecologistas ou terapeutas sexuais, e consiste na realização de exercícios genitais com a intenção de conseguir o relaxamento da pessoa, tentando evitar que ocorra a contração no momento do ato sexual e no entendimento das causas psicológicas associadas.
Esse tipo de tratamento é feito por ginecologistas ou terapeutas sexuais, e consiste:
| No entendimento das causas psicológicas | |
| Na realização de exercícios genitais com a intenção de conseguir o relaxamento da pessoa, tentando evitar que ocorra a contração no momento do ato sexual. |
A dispareunia é a dor genital que ocorre repetidamente antes, durante ou após o ato sexual.
As causas mais comuns são doenças ginecológicas (tipo corrimento vaginal ou alterações no formato da vagina) ou contração da musculatura vaginal durante o ato sexual, devido a conflitos psicológicos relativos à sexualidade.
O diagnóstico em geral é feito pelo ginecologista, também se faz pela análise das queixas da paciente e do exame ginecológico e o tratamento será de acordo com a causa, isto é, tratamento para a doença diagnosticada, feito em geral pelo próprio ginecologista ou tratamento com psicólogos ou psiquiatras, quando o problema for decorrente de conflitos psicológicos.
Disfunções Sexuais Masculinas
As disfunções sexuais masculinas mais comuns são: a disfunção erétil (impotência) e a ejaculação precoce.
A disfunção erétil conhecida como impotência, consiste na incapacidade em obter ou manter uma ereção que permita manter uma relação sexual, ou seja, o homem não consegue que seu pênis fique e permaneça duro e assim consiga ter relação sexual com penetração.
As causas mais comuns são:
| Doenças como diabetes, pressão alta, colesterol alto | |
| Traumas ou acidentes envolvendo a medula espinhal ou o próprio pênis | |
| O fumo, uso de drogas e alguns medicamentos (principalmente aqueles usados para tratamento de problemas do coração) | |
| Abuso de álcool | |
| Causas psicológicas (medos ou tabus em relação à sexualidade) |
O paciente poderá ser encaminhado ao urologista (especialista que trata esses casos), onde certos exames podem ser feitos para descobrir a causa da impotência.
O tratamento dependerá da causa. Para alguns casos de impotência existem medicamentos ou injeções intrapenianas, que deverão ser usados apenas com prescrição médica, pois são indicados para casos específicos. Próteses penianas ficariam como última opção, pois uma vez colocadas não há como retirá-las, e são indicadas apenas quando nenhuma outra opção funcionou.
É importante lembrar que muitas vezes fatores psicológicos podem causar disfunção erétil. Conversar sobre esses conflitos internos com psicólogo ou psiquiatra podem resolver o problema sem ser necessário outros tipos de tratamento.
A ejaculação precoce acontece quando o homem não tem controle sobre sua ejaculação, não conseguindo segurá-la até o final do ato sexual, o que leva a uma redução na sensação de prazer. Assim, a ejaculação pode ocorrer logo que o homem tem pensamentos eróticos e ereção, sem nem ocorrer a penetração, ou ainda logo após haver a penetração. A ejaculação precoce pode ser decorrente de causas físicas (doenças, traumatismos) ou mais comumente de problemas psicológicos. Quando o homem nunca teve controle ejaculatório, o mais comum é que seja por causas psicológicas (como ansiedade, primeiras experiências sexuais tensas ou ainda dificuldades no relacionamento do casal). Mas quando o homem tinha controle ejaculatório e passou a não ter mais, é necessário fazer exames com um urologista e neurologista, pois mais provavelmente a causa do problema é física. O tratamento depende da causa: tratamentos específicos para as doenças encontradas ou lesões diagnosticadas, feitos pelo urologista ou neurologista; ou psicoterapia (tratamento psicológico) para os problemas psicológicos, com psicólogo especializado em Sexologia..
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sexta-feira, 11 de julho de 2014
Priapismo
A
ereção peniana ocorre automaticamente na fase REM (Rapid Eye Movement -
movimento ocular rápido) do sono, a partir de um estado de excitação sexual
espontânea ou proveniente de estímulos vários originados dos órgãos dos
sentidos, que o cérebro processa e envia a mensagem para que os corpos
cavernosos se encham de sangue e determinem a rigidez do pênis. Ao mesmo tempo,
o corpo esponjoso do pênis (uretra e glande), dilatam-se por um maior aporte do
fluxo sanguíneo. Cessado o estímulo sexual ou após o orgasmo, o sangue que
lentamente circulava nos corpos cavernosos, escapa, esvaziando-os e promovendo
a volta do pênis ao estado de flacidez.
A ereção peniana tem duração variada, de
minutos a uma ou duas horas, em média, suficiente para a satisfação sexual. Priapismo, ou ereção peniana prolongada (dos
corpos cavernosos, mas não do esponjoso), dolorosa, sem desejo sexual e que não
cede após o orgasmo, tem esta denominação em homenagem ao Deus grego da
fertilidade, Priapus.
É uma condição patológica em que o pênis
persiste em ereção por muitas horas ou dias, não obtém sua natural e
conseqüente flacidez e, por isso, constitui uma situação de urgência em que
medidas para promover a detumescência peniana deverão ser tomadas de imediato,
sob pena do advento de graves conseqüências futuras para a função erétil
peniana.
O
quadro clínico mais comum do priapismo é dramático: o paciente apresenta-se
ansioso, preocupado com uma ereção peniana que há horas ou até dias não cede,
com dor no pênis, que se apresenta plenamente ereto, exceto a glande que estará
flácida, corpo do pênis algo edemaciado (inchado) e com temperatura um pouco
abaixo do esperado.
O
priapismo possui muitas causas. Algumas são conhecidas, outras, nem tanto.
Dentre as conhecidas, podemos enumerar: lesões traumáticas da medula espinhal,
pênis, períneo ou pélvis; doenças do sangue como anemia falciforme e leucemia;
uso de medicamentos tais como alguns antihipertensivos, psicotrópicos e drogas
usadas em auto injeção peniana para tratamento de impotência sexual (disfunção
erétil peniana). Quando não se consegue determinar a causa, o priapismo é
classificado como idiopático.
O diagnóstico é baseado, principalmente, no
quadro clínico do paciente. Raramente serão necessários exames complementares para
o diagnóstico do priapismo. Estes serão necessários para a tentativa de
estabelecimento da causa. Os mais comumente realizados são: exames de sangue
(hemograma completo, gasometria arterial); exames de imagem para pesquisa de
afecções da pélvis, uretra, próstata e coluna espinhal (radiografias,
tomografias, ultra-sonografias etc).
O tratamento tem dois aspectos básicos:
1-Providenciar a imediata detumescência dos
corpos cavernosos;
2-Reparar
a causa subjacente responsável pelo priapismo, quando possível.
Para tanto, emprega-se uma série de medidas:
1-Repouso
e sedação do paciente;
2-Hidratação
por via venosa;
3-Interrupção
ou substituição de possíveis medicamentos responsáveis pelo quadro;
4-Transfusões
de sangue;
5-Punção
do corpo do pênis por agulhas, aspiração e lavagem do espesso sangue represado
nos corpos cavernosos; introdução (pela própria punção) de medicamentos para
estimular a flacidez dos corpos cavernosos;
6-Cirurgia,
quando as tentativas anteriores falharem. Os procedimentos cirúrgicos visam
criar uma comunicação artificial entre os corpos cavernosos e o esponjoso, para
desviar o sangue daqueles e promover a flacidez peniana.
O
priapismo, principalmente o causado por anemia falciforme bem como os
idiopáticos tende a recidivar, o que obriga pacientes e médicos a uma
vigilância cuidadosa.
Em
alguns casos, principalmente naqueles em que a ereção dura mais de doze horas,
alterações metabólicas sobre o delicado tecido dos corpos cavernosos poderão
ter como conseqüência, a disfunção erétil peniana (impotência sexual). Para que
tal não ocorra, os pacientes com priapismo deverão ser atendidos pelo
urologista o quanto antes, para evitar desastrosas conseqüências para a função
erétil peniana e qualidade de vida. 
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