"O amor, o conhecimento e o trabalho, são fontes de nossas vidas. Deveriam também governá-los". - Wilhelm Reich







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segunda-feira, 23 de abril de 2018

PSICOLOGIA & SEXOLOGIA POPULAR

Agora com novo endereço.

Liguem e maque sua consulta, lembrando de falar sobre o anuncio publicado.
Obrigada, Lilian Aldeia

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Assexuados




Classifico como uma patologia. Concordo com o psicólogo citado, mas tb acrescento uma ortodoxia familiar e religiosa com relação não sentir prazer ou desejar o outro. Existem muito casos tb onde há uma falha no sistema hormonal específico (são 7 hormônios sexuais que classificam disfunções ou doenças em casos físicos).
Sou a favor de um tratamento com um psicólogo/sexólogo, endocrinologista e tb ginecologista/urologista.
Em alguns casos é psicológico em outros, fisiológico e há tb os mistos, é interessante ser avaliado do porquê a pessoa tem essa classificação como escolha de vida.
Já tratei gente assim e o caso foi puramente situação de ortodoxia. Depois de um tratamento psicológico, visitas aos médicos específicos, a pessoa começou a sentir interesse, coisa q ela não entendia pq tinha essa falta de interesse, se era algo que ela tinha muita curiosidade.
Desculpe, isso não é frescura de uns, mas casos importantes a serem analisados.



http://delas.ig.com.br/amoresexo/2015-10-28/prefiro-pizza-a-sexo.html

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

APATIA SEXUAL ENTRE CASAIS




Como terapeuta e orientador sexual, há 25 anos, posso concluir que a causa principal dos desajustes sexuais entre casais sobrevem da indolência de um ou de ambos os cônjuges. Este argumento é válido para aqueles casais que outrora foram sexualmente adequados tanto no aspecto afetivo como no biológico propriamente dito e que agora se ressentem em suas ruminações e avaliações silenciosas; preventivamente prefiro não considerar as disfunções sexuais em suas características particulares, principalmente com relação às suas causas remotas. Seria assunto mais adequado para palestras com tempo prolongado e participação ativa dos casais.
Aprendemos com Freud e nos convencemos de que a libido é a energia fundamental do ser vivo, principalmente do Homem. Esta energia é vital para a sobrevivência e se manifesta por meio da sexualidade em seu sentido amplo. Freud referiu a libido como oriunda do instinto de vida e, este, o motivo da existência. O poder da libido é ilimitado e nós podemos utilizá-la convenientemente para diversos fins sem adulterar seus propósitos verdadeiros, embora devamos tomar o cuidado para não investi-la totalmente num único alvo. A sublimação da sexualidade é uma forma de investimento libinal para fins socialmente aceitáveis, porém essa inversão deve ser apenas um empréstimo temporário e restituível brevemente para não acontecer a falência da vida. Um dos primeiros sinais de falência libidinal é a indiferença afetiva - a falta de responsividade aos prazeres, até então existentes, mormente à intimidade sexual. Muitos outros sinais denunciam a estagnação da libido e, entre eles podemos considerar a tendência das pessoas ao isolamento social, a falta de metas, o abandono de si mesmo, a percepção acerbada da vida e a renúncia aos contatos humanos mais íntimos. Entre os casais o contato assume uma distância inalcançável e se mostra presente através das constantes críticas, das animosidades, da anulação do outro e das agressões físicas.
A apatia sexual comum entre casais, principalmente daqueles que convivem há muito tempo, é o retiro protetor do pouco que resta da dignidade pessoal ou do amor-próprio, talvez uma forma sutil de represália para destruir o outro. O relacionamento sexual pode, paradoxalmente, acontecer nestas circunstâncias. Em alguns casais, quando a hostilidade chega ao extremo da tolerância, as relações sexuais se intensificam para dissimular o ódio insustentável à estima dilacerada pelas dissensões nutridas no trato diário. Estes casais normalmente referem suas atividades sexuais como sendo a garantia da convivência, ou sejam, aludem o sexo como condição de compatibilidade e, quase sempre afirmam darem certo "apenas na cama", sem saberem na verdade que este comportamento sexual é produto do infortúnio afetivo crônico - o autêntico relacionamento sádico-masoquista, ou melhor ainda, a libido desvirtuada se sujeitando ao poder da hostilidade recíproca - neste ponto a convevivência está severamente comprometida, irresgatável e destruidora para toda a família. É o extremo que não deveria ter chegado, pois a essas alturas, a terapia de casal ou qualquer outra alternativa são inúteis. Nenhum dos cônjuges consegue ceder a qualquer ajuda, pois isto significaria ser derrotado pelo outro. O que fazer então para prevenir?
Qualquer médico ou psicoterapeuta prefere utilizar de meios preventivos ou educativos que tratar de males já estabelecidos. A prevenção é muito mais eficiente que o tratamento, pois através daquela informamos, orientamos e damos sugestões para experiências gratificantes - a racionalidade é mais utilizada e eficiente quando ainda não se tem elementos perniciosos encravados no sentimento das pessoas.
Um dos pontos fundamentais para um bom relacionamento afetivo-sexual é a comunicação assertiva, onde o casal pode aprender a ouvir, falar honesta e diretamente sem rodeios sobre o que sente e pensa a respeito do outro sem que faça julgamentos pessoais ou projete os rancores sob a forma de agressões verbais. A melhor forma para expressar assertivamente os ressentimentos é falando sempre na "primeira pessoa do singular", ou seja, falando sobre o que sente com relação à atitude do outro - isso, além de proteger o outro em sua dignidade e amor-próprio, impossibilita a oportunidade de retaliações. A submissão da mulher à decisão sexual do parceiro é um aspecto cultural danoso num relacionamento conjugal, pois não se leva em consideração a disponibilidade e a vontade dela. É claro que a mulher sente-se bem ao ser requestada, embora devemos lembrar que compete a ela o poder biológico da sedução - como qualquer outra fêmea no reino animal. O ciclo bio-sexual da mulher tem um propósito único de reprodução e, por isso, seu apetite é ordenado para determinado período do ciclo menstrual, mais precisamente no período fértil do ciclo menstrual regular de 28 dias, ou seja, por volta do décimo quarto dia. O homem porém, não possui estes determinantes cíclicos e a sua espermatogênese só termina com sua morte - é um reprodutor por excelência, cuja função é produzir seres semelhantes para evitar a extinção biológica da espécie - é a lei natural da sobrevivência. Por isso o homem está, instintivamente, sempre predisposto ao ato sexual.
Contudo, as determinações biológicas não podem imperar sobre a racionalidade necessária para a adaptação no ambiente e, por isso, devemos conciliar as forças naturais para a continuidade da vida e as conveniências sociais, econômicas, morais e religiosas. Se não se entende esse fenômeno, o fracasso é a única meta atingível. Ao se instituir o casamento oficial (religioso e/ou legal) o homem e a mulher passaram a buscar o ajustamento à premência comandada pela necessidade natural de reprodução e, foi aí que desenvolvemos a capacidade de amar - forma sublime e inteligente de domesticar as exigências do impulso sexual constante do homem. Perfeito! Algumas pessoas evidentemente não conseguiram evoluir e sublimar seu instinto sexual e se tornaram promíscuos.
Em qualquer relacionamento humano persistente faz-se necessário fazer constantes reformulações, sendo a criatividade neste caso, o principal meio para tornar a convivência satisfatória. A inventividade humana é um dos aspectos mais relevantes da inteligência e, é através dela que se consegue a adequação às mais diversas situações, quer sejam benéficas ou não. Num relacionamento conjugal a criatividade é imprescindível, senão a única forma de tolerarmos a monotonia e os "mesmismos" inevitáveis do dia-a-dia. A relação conjugal não está demarcada simplesmente pelas necessidades sexuais, existem vários fatores que interferem para interceptá-las, sufocá-las, impedi-las ou exacerbá-las.
É difícil coincidir que duas pessoas tenham a mesma carga de erotismo. Para algumas pessoas o sexo é essencial para a sua vida, enquanto que para outras ele é apenas um acessório do contexto biológico. Para muitas pessoas, entretanto, seus desejos sexuais não são constantes, mas se revelam através de várias alternativas. Para outras a freqüência sexual obedece intervalos prolongados, porém com muito colorido erótico e satisfação inusitada. Em suma, cada pessoa possui um ritmo erótico peculiar, idiossincrático. O mais importante, contudo, é a adequação entre os parceiros sem que um se sinta coagido pelo ritmo do outro e se submeta incondicionalmente ao interesses dele.
A maioria dos casais fica na expectativa dos sinais biológicos deflagrados pela necessidade sexual natural, ou seja, aguarda as determinações cíclicas do desejo sexual procriativo. Não procura desenvolver nenhuma cerimônia erótica, pelo contrário, se afasta porque a lâmpada verde está apagada e não se acende sozinha. Não faz nada para acioná-la. Esta é uma das razões da apatia - o afastamento por indolência afetiva.
O erotismo em seu sentido amplo, é na verdade o interesse pela outra pessoa. Ele está implícito nas trocas intelectuais, emocionais, na capacidade de envolvimento, na dedicação e no desprendimento. O erotismo é uma das manifestações de liberdade mais evidentes e saudáveis do ser humano. É somente através do erotismo que a pessoa consegue desapegar do egoísmo e se confundir e assimilar o amor recíproco. O melhor caminho é o encontro físico dos contatos que, daí, deflagram os mais enlevados sentimentos de onipotência.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Orgasmo

Orgasmo...Palavra de grande significado e dor de cabeça maior ainda para muitos homens e mulheres que não compreendem o por quê de não conseguirem atingir esse mínimo de carga/descarga bioenergética. A falta de orgasmo é muito mais psicológica do que orgânica, casos como a anorgasmia (ausência de orgasmo dividida em primaria e secundária), vaginismo (fechamento do canal vaginal) e dispareunia (dor na relação). Tratamentos existem e muitas pessoas se sentem desconfortáveis em procurar ajuda pois, falar de algo assim é vergonhoso, intimidador, doloroso e acaba doendo ainda mais por não se permitir. Procurar ajuda não é sinal de impotência por não conseguir resolver o problema, é sinal de coragem e força de vontade.
O orgasmo, sua ausência geralmente são questões sociais, familiares e culturais, todas repressoras. Sem contar a couraça caracteriológica que a própria pessoa desenvolve.
Procurando ajuda profissional, atendendo a pedidos caso a necessidade de fazer exercícios, aprendendo a trabalhar seu ego, suas tensões e melhorando sua ligação com o parceiro, sem contar com o aumento da auto estima, tb o fato de se desprender desta busca e se permitir ao ato, essa terminação nervosa, esse choque quase que imperceptível poderá acontecer....Permita-se, sinta-se bem consigo e com o mundo a sua volta! É assim que o orgasmo começa...

domingo, 25 de março de 2012

Bulimia



Como é ?
A bulimia é caracterizada pela ingestão rápida e exagerada de alimentos com uma sensação de que não é capaz de parar de comer. Frequentemente acompanhado por um comportamento de evitação de ganho de peso, provocando vômitos, usando laxantes ou diuréticos, medicações para perder peso, impondo-se exercícios físicos pesados ou fazendo dietas rigorosas até o jejum. É preciso que haja uma certa frequência nesses episódios para que se possa afirmar que exista um transtorno alimentar e não apenas episódios de bulimia. Dor ou desconforto abdominal, a intervenção de outra pessoa ou o vômito auto-induzido podem interromper o episódio bulímico. Geralmente nessa hora esses pacientes sentem-se culpados, deprimidos ou com um sentimento de auto-aversão. Os alimentos preferencialmente escolhidos são aqueles de alto teor calórico e de fácil ingestão.

Generalidades
Assim como na anorexia, a preocupação com o ganho de peso é constante na bulimia, que pode inclusive ocorrer durante uma fase anorética. A predominância desse transtorno também ocorre sobre as mulheres, principalmente no fim da adolescência e começo da idade adulto (idade universitária). As principais complicações desse distúrbio são as consequências das tentativas de emagrecer e os métodos empregados para isso. Ao contrário do que se poderia pensar a maioria desses pacientes não é obesa.

Tratamento
As psicoterapias costumam ser indicadas para esses casos. Várias medicações têm sido empregadas, sempre com resultados parciais, medicação para inibir o incontrolável impulso de comer ainda não há. As principais medicações usadas são os antidepressivos tricíclicos, IMAO, e inibidores da recaptação de serotonina.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Hipocondria



O que é ?

É a crença persistente na presença de pelo menos uma doença física grave, progressiva com sintomas determinados, ainda que os exames laboratoriais e consultas com vários médicos assegurem que nada exista. Muitas pessoas quando passam por uma doença grave e se restabelecem ficam sensibilizadas com o que aconteceu, preocupando-se demais, contudo nesses casos se uma consulta ou novo exame descartarem o recrudescimento da doença e o paciente tranquilizar-se, não havia hipocondria.

Como é ?

Os hipocondríacos normalmente sentem-se injustiçados e incompreendidos pelos médicos e parentes que não acreditam em suas queixas, eles levam seus argumentos a sério e irritam-se com o descaso. Por outro lado resistem em ir ao psiquiatra sentindo-se até ofendidos com tal sugestão, quando não há suficiente diálogo com o clínico. Os hipocondríacos podem ser enfadonhos por repetirem constantemente suas queixas, além de serem prolixos nas suas explicações.

Tratamento

Não se conhece medicações específicas para hipocondria mas acredita-se que psicoterapia pode ajudar quando iniciada com até três anos de quadro hipocondríaco. Há muito poucas pesquisas na literatura psiquiátrica porque estes pacientes se recusam a participar dos trabalhos científicos, visto que não se consideram psiquiatricamente doentes. Pela mesma razão não se sabe ao certo que percentagem da população é atingida por esse problema nem o perfil caracterológico desses pessoas.

Doenças concomitantes

É necessário que um psiquiatra converse com o paciente hipocondríaco para investigar a possível concomitância com outros transtornos de ansiedade como o pânico ou a depressão que podem levar a hipocondria. Há também casos de psicoses com alucinações corporais ou delírios quanto a sua própria saúde que aparentam hipocandria mas não são.



segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Insônia



O que é ?

É a condição de quantidade ou qualidade insatisfatória de sono que persiste durante mais de um mês. Há três formas básicas de insônia, a do início, a do meio e a do fim do sono, sendo a primeira a mais comum. As mulheres, pessoas de vida estressante e os idosos são os mais atingidos. Quando a insônia é experimentada repetidamente, ela pode levar a um aumento do medo de falta de sono e uma preocupação com suas consequências. Isso cria um círculo vicioso que tende a perpetuar o problema do indivíduo.

Generalidades

Frequentemente os pacientes com insônia querem enfretar a insônia se auto-medicando ou tomando bebidas alcoólicas, conduta que por si já pode trazer a esta pessoa vários problemas como a dependência da substância usada, além de mais insônia. As noites mal dormidas podem gerar dores físicas pela manhã, cansaço mental ao longo do dia, tensão emocional, irritabilidade, preocupações consigo próprios. A importância de se buscar o médico para tratar a insônia está antes de tudo determinar as causas quando possível e ao se tomar um indutor do sono, que se faça sob supervisão porque a maioria dessas medicações pode levar a dependência se tomada erradamente.

Tratamento

O primeiro passo para se tratar a insônia é pôr ordem na própria vida, não dormindo durante o dia mesmo que tenha acordado cedo demais, praticando esportes regularmente, não tomando mais do que cinco xícaras de café ao dia, não tomando café após as 16:00h (bem como as demais substâncias que contêm cafeína). Evitando atividades excitantes antes de dormir como exercícios pesados ou filmes tensos, cuidando da alimentação, procurando atividades tranquilas antes de dormir como a leitura. Não lutar contra a insônia, caso não consiga dormir em 30 minutos, levantar-se da cama e procurar uma atividade leve até que o sono chegue sem aborrecer-se com a hora ou com a necessidade de descançar.

Tendo os procedimentos falhado pode se passar para a tentativa de resolver o problema com medicações. Os hipnóticos clássicos (benzodiazepínicos) não resolvem casos demorados, devem ser dados por prazos de até um mês. Várias outras medicações podem ser tentadas isso dependerá de cada médico. Recentemente uma substância vem sendo usada com grande interesse pela comunidade médica, a melatonina. A melatonina é um hormônio, portanto é melhor aceito pelo organismo, é um potente e indutor do sono natural. Esta substância é vendida no EUA como alimento e não como medicação.