"O amor, o conhecimento e o trabalho, são fontes de nossas vidas. Deveriam também governá-los". - Wilhelm Reich







sábado, 5 de janeiro de 2019

Atendimento Online

Agora com a nova resolução do Conselho Federal de Psicologia, nós psicólogos, podemos atender online, vc sabia?

Não precisa sair de onde vc está, seja no carro, no metrô, em casa ou nas férias.
Atendo via Wathsapp, Zoom, Skype. Via voz, mensagens ou videos.
Venha entrar em contato comigo e marcarmos uma hora!!!

Pagamento via depósito bancário com apresentação do boleto fotografado!

Valor??? R$ 200,00 - Metade do que vc pagaria no presencial e mais os gastos de locomoção.
Por Wathsapp não há tempo limitado e vc pode entrar em contado de Segunda à Sexta até 23h. Finais de semana em casos de Emergência, sem adicional.

Não perca tempo! Comece o ano bem!!!

Aguardo vc!

sexta-feira, 8 de junho de 2018

ATENDIMENTO ONLINE



Se vc tem dificuldades de conseguir um psicólogo na sua região ou até mesmo chegar até o profissional devido a vida atribulada do dia-a-dia, mas deseja fazer terapia, nós podemos te ajudar.
O APP Fala Freud é autorizado pelo Conselho Federal de Psicologia, com vários profissionais de vários locais do Brasil. É fácil de instalar, procurar um profissional espacializado para cada caso.
Não desista de ser feliz e estar bem consigo próprio e com o mundo a sua volta!
Eu, sou Lilian Santos, Psicóloga e Sexóloga, com espacialidade em Depressão, Ansiedade, Disfunções Sexuais e Compulsões em Geral.
Me procure no Fala Freud!

https://www.falafreud.com/?gclid=Cj0KCQjwxtPYBRD6ARIsAKs1XJ4SlJJuGe8cXAmdfIdUj8qx4pLjgD9Z_ofoevooCDwoiD5F6zKuCkIaAoHcEALw_wcB

segunda-feira, 23 de abril de 2018

PSICOLOGIA & SEXOLOGIA POPULAR

Agora com novo endereço.

Liguem e maque sua consulta, lembrando de falar sobre o anuncio publicado.
Obrigada, Lilian Aldeia

quarta-feira, 1 de março de 2017

ATENÇÃO CARNAVALESCOS

Atenção Senhoras e Senhoras,
A partir de amanhã às 7h, estarão abertos os Laboratórios de Análises Clinicas de todo o país para os seguintes exames:

Bacterioscopia da secreção uretral, PMN, Elisa, PRC, Biópsia de lesão, Técnica de Gram, Hibridização in situ, Exame sorológico, VDRL, RPR, FTA-abs, MHA-Tp, Teste Western Blot (Resumindo: DST - HIV/AIDS).

Beta HCG (TESTE DE GRAVIDEZ)

Caso não consiga, devido as enormes filas que assolaram até as 12h (horário que acaba a coleta para exames específicos), favor correr para o hospital mais próximo de sua residência, caso não queria ter uma surpresa desagradável num período de 15 dias a 9 meses.
Agradeço sua atenção!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

DISFUNÇÕES OU TRANSTORNOS SEXUAIS

Disfunções ou transtornos sexuais são problemas que ocorrem em alguma das fases da resposta sexual humana.
Disfunções Sexuais Femininas
Na mulher, as disfunções sexuais mais comuns são: as inibições do desejo sexual, a anorgasmia, o vaginismo e a dispareunia.
As inibições do desejo sexual ou transtorno do desejo sexual hipoativo, constituem a falta ou diminuição da motivação para a busca de sexo, ou seja, a pessoa não tem vontade de manter relações sexuais.
Isso ocorre mais comumente devido a:
problemas no casamento (brigas, desentendimentos quanto ao que cada um espera do relacionamento)
falta de intimidade
dificuldades de comunicação entre o casal, ou ainda, devido a tabus sobre a própria sexualidade, como, por exemplo, associações de sexo com pecado, com desobediência ou com punições
Inibições decorrentes de traumas sexuais (abuso sexual, estupro)
doenças, a problemas hormonais e ao uso de certas drogas e remédios.

O diagnóstico pode ser feito por médico clínico, ginecologista, psiquiatra ou psicólogo, através das queixas apresentadas pela paciente; dependendo das queixas, pode ser necessária a realização de exames, para se descobrir a origem da falta de desejo.
O tratamento se faz de acordo com a causa. Quando houver problemas clínicos (doenças), a paciente deve ser encaminhada para um especialista, quando necessário (por exemplo, um endocrinologista quando houver problemas hormonais), sendo que cada tipo de diagnóstico vai requerer um tipo específico de tratamento. Entretanto, a maioria dos casos deve-se a problemas psicológicos ou problemas no relacionamento do casal, e esses deverão ser tratados por psicólogo ou psiquiatra, tentando descobrir as causas, compreendê-las e resolvê-las.
anorgasmia ou disfunção orgásmica é a falta de sensação de orgasmo na relação sexual. Pode ser primária, quando a mulher nunca teve orgasmo na vida, ou secundária, quando tinha orgasmos e passou a não tê-los mais. Ainda pode ser classificada em absoluta, quando a anorgasmia ocorre sempre, e situacional quando ocorre só em certas situações (por exemplo, em certos locais em que a pessoa não se sente confortável, ou com parceiro com o qual tenha algum tipo de conflito). A mulher com anorgasmia pode aproveitar plenamente das outras fases do ato sexual, isto é, tem desejo, aproveita as carícias e se excita, porém algo a bloqueia no momento do orgasmo.
As causas da anorgasmia são principalmente psicológicas, envolvendo problemas nos relacionamentos interpessoais, conflitos a respeito da sexualidade, falta de conhecimento do próprio corpo e sensações, dificuldade na intimidade e comunicação do casal em assuntos sobre sexo. Problemas clínicos também podem causar anorgasmia, por exemplo, acidentes que atingem a medula espinhal, alterações hormonais, corrimentos vaginais freqüentes ou ainda anormalidades na forma da vagina, do útero ou dos músculos que formam a região pélvica (região onde se situam os órgãos genitais).
vaginismo é uma contração inconsciente, não desejada, da musculatura da vagina, que ocorre quando a pessoa imagina que possa vir a ter um ato sexual. Essa contração atrapalha ou impede a introdução do pênis, a qual, se for tentada causará muita dor, sendo que na maioria das vezes o casal não consegue ter ato sexual com penetração.
Pode ser conseqüência de uma educação rígida que provocou muitos tabus sexuais gerando conflitos psicológicos, conseqüência de traumas sexuais (estupro ou abuso sexual) ou de experiências sexuais anteriores que tenham causado sofrimento físico.
O diagnóstico é feito em geral pelo ginecologista, através do relato da paciente e também pelo exame ginecológico. O tratamento consiste em identificar e tentar modificar a causa do vaginismo.
Esse tipo de tratamento é feito por ginecologistas ou terapeutas sexuais, e consiste na realização de exercícios genitais com a intenção de conseguir o relaxamento da pessoa, tentando evitar que ocorra a contração no momento do ato sexual e no entendimento das causas psicológicas associadas.
Esse tipo de tratamento é feito por ginecologistas ou terapeutas sexuais, e consiste:
No entendimento das causas psicológicas
Na realização de exercícios genitais com a intenção de conseguir o relaxamento da pessoa, tentando evitar que ocorra a contração no momento do ato sexual.

dispareunia é a dor genital que ocorre repetidamente antes, durante ou após o ato sexual.
As causas mais comuns são doenças ginecológicas (tipo corrimento vaginal ou alterações no formato da vagina) ou contração da musculatura vaginal durante o ato sexual, devido a conflitos psicológicos relativos à sexualidade.
O diagnóstico em geral é feito pelo ginecologista, também se faz pela análise das queixas da paciente e do exame ginecológico e o tratamento será de acordo com a causa, isto é, tratamento para a doença diagnosticada, feito em geral pelo próprio ginecologista ou tratamento com psicólogos ou psiquiatras, quando o problema for decorrente de conflitos psicológicos.
Disfunções Sexuais Masculinas
As disfunções sexuais masculinas mais comuns são: a disfunção erétil (impotência) e a ejaculação precoce.
A disfunção erétil conhecida como impotência, consiste na incapacidade em obter ou manter uma ereção que permita manter uma relação sexual, ou seja, o homem não consegue que seu pênis fique e permaneça duro e assim consiga ter relação sexual com penetração.
As causas mais comuns são:
 
Doenças como diabetes, pressão alta, colesterol alto
Traumas ou acidentes envolvendo a medula espinhal ou o próprio pênis
O fumo, uso de drogas e alguns medicamentos (principalmente aqueles usados para tratamento de problemas do coração)
Abuso de álcool
Causas psicológicas (medos ou tabus em relação à sexualidade)

O paciente poderá ser encaminhado ao urologista (especialista que trata esses casos), onde certos exames podem ser feitos para descobrir a causa da impotência.
O tratamento dependerá da causa. Para alguns casos de impotência existem medicamentos ou injeções intrapenianas, que deverão ser usados apenas com prescrição médica, pois são indicados para casos específicos. Próteses penianas ficariam como última opção, pois uma vez colocadas não há como retirá-las, e são indicadas apenas quando nenhuma outra opção funcionou.
É importante lembrar que muitas vezes fatores psicológicos podem causar disfunção erétil. Conversar sobre esses conflitos internos com psicólogo ou psiquiatra podem resolver o problema sem ser necessário outros tipos de tratamento.
ejaculação precoce acontece quando o homem não tem controle sobre sua ejaculação, não conseguindo segurá-la até o final do ato sexual, o que leva a uma redução na sensação de prazer. Assim, a ejaculação pode ocorrer logo que o homem tem pensamentos eróticos e ereção, sem nem ocorrer a penetração, ou ainda logo após haver a penetração. A ejaculação precoce pode ser decorrente de causas físicas (doenças, traumatismos) ou mais comumente de problemas psicológicos. Quando o homem nunca teve controle ejaculatório, o mais comum é que seja por causas psicológicas (como ansiedade, primeiras experiências sexuais tensas ou ainda dificuldades no relacionamento do casal). Mas quando o homem tinha controle ejaculatório e passou a não ter mais, é necessário fazer exames com um urologista e neurologista, pois mais provavelmente a causa do problema é física. O tratamento depende da causa: tratamentos específicos para as doenças encontradas ou lesões diagnosticadas, feitos pelo urologista ou neurologista; ou psicoterapia (tratamento psicológico) para os problemas psicológicos, com psicólogo especializado em Sexologia..

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

sábado, 7 de novembro de 2015

O Trauma Nupcial é para Todos.





Não sou Freudiana, mas certa vez me deparei com a seguinte frase: 

"O primeiro trauma sexual se adquire na noite de núpcias"

Não demorou muito para que eu visse em que ponto a noite de núpcias seria traumática, também para os homens.
Com relação às mulheres virgens, não é difícil de entender todo o pavor desta noite tão importante. 
Muitas vezes, esse trauma começa dentro de casa ou no caso de religiões ortodoxas. A sociedade também colabora para que não seja um mar de flores esta noite tão especial. Historicamente falando, isso vem de séculos datados, (começou no século 18), a partir do conhecimento do que as pessoas faziam e como era tratado dentro de casa e pela igreja que sempre foi um pilar forte e exigente diante das pessoas.

O medo de sentir dor: por exemplo, é a primeira coisa que é encontrado nos relatos dessas mulheres que estão prestes a se casar.
Vai doer? Vai! Não vou mentir, mas é uma coisa suportável, uma pequena ardenciazinha, um desconforto, pois afinal de contas é um local sensível, intocado, que nunca foi ferido ou cortado, assim como um dedo ou uma perna, enfim. 
Na verdade, essa dor é também proveniente da tensão nervosa, o medo, a ansiedade, pensamentos embaralhados onde isso colabora com que o corpo não relaxe, a vagina se contraia mais e mesmo com a insistência e paciência do homem, a mulher vai sentir muito mais dor, as pernas se fecham e ai começa o terror.

Medo de ser rejeitada: Esse medo é também muito encontrado quando a mulher insegura de achar que não será suficientemente boa na cama para o esposo, que não conseguirá satisfazer suas vontades.
Bem, pra inicio de conversa, vc é virgem, não sabe de nada, uma tábula rasa. Seu esposo vai lhe ensinar tudo ou pelo menos parte, se assim vc desejar o que ele sabe.  Irá explorar áreas de prazer, onde algumas vezes transparecerá vergonha, encabulação, medo de fazer errado (a mulher). A rejeição, aparece quando o casal não se entende e o homem arrogante não tem capacidade de ajudar a esposa, impaciente, machista etc. Reclamar é muito fácil, mas ensinar é um campo de muita paciência e gosto. 
Por isso, quando escuto alguns homens que dizer que sua parceira é "mais ou menos na cama", venho logo com o discurso:

" Ela não é ruim na cama ou mais ou menos, é você que não soube ensinar tudo o que sabe ou é inexperiente e impaciente. A mulher é como uma esponja, ela absorve tudo o que está a sua volta. Se vc ensinar sobre o prazer corporal, ela irá tentar fazer até acertar. Então, se a sua esposa não é boa de cama a incompetência é de quem ensina".

Não conseguir dar prazer: Como citei acima, se o homem for paciente, compreensivo e inteligente, ele irá ensinar o que sabe para a esposa para o prazer de ambos. A mulher a priori, não precisa ter toda essa carga emocional, ela precisa estar atenta e aproveitar o momento.

Não ter um corpo atraente: Por mais que as roupas tampem o corpo, o homem não é cego e sim, observador. Se ele está casando com você, o corpo, a inteligencia, a amizade, relação de afeto, amor, foram coisas que entraram no quesito: Escolher esposa, mãe dos meus filhos. Atração sexual, aparece desde o primeiro momento em que as pessoas se conhecem, isso é fato. Tudo o que você pode fazer é, continuar sendo atraente para o seu esposo, saiba como e siga.

Grande parte de situações assim acabam ocorrendo as disfunções sexuais, incompatibilidade, não consumação do ato, anulação do casamento etc. 
As disfunções são na maioria das vezes psicológicas, a partir do momento em que mesmo depois da noite de nupcias o ato ainda não seja consumado, tem de se fazer uma análise do problema com o ginecologista, primeiramente. Após isso, o encaminhamento ao psicólogo especialista em sexologia. 

Sobre os homens, eu também observo uma carga emocional muito grande neste momento tão importante.
Medo de falhar, medo dela não gostar, tem que ter um ótimo desempenho, tem que ser paciente, tem que se mostrar homem.
Isso é muito proveniente na família e na sociedade, que ensinam q o homem tem de ser potente, forte, estar sempre pronto, não pode falhar etc. 
Essa carga toda também se transforma em medo e ansiedade, fora que ele tem der ser muito mais para sua esposa (macho, viril, forte), tem que mostrar serviço.
Muitos casos também de disfunções sexuais começam assim, inclusive também observando que a timidez, auxiliar a piorar a situação.

Desde que o mundo é mundo essas questões existem, mas nunca fomos capazes de encontrar um fundamento do por que isso acontece na grande maioria. São situações que remetem desde nossa infância e isso nos torna adultos traumatizados.

Foquei mais na virgindade, mas há casos também que, mesmo ter sido feito algo antes de se casar, tanto o homem e a mulher que já possuem uma certa experiencia, esses traumas também podem aparecer. às vezes fico pensando, que esse momento é tão importante após a oficialização do casamento, que mesmo assim a ansiedade fica fantasmagorizando as pessoas. Isso pode acontecer.

Mente livre, foco, confiança, segurança, paciência, amor e compreensão, são fontes importante para que não aja traumas. Basta trabalhar isso bem na sua cabeça!
Aproveite! Permita-se a ser feliz!




quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Assexuados




Classifico como uma patologia. Concordo com o psicólogo citado, mas tb acrescento uma ortodoxia familiar e religiosa com relação não sentir prazer ou desejar o outro. Existem muito casos tb onde há uma falha no sistema hormonal específico (são 7 hormônios sexuais que classificam disfunções ou doenças em casos físicos).
Sou a favor de um tratamento com um psicólogo/sexólogo, endocrinologista e tb ginecologista/urologista.
Em alguns casos é psicológico em outros, fisiológico e há tb os mistos, é interessante ser avaliado do porquê a pessoa tem essa classificação como escolha de vida.
Já tratei gente assim e o caso foi puramente situação de ortodoxia. Depois de um tratamento psicológico, visitas aos médicos específicos, a pessoa começou a sentir interesse, coisa q ela não entendia pq tinha essa falta de interesse, se era algo que ela tinha muita curiosidade.
Desculpe, isso não é frescura de uns, mas casos importantes a serem analisados.



http://delas.ig.com.br/amoresexo/2015-10-28/prefiro-pizza-a-sexo.html

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Entrevista da Revista O Flu - Dia do Sexo

Olá, boa noite a todos!

Lembrei que fiz uma nova entrevista para a Revista O Flu, de Niterói - Rj e esqueci de postar aqui.
Então, eis aqui ela!
Espero que gostem!

Bjs

http://www.ofluminense.com.br/pt-br/revista/dia-do-sexo


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

DIA DO PSICÓLOGO!!

São 5 anos, entre livros, apostilas, mestres, provas, trabalhos, resenhas, testes, laboratório, estágios...
Acordando cedo e dormindo tarde.
Tem uns com filhos, marido/esposa, outros moram só, com amigos ou desconhecidos ou com a família.
Uns trabalham no meio da faculdade, uns pagam a própria.
Ao fim disto, um título de ouvinte, estudioso, atencioso, sincero, transparente, que sabe dar o ombro, a mão e um sorriso na medida certa...Na hora certa.
Há quem dá valor, outros acham que é um bate papo para ganhar dinheiro fácil.
Só quem vive uma dor sabe nos dar o valor e cabe a nós sermos humanos o bastante para ajudar, encaminhar, "dar uma vela", faze-lo brilhar.
Profissão fácil? Claro que não!!
Lutamos como qualquer pessoa que sai de um sonho para na realidade ter seu lugar a sol.
Profissão bonita? Sim. E sabe por quê?
Porque além de ajudarmos os outros que necessitam de apoio, nosso amor e dedicação, fazemos com que a beleza dela fique ainda mais evidente, vibrante.
Psicólogos são flores em um grande campo iluminado pelo sol da manhã, onde borboletas, abelhas, joaninhas e passarinhos chegam até nós para conseguir seu necessário, sua energia vital, seu enlevo, sua satisfação.
Ser psicólogo é um caminho que gera a melhor coisa aos olhos e ao coração dele próprio: Saber dar aquilo que o outro precisa para viver bem consigo e o mundo a sua volta.
Feliz dia do Psicólogo aos meus queridos amigos, colegas e mestres!
Ps: Desculpe a demora para felicitar, mas fui ajudar algumas pessoas a viverem bem, longe dos males do âmago e buscarem sua felicidade.
Bjs

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Deixa Isso de Lado e Viva O Que Vc Leva para a Cama!!!



O que as pessoas precisam deixar realmente de lado são:
O tamanho do pênis não é encarregado do prazer (tamanho não é documento). Os homens se queixam de seus membros e as mulheres ocasionalmente também, mas isso por intermédio da queixa masculina, pq na maiorias dos casos a mulher não liga para esse tipo de coisa.
A primeira vez dói. Bem, só dói mesmo se a menina estiver super tensa, nervosa pois, a musculatura interna da vagina se contrai, logo, óbvio que vai doer. Fora as preliminares, que os rapazes fazem são mais ligados ao fato do pênis estar ereto, alguns são pacientes e atenciosos e trabalham a região para ter uma lubrificação adequada.
O desempenho sexual de ambos. A primeira vez de um casal sempre é complicado, (sendo um virgem ou não). É a primeira vez, ponto. Ninguém fica 100%, sempre rola medo, indecisão, dor, incômodo, posições inadequadas para um ou outro e etc.
O pior habito é pensar que o outro não vai gostar e sair fora da relação. Acho que isso só pode acontecer quando há outras vezes ou alguma incompatibilidade de gêneros e gênios (rs). O homem tb fica nervoso, pois não é só o desempenho que está em jogo, é a idéia de proporcionar prazer, se mostrar aquilo que a mulher deseja (atenção, paciência, carinho). A mulher idém, além da idéia de dor. Então, o ideal e deixar se permitir, aproveitar o momento. Esqueça a idéia do melhor ou pior que isso não tem mais, permita-se a viver bem a relação.
Medo de brochar, medo de não conseguir dar prazer, são coisas naturais, acontece com a maioria e não é para se envergonhar. Se não conseguiu, tente novamente, melhore a preliminar, mas isso tb tem que partir de ambos. Não é só um se esforçar e o outro ficar olhando. A relação é a dois, então, a dois se faz algo melhor.
As fantasias sexuais são um problema, pois o homem é o que mais trabalha isso. A mulher, por anos a fio foi proibida e com isso vem a idéia de ser comparada a uma devasa. Todos tem o direito de criar algo legal para a relação. Sabe para que serve as fantasias? Para a rotina não vencer. Por isso que sou sempre a favor de muita conversar e muita troca de idéias na relação para que não haja problemas, dúvidas e medos.
Mulher larga ou apertada. Isso é uma questão que ambos se queixam, mais até os homens. Mas isso depende do corpo da mulher e também do grau de excitação. Existem casos em que a mulher está super excitada e a musculatura do canal dilata e existem outras que aperta. Os homens acham que a mulher larga teve muitos parceiros, por isso é assim e não. Desculpe, mas isso é machismo do passado, no tempo dos nossos bisavôs.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Libido e Desempenho Sexual.



Vi isso hoje no site do IG junto com o Jornal O Dia. 

Mas tenho minhas ressalvas sobre o assunto.
Não vou dizer que é bom ou ruim pois, não conheço ninguém ainda que experimentou.
Não gosto de usar medicamentos a não ser que o caso seja misto (psicológico e fisiológico) e eu tenho de indicar um endocrinologista ou urologista. Isso após um exame de sangue com os principais hormônios sexuais existentes, vendo que a libido está em baixa.
Sou a favor de métodos naturais, onde o paciente fazendo direitinho como o sexólogo indica e tendo força de vontade, a chance de haver uma melhora gratificante é bem grande em pouco tempo.
Procure um sexólogo em casos de falta de libido, impotência, ejaculação precoce, dispareunia, vaginismo, ejaculação retardada e anorgasmia.
Não tenha vergonha, pense no seu bem estar e no do seu paceiro (a).



http://odia.ig.com.br/noticia/mundoeciencia/2015-08-14/metodo-natural-aumenta-a-libido-e-o-desempenho-sexual.html

domingo, 8 de fevereiro de 2015

ENTREVISTA NA REVISTA O FLU

Bom dia, caros leitores!

Sei que estou muito sumida por aqui, nada de artigos, listas ou algo que possa ser de bom grado, mas sinceramente ando sem idéias, desgastada pelos afazeres domésticos e profissionais.
Preciso retorna ao meu ofício de blogueira, mas por enquanto não tenho muito para oferecer.
Fui entrevistada pela Revista o Flu, de Niterói sobre o tema: Eu resolvi Esperar.

Espero que gostem!
Bjs,
Lilian


http://www.ofluminense.com.br/editorias/revista/eu-escolhi-esperar

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

DINFUNÇÕES SEXUAIS

    Uma Disfunção Sexual caracteriza-se por uma perturbação nos processos que caracterizam o ciclo de resposta sexual ou por dor associada com o intercurso sexual. O ciclo de resposta sexual pode ser dividido nas seguintes fases:
1. Desejo: Esta fase consiste de fantasias acerca da atividade sexual e desejo de ter atividade sexual.
2. Excitação: Esta fase consiste de um sentimento subjetivo de prazer sexual e alterações fisiológicas concomitantes. As principais alterações no homem consistem de tumescência e ereção peniana. As principais alterações na mulher consistem de vasocongestão pélvica, lubrificação e expansão vaginal e turgescência da genitália externa.
3. Orgasmo: Esta fase consiste de um clímax do prazer sexual, com liberação da tensão sexual e contração rítmica dos músculos do períneo e órgãos reprodutores. No homem, existe uma sensação de inevitabilidade ejaculatória, seguida de ejaculação de sêmen. Na mulher, ocorrem contrações (nem sempre experimentados subjetivamente como tais) da parede do terço inferior da vagina. Em ambos os gêneros, o esfíncter anal contrai-se ritmicamente.
4. Resolução: Esta fase consiste de uma sensação de relaxamento muscular e bem-estar geral. Durante esta fase, os homens são fisiologicamente refratários a outra ereção e orgasmo por um período variável de tempo. Em contrapartida, as mulheres podem ser capazes de responder a uma estimulação adicional quase que imediatamente. Os transtornos da resposta sexual podem ocorrer em uma ou mais dessas fases. Sempre que mais de uma Disfunção Sexual estiver presente, todas são registradas. Os conjuntos de critérios não fazem qualquer tentativa de especificar uma freqüência mínima ou faixa de contextos, atividades ou tipos de encontros sexuais nos quais a disfunção deve ocorrer. Este julgamento deve ser feito pelo clínico, levando em consideração fatores tais como a idade e experiência do indivíduo, freqüência e cronicidade do sintoma, sofrimento subjetivo e efeito sobre outras áreas do funcionamento. As palavras "persistente ou recorrente" nos critérios de diagnóstico indicam a necessidade deste julgamento clínico. Se a estimulação sexual é inadequada em foco, intensidade ou duração, não é feito o diagnóstico de Disfunção Sexual envolvendo excitação ou orgasmo.
Subtipos
          Os subtipos são oferecidos para indicar o início, contexto e fatores etiológicos associados com as Disfunções Sexuais. Se múltiplas Disfunções Sexuais estão presentes, os subtipos apropriados para cada uma podem ser anotados. Estes subtipos não se aplicam a um diagnóstico de Disfunção Sexual Devido a uma Condição Médica Geral ou Disfunção Sexual Induzida por Substância. Um dos seguintes subtipos pode ser usado para indicar a natureza do início da Disfunção Sexual:
Tipo Ao Longo da Vida. Este subtipo se aplica se a Disfunção Sexual está presente desde o início do funcionamento sexual.
Tipo Adquirido. Este subtipo se aplica se a Disfunção Sexual se desenvolve apenas após um período de funcionamento normal. Um dos seguintes subtipos pode ser usado para indicar o contexto no qual a Disfunção Sexual ocorre:
Tipo Generalizado. Este subtipo se aplica se a Disfunção Sexual não está limitada a certos tipos de estimulação, situações ou parceiros.
Tipo Situacional. Este subtipo se aplica se a Disfunção Sexual está limitada a certos tipos de estimulação, situações ou parceiros. Embora na maior parte dos casos as disfunções ocorram durante a atividade sexual com um parceiro, em alguns casos pode ser apropriado identificar disfunções que ocorrem durante a masturbação. Um dos seguintes subtipos pode ser usado para indicar os fatores etiológicos associados com a Disfunção Sexual: Devido a Fatores Psicológicos. Este subtipo aplica-se quando fatores psicológicos supostamente desempenham um papel importante no início, gravidade, exacerbação ou manutenção da Disfunção Sexual, e condições médicas gerais e substâncias não exercem qualquer papel na etiologia da Disfunção Sexual.
Devido a Fatores Combinados. Este subtipo aplica-se quando 1) fatores psicológicos supostamente desempenham um papel no início, gravidade, exacerbação ou manutenção da Disfunção Sexual e 2) uma condição médica geral ou uso de substância também contribui, supostamente, mas não basta para explicar a Disfunção Sexual. Se uma condição médica geral ou uso de substância (inclusive efeitos colaterais de medicamentos) é suficiente para explicar a Disfunção Sexual, pode-se diagnosticar Disfunção Sexual Devido a uma Condição Médica Geral e/ou Disfunção Sexual Induzida por Substância.
Características Específicas à Cultura, à Idade e ao Gênero
          O discernimento clínico acerca da presença de uma Disfunção Sexual deve levar em consideração a bagagem étnica, cultural, religiosa e social do indivíduo, que pode influenciar o desejo sexual, as expectativas e atitudes quanto ao desempenho. Em algumas sociedades, por exemplo, o desejo sexual por parte da mulher recebe menor relevância (especialmente quando a fertilidade é a preocupação principal). O envelhecimento do indivíduo pode estar associado com uma diminuição do interesse e funcionamento sexual (especialmente em homens), mas existem amplas diferenças individuais nos efeitos da idade.
Prevalência
          Existem muito poucos dados epidemiológicos envolvendo a prevalência das várias disfunções sexuais, e esses mostram uma variabilidade extrema, provavelmente refletindo diferenças nos métodos de avaliação, definições usadas e características das populações amostradas.
Diagnóstico Diferencial
          Se o clínico considera que a Disfunção Sexual é causada exclusivamente pelos efeitos fisiológicos de uma determinada condição médica geral, o diagnóstico é de Disfunção Sexual Devido a uma Condição Médica Geral. Esta determinação fundamenta-se na história, achados laboratoriais ou exame físico. Quando se supõe que a Disfunção Sexual é causada exclusivamente pelos efeitos fisiológicos de uma droga de abuso, um medicamento ou exposição a uma toxina, o diagnóstico é de Disfunção Sexual Induzida por Substância. Cabe ao clínico investigar atentamente a natureza e extensão do uso de substâncias, inclusive medicamentos. Os sintomas que ocorrem durante ou logo após (isto é, em 4 semanas) a Intoxicação com Substância ou após o uso de medicamentos podem ser especialmente indicativos de uma Disfunção Sexual Induzida por Substância, dependendo do tipo ou quantidade da substância usada ou duração do uso. Se o clínico determinar que a disfunção sexual se deve tanto a uma condição médica geral quanto ao uso de uma substância, podem ser dados ambos os diagnósticos (isto é, Disfunção Sexual Devido a uma Condição Médica Geral e Disfunção Sexual Induzida por Substância). Um diagnóstico de Disfunção Sexual primária com o subtipo Devido a Fatores Combinados é feito quando se presume o papel etiológico de uma combinação de fatores psicológicos e uma condição médica geral ou substância, mas nenhuma etiologia isolada é suficiente para explicar a disfunção. Se o clínico não consegue determinar os papéis etiológicos dos fatores psicológicos, de uma condição médica geral e do uso de uma substância, diagnostica-se Disfunção Sexual Sem Outra Especificação. O diagnóstico de Disfunção Sexual também não é feito se a disfunção é melhor explicada por outro transtorno do Eixo I (por ex., se a redução do desejo sexual ocorre apenas no contexto de um Episódio Depressivo Maior). Entretanto, se a perturbação no funcionamento sexual antecede o transtorno do Eixo I ou é um foco de atenção clínica independente, pode ser feito um diagnóstico adicional de Disfunção Sexual. Em geral, se uma Disfunção Sexual está presente (por ex., Transtorno da Excitação Sexual), Disfunções Sexuais adicionais também estarão presentes (por ex., Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo). Nesses casos, todos os transtornos devem ser diagnosticados. Um Transtorno da Personalidade pode coexistir com uma Disfunção Sexual. Nestes casos, a Disfunção Sexual deve ser registrada no Eixo I, e o Transtorno da Personalidade, no Eixo II. Se uma outra condição clínica, como Problema de Relacionamento, está associada com a perturbação no funcionamento sexual, a Disfunção Sexual deve ser diagnosticada, e a outra condição clínica também é anotada no Eixo I. Problemas ocasionais com o desejo sexual, excitação ou orgasmo que não são persistentes ou recorrentes ou não são acompanhados por acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal não são considerados como Disfunções Sexuais.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

UMA SEXÓLOGA NO SEU CHÁ!!!!




Já pensou em um Chá de Lingerie ou de Cozinha diferente?
Tirar um pouco das brincadeiras taxadas, como a da caneta e deixar algo marcante, interessante, divertido, mas também com dicas pra lá de boas. Um chá com mais informação daquilo que vc já ouviu falar ou aquela dúvida que vc sempre procurou resposta, mas nunca encontrou ou teve coragem de perguntar?
Agora vc pode tirar aquela dúvida, incrementar sua vida amorosa e as suas amigas também.
Uma sexóloga no seu chá! Já pensou??
Uma profissional que vai dar dicas sobre sexo, tirar dúvidas, explicar como vc pode ter uma vida sexual sadia, sem deixar cair da rotina!
Então, chame uma sexóloga para seu Chá de Lingerie ou de Cozinha! Será o melhor momento que vc e suas amigas irão adorar!!!
Lilian Aldeia - Psicóloga, Sexóloga e Educadora
(21)98867-6669
lilian.psys@gmail.com

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

APATIA SEXUAL ENTRE CASAIS




Como terapeuta e orientador sexual, há 25 anos, posso concluir que a causa principal dos desajustes sexuais entre casais sobrevem da indolência de um ou de ambos os cônjuges. Este argumento é válido para aqueles casais que outrora foram sexualmente adequados tanto no aspecto afetivo como no biológico propriamente dito e que agora se ressentem em suas ruminações e avaliações silenciosas; preventivamente prefiro não considerar as disfunções sexuais em suas características particulares, principalmente com relação às suas causas remotas. Seria assunto mais adequado para palestras com tempo prolongado e participação ativa dos casais.
Aprendemos com Freud e nos convencemos de que a libido é a energia fundamental do ser vivo, principalmente do Homem. Esta energia é vital para a sobrevivência e se manifesta por meio da sexualidade em seu sentido amplo. Freud referiu a libido como oriunda do instinto de vida e, este, o motivo da existência. O poder da libido é ilimitado e nós podemos utilizá-la convenientemente para diversos fins sem adulterar seus propósitos verdadeiros, embora devamos tomar o cuidado para não investi-la totalmente num único alvo. A sublimação da sexualidade é uma forma de investimento libinal para fins socialmente aceitáveis, porém essa inversão deve ser apenas um empréstimo temporário e restituível brevemente para não acontecer a falência da vida. Um dos primeiros sinais de falência libidinal é a indiferença afetiva - a falta de responsividade aos prazeres, até então existentes, mormente à intimidade sexual. Muitos outros sinais denunciam a estagnação da libido e, entre eles podemos considerar a tendência das pessoas ao isolamento social, a falta de metas, o abandono de si mesmo, a percepção acerbada da vida e a renúncia aos contatos humanos mais íntimos. Entre os casais o contato assume uma distância inalcançável e se mostra presente através das constantes críticas, das animosidades, da anulação do outro e das agressões físicas.
A apatia sexual comum entre casais, principalmente daqueles que convivem há muito tempo, é o retiro protetor do pouco que resta da dignidade pessoal ou do amor-próprio, talvez uma forma sutil de represália para destruir o outro. O relacionamento sexual pode, paradoxalmente, acontecer nestas circunstâncias. Em alguns casais, quando a hostilidade chega ao extremo da tolerância, as relações sexuais se intensificam para dissimular o ódio insustentável à estima dilacerada pelas dissensões nutridas no trato diário. Estes casais normalmente referem suas atividades sexuais como sendo a garantia da convivência, ou sejam, aludem o sexo como condição de compatibilidade e, quase sempre afirmam darem certo "apenas na cama", sem saberem na verdade que este comportamento sexual é produto do infortúnio afetivo crônico - o autêntico relacionamento sádico-masoquista, ou melhor ainda, a libido desvirtuada se sujeitando ao poder da hostilidade recíproca - neste ponto a convevivência está severamente comprometida, irresgatável e destruidora para toda a família. É o extremo que não deveria ter chegado, pois a essas alturas, a terapia de casal ou qualquer outra alternativa são inúteis. Nenhum dos cônjuges consegue ceder a qualquer ajuda, pois isto significaria ser derrotado pelo outro. O que fazer então para prevenir?
Qualquer médico ou psicoterapeuta prefere utilizar de meios preventivos ou educativos que tratar de males já estabelecidos. A prevenção é muito mais eficiente que o tratamento, pois através daquela informamos, orientamos e damos sugestões para experiências gratificantes - a racionalidade é mais utilizada e eficiente quando ainda não se tem elementos perniciosos encravados no sentimento das pessoas.
Um dos pontos fundamentais para um bom relacionamento afetivo-sexual é a comunicação assertiva, onde o casal pode aprender a ouvir, falar honesta e diretamente sem rodeios sobre o que sente e pensa a respeito do outro sem que faça julgamentos pessoais ou projete os rancores sob a forma de agressões verbais. A melhor forma para expressar assertivamente os ressentimentos é falando sempre na "primeira pessoa do singular", ou seja, falando sobre o que sente com relação à atitude do outro - isso, além de proteger o outro em sua dignidade e amor-próprio, impossibilita a oportunidade de retaliações. A submissão da mulher à decisão sexual do parceiro é um aspecto cultural danoso num relacionamento conjugal, pois não se leva em consideração a disponibilidade e a vontade dela. É claro que a mulher sente-se bem ao ser requestada, embora devemos lembrar que compete a ela o poder biológico da sedução - como qualquer outra fêmea no reino animal. O ciclo bio-sexual da mulher tem um propósito único de reprodução e, por isso, seu apetite é ordenado para determinado período do ciclo menstrual, mais precisamente no período fértil do ciclo menstrual regular de 28 dias, ou seja, por volta do décimo quarto dia. O homem porém, não possui estes determinantes cíclicos e a sua espermatogênese só termina com sua morte - é um reprodutor por excelência, cuja função é produzir seres semelhantes para evitar a extinção biológica da espécie - é a lei natural da sobrevivência. Por isso o homem está, instintivamente, sempre predisposto ao ato sexual.
Contudo, as determinações biológicas não podem imperar sobre a racionalidade necessária para a adaptação no ambiente e, por isso, devemos conciliar as forças naturais para a continuidade da vida e as conveniências sociais, econômicas, morais e religiosas. Se não se entende esse fenômeno, o fracasso é a única meta atingível. Ao se instituir o casamento oficial (religioso e/ou legal) o homem e a mulher passaram a buscar o ajustamento à premência comandada pela necessidade natural de reprodução e, foi aí que desenvolvemos a capacidade de amar - forma sublime e inteligente de domesticar as exigências do impulso sexual constante do homem. Perfeito! Algumas pessoas evidentemente não conseguiram evoluir e sublimar seu instinto sexual e se tornaram promíscuos.
Em qualquer relacionamento humano persistente faz-se necessário fazer constantes reformulações, sendo a criatividade neste caso, o principal meio para tornar a convivência satisfatória. A inventividade humana é um dos aspectos mais relevantes da inteligência e, é através dela que se consegue a adequação às mais diversas situações, quer sejam benéficas ou não. Num relacionamento conjugal a criatividade é imprescindível, senão a única forma de tolerarmos a monotonia e os "mesmismos" inevitáveis do dia-a-dia. A relação conjugal não está demarcada simplesmente pelas necessidades sexuais, existem vários fatores que interferem para interceptá-las, sufocá-las, impedi-las ou exacerbá-las.
É difícil coincidir que duas pessoas tenham a mesma carga de erotismo. Para algumas pessoas o sexo é essencial para a sua vida, enquanto que para outras ele é apenas um acessório do contexto biológico. Para muitas pessoas, entretanto, seus desejos sexuais não são constantes, mas se revelam através de várias alternativas. Para outras a freqüência sexual obedece intervalos prolongados, porém com muito colorido erótico e satisfação inusitada. Em suma, cada pessoa possui um ritmo erótico peculiar, idiossincrático. O mais importante, contudo, é a adequação entre os parceiros sem que um se sinta coagido pelo ritmo do outro e se submeta incondicionalmente ao interesses dele.
A maioria dos casais fica na expectativa dos sinais biológicos deflagrados pela necessidade sexual natural, ou seja, aguarda as determinações cíclicas do desejo sexual procriativo. Não procura desenvolver nenhuma cerimônia erótica, pelo contrário, se afasta porque a lâmpada verde está apagada e não se acende sozinha. Não faz nada para acioná-la. Esta é uma das razões da apatia - o afastamento por indolência afetiva.
O erotismo em seu sentido amplo, é na verdade o interesse pela outra pessoa. Ele está implícito nas trocas intelectuais, emocionais, na capacidade de envolvimento, na dedicação e no desprendimento. O erotismo é uma das manifestações de liberdade mais evidentes e saudáveis do ser humano. É somente através do erotismo que a pessoa consegue desapegar do egoísmo e se confundir e assimilar o amor recíproco. O melhor caminho é o encontro físico dos contatos que, daí, deflagram os mais enlevados sentimentos de onipotência.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Adolescência e Saúde Mental



A SEXUALIDADE E O ADOLESCENTE COM DEFICIÊNCIA MENTAL

Os autores atuais, impulsionados pelo aparecimento da pílula anticoncepcional nos anos 1960, a epidemia de HIV/AIDS e os estudos de gênero no início dos anos 1980, trouxeram novas investigações sobre práticas e representações da sexualidade. Hoje se observa maior flexibilidade em relação a novas práticas sexuais, embora se mantenham alguns valores tradicionais em determinados grupos populacionais(1). Maior liberdade sexual pode ser encontrada em alguns núcleos da sociedade nos quais, por exemplo, a masturbação não é mais considerada perversão, assim como a virgindade não é tão valorizada(4).

Se uma grande parte dos adolescentes é beneficiada por uma visão contemporânea mais libertária da sexualidade, como defende Parker(10), essa não é a realidade para os que têm deficiência mental, pois a maioria não tem sua sexualidade reconhecida. Dessa forma, esses adolescentes integram o senso comum de que não possuem sexualidade ou, quando a têm, essa se manifesta de forma exacerbada e, portanto, necessita de controle.

Glat e Freitas(3) avaliam que esse estereótipo é uma extensão da representação social da deficiência mental, que vê esse indivíduo entre dois extremos: como "um ser demoníaco" ou como "uma eterna criança"(3).

Na adolescência, nos indivíduos com deficiência mental, existe um contraste entre a transformação do corpo infantil em um corpo adulto e a continuidade de uma função imatura no que se refere à cognição, à comunicação e ao domínio social(2). A pouca semelhança com os outros adolescentes sem deficiência pode se acentuar, pois sendo uma época em que se percorre acintosamente o caminho para a identidade adulta, para os que têm deficiência esse percurso não é fácil. A adolescência se prolonga, frustrando muitas vezes as expectativas dos pais e do próprio adolescente(8).

Muitos acreditam que a deficiência cognitiva está associada a um déficit sexual. Isso decorre das poucas evidências sistematizadas da sexualidade de pessoas com deficiência mental devido à maior dificuldade de obtenção de dados por meio de entrevistas(7).

A conduta sexual de pessoas com deficiência mental é variável, visto que depende do nível de seu comprometimento intelectual, do apoio familiar e da estrutura social. Indivíduos com comprometimento intelectual muito importante de modo geral têm uma conduta sexual predominantemente indiferenciada, sem o estabelecimento de relações interpessoais, com o objetivo apenas de satisfação de seus impulsos sexuais. A manifestação de sua sexualidade geralmente restringe-se à manipulação dos genitais. Os que apresentam deficiência moderada podem ter um relacionamento interpessoal, mas sem que existam conteúdos afetivos e culturais que caracterizem uma relação adulta. Aqueles com deficiência mental leve estabelecem relações de amizade, podem ter relações íntimas e, em algumas situações, até mesmo constituir famílias. Contudo deve ser ressaltado que, embora a possibilidade de constituição de família seja referida, não estão disponíveis trabalhos sobre o tema(13).

Para Melo e Rodrigues(9) o estabelecimento de relações sexuais afetivas só atinge aqueles cuja deficiência compromete muito pouco suas competências, pois, geralmente, nessa área eles sofrem interdições de seus familiares e da sociedade em geral. Essas restrições resultam em menor autonomia e poucas possibilidades de escolhas.

Nega-se a possibilidade de que pessoas com deficiência mental possam exercer sua sexualidade de forma plena e prazerosa. A essa negação se incorpora o que foi chamado por Strickler(11) de um "cobertor virtual de silêncio". A sexualidade está presente, mas para que fique "esquecida" é melhor evitar falar no assunto. Considera-se que o obstáculo para uma vida amorosa plena e satisfatória encontra-se pouco associado ao coeficienteintelectual ou ao problema neurológico presente. Essa restrição encontra-se, principalmente, na dependência da infantilização e do isolamento social a que se encontram expostos(3).

Muitas condutas consideradas "desviantes", como masturbação, voyeurismo e exibicionismo, podem ser compreendidas dentro do processo do desenvolvimento sexual. O que se questiona é se os problemas de comportamento sexual observados em algumas pessoas com deficiência mental não estariam relacionados à dificuldade de perceber e interpretar as exigências do meio social, que não coloca com clareza as mensagens que quer passar.

A masturbação é um tema de destaque nas discussões sobre sexualidade e deficiência mental. Merece atenção e orientação o caso em que essa prática se dá de forma compulsiva ou em público, muitas vezes conseqüente a uma educação sexual inexistente ou ineficaz. Nessas situações também deve ser pesquisada a possibilidade de abuso sexual.

Muitos acreditam que as pessoas com deficiência mental são seres assexuados que não irão entender ou necessitar de educação sexual, portanto não precisam recebê-la. Na realidade, vários trabalhos atestam que isso não é a realidade, já que, como afirmado anteriormente, a sexualidade se desenvolve da mesma forma nos indivíduos com e sem deficiência, na grande maioria dos casos(12).


A CONSULTA: ABORDAGEM DOS ASPECTOS SEXUAIS

Na consulta de adolescentes com deficiência mental, questões que promovam sua saúde e que também contribuam para a prevenção de agravos a ela devem ser abordadas. É importante ressaltar que o sigilo médico, quesito tão importante em uma consulta de adolescentes, nem sempre poderá ser respeitado. Portanto, compreendendo a sexualidade como parte integrante da saúde do indivíduo, esse item deve ser contemplado no atendimento, favorecendo assim o desenvolvimento sexual harmônico, e também para que o exercício da sexualidade ocorra na ausência de discriminação, coerção e violência.

Com muita freqüência os pais têm dificuldade em falar sobre o tema, que dificilmente aparecerá espontaneamente na consulta. Compete ao profissionaltrazer o assunto para o debate e, quando possível, incluir os adolescentes na discussão.

A família e a escola seriam os locais mais indicados para o fornecimento de informações e reflexões sobre a sexualidade, pois a educação sexual vai sendo dada diante das oportunidades que se apresentam. Mas o que se observa é que a tarefa não é exercida a contento, muitas vezes existindo a expectativa de que essa responsabilidade seria do médico, que deteria o conhecimento tanto do corpo biológico quanto do erótico.

A efetivação de uma relação sexual nem sempre é a maior preocupação desses adolescentes, sendo o auto-erotismo a prática sexual mais freqüente. Em função dos medos que existem em relação ao onanismo, a repreensão freqüentemente é utilizada como modo de inibir essa atividade, por se considerar que a prática poderia estimular o adolescente a buscar outras formas de satisfação sexual. Aos pais deve ser assegurada que tal atitude é compatível com essa etapa do desenvolvimento.

Entre os dados de anamnese é importante se questionar sobre as manifestações da sexualidade, como a masturbação, e a possibilidade de relação sexual espontânea, assim como reconhecer se a pessoa com deficiência corre o risco de sofrer abuso sexual. Por mais difícil que seja a abordagem do tema, é importante saber se existem familiares com problemas de alcoolismo e/ou uso de outras drogas, visto que esses fatores favorecem a prática de atos violentos.

Embora a deficiência mental por si só não seja um fator de vulnerabilidade ao abuso sexual(5), durante a consulta é importante que se investigue se há fatores de vulnerabilidade associados a essa forma de violência. Entre esses fatores destacamos o uso abusivo de substâncias químicas por uma pessoa que goza da confiança do adolescente, pois freqüentemente a violência é cometida por um dos cuidadores do adolescente com deficiência mental, devido à desigualdade de poder nas relações familiares.

Também é importante que se conheça o nível de autonomia do adolescente. Quanto mais autônomo, maior a possibilidade de que ele estabeleça relações amorosas e até mesmo sexuais. Diante dessa possibilidade, deve-se orientar a contracepção, assim como instruí-lo sobre o uso do preservativo (condom).

A sociedade tem algumas exigências quanto ao comportamento sexual dos indivíduos, portanto a socialização de adolescentes com deficiência mental pode ser dificultada pela exacerbação da impulsividade própria da adolescência, além do seu menor senso crítico. A consulta é uma boa oportunidade para mostrar a eles o que é público e o que é privado. Entretanto, essa compreensão nem sempre é facilitada pelos pais, que raramente garantem sua privacidade, principalmente por insegurança e temor. Além disso, muitos são infantilizados por seus responsáveis. Nessa abordagem deve ser utilizada uma linguagem adequada, conforme o nível cognitivo de cada adolescente.


CONCLUSÃO

As manifestações sexuais de adolescentes com deficiência mental preocupam seus pais e a sociedade, que ora infantilizam essa sexualidade, ora têm o receio de que ela se manifeste de forma socialmente inadequada.

Uma melhor adaptação social interferirá no seu comportamento sexual, que em uma "via demão dupla" favorecerá sua inclusão. Para que isso ocorra, deve ser incentivada a participação em atividades que favoreçam a inclusão social, com destaque para as que promovam a capacitação para o trabalho, o esporte e o lazer. Essas atividades, associadas à freqüência escolar, contribuem para que os adolescentes com deficiência mental adquiram conceitos de responsabilidade e limites, além de melhorar sua auto-estima.

A consulta médica é uma excelente oportunidade de trabalhar essas questões, especialmente as que se referem à sexualidade, desvendando os preconceitos sobre o tema. Nem o Daniel era tão inocente quanto sua mãe imaginava, nem a Gabriela, aparentemente, estava interessada em um parceiro real para conseguir exercer sua sexualidade.

Os pais precisam saber que seus filhos com deficiência provavelmente manifestarão sua sexualidade, seja através da masturbação, do namoro ou até mesmo, em alguns casos, na concretização da relação sexual. Acreditamos que isso contribuirá para que os adolescentes com deficiência não sejam tão reprimidos na expressão de sua sexualidade, podendo vivenciá-la de modo mais satisfatório.


REFERÊNCIAS

1. Arilha M, Calazans GJ. Sexualidade na adolescência: o que há de novo? In: Comissão Nacional de População e Desenvolvimento (CNPD), organizadora. Jovens acontecendo nas trilhas das políticas públicas. Brasília;1998.687-708.

2. Blacher J. Transition to adulthood: mental retardation, families and culture. Am J Mental Ret. 2001;106:173-88.

3. Glat R, Freitas RC. Sexualidade e deficiência mental: pesquisando, refletindo e debatendo sobre o tema. Rio de Janeiro: 7 Letras;2002.

4. Gomes OMB. Eu me perdi! O significado da virgindade para adolescentes. Rio de Janeiro: 1996. Tese de doutorado, Instituto Fernandes Figueira, Fundação Oswaldo Cruz.

5. Gonzalo O. Maltrato en niños com discapacidades: caracterísiticas y fatores de riesgo. Anal Esp Pediat. 2000;56(3):219-23.

6. Heilborn ML, Brandão ER. Ciências sociais e sexualidade. In: Heilborn MH. (org.). Sexualidade: o olhar das ciências sociais. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. 1999;7-17.

7. Konstantareas M, Lunsky YJ. Sociosexual knowledge, experience, attitudes, and interest of individuals with autistic disorder and developmental delay. J Aut Develop Dis. 1997;27:397-413.

8. Mckinkay I, Ferguson A, Jolly C. Ability and dependency in adolescents with severe learning disabilities. Develop Med Child Neurol. 1996;38:48-58.

9. Melo NA, Rodrigues Júnior OM. Sexualidade e o adolescente deficiente mental. Reprod. 1989;4:19-21.

10. Parker RG. Corpos, prazeres e paixões: a cultura sexual no Brasil contemporâneo. São Paulo: Editora Best Seller. 1991.

11. Strickler HI. Interaction beetween family violence and mental retardation. Mental Retard. 2001;39:461-71.

12. Tharinger D, Horton CB, Millea S. Sexual abuse and exploitation of children and adults with mental retardation. Child Abuse Negl. 1990;14(3):301-12.

13. Waldman BH, Swerdloff M, Perlman PS. Sexuality and youngster with mental retardation. J Dent Child. 1999;348-51.