"O amor, o conhecimento e o trabalho, são fontes de nossas vidas. Deveriam também governá-los". - Wilhelm Reich







segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Considerações Sobre as Entrevistas



Muitas vezes, podemos verificar que somos o segundo, quando não, o terceiro profissional a quem recorrem. Frente a este estado de coisas, nos perguntamos sobre o que teria ocorrido com os nossos antecessores?
Claro que consideramos as hipóteses da impossibilidade quanto à compatibilização de horários entre as duas partes, ou mesmo a não concordância quanto à questão dos honorários, além é claro, daqueles casos onde as duas questões estejam presentes simultaneamente.
Essas são questões absolutamente comuns à nossa práxis, porém o que aqui me interrogo é quanto ao abuso das entrevistas, abuso este que deriva da insegurança dos profissionais quanto à sua impressão diagnóstica e todas as outras implicações, dela derivadas.
Dessa forma, muitas são as vezes em que alongam o número de entrevistas em demasia, vivendo a fantasia que, se tiverem mais dados do paciente, vão poder chegar a uma melhor conclusão a respeito.
Penso que neste momento do trabalho, seria importante que pudéssemos nos interrogar, sobre qual é a real importância da ocorrência das entrevistas em psicanálise. Qual é a sua real utilidade?
No modelo médico, temos a famosa, e necessária anamnese, onde são registrados a história pregressa da moléstia atual e outras tantas coisas que competem a esse modelo, como sintomatologia, etc.
Para os analistas, sabemos, é claro, que é importante se saber da sintomatologia apresentada pelo paciente, mas sabemos também que, em psicanálise, não se faz diagnóstico pela sintomatologia, mas sim, pelas linhas de conflito envolvidas. Mas como poderemos nos aproximar dessas linhas de conflito envolvidas? A resposta é, através da transferência, e a mesma transferência nos serve de resposta para justificarmos a existência das entrevistas.
Dessa forma, podemos dizer que as entrevistas, em psicanálise, servem para verificar se o paciente é capaz de estabelecer transferência.
É através da transferência que poderemos nos acercar do tipo de relação objetal que o paciente estabelece na manutenção de seus vínculos.
Existe um "dizer", em psicanálise, o qual me parece fazer bastante sentido, tanto teórica, quanto praticamente. Ou seja: "Não importa o objeto da relação, mas sim a relação de objeto".
Vemo-nos frente à frente, muitas vezes, com pacientes que trazem uma história de sofrimento muito intensa e impactante. Lembro-me de uma moça que me dizia ter sido vítima de um assalto em seu apartamento, mas que os ladrões, não contentes com o assalto, a teriam violentado fisicamente.
O que me parece extremamente importante refletir é que, num caso como esses, imaginemos que o profissional marque umas três entrevistas com a paciente, a qual numa tentativa de colaborar, procura contar detalhes sobre o ocorrido e que depois, por alguma razão, o profissional lhe diz que não poderá atendê-la. Fica óbvio que, se ela se animar a continuar procurando ajuda, será obrigada a contar tudo novamente e, mais do que contar, reviver emocionalmente todo um contexto carregado afetivamente.
Dessa forma, se o terapeuta percebe que o caso se apresenta, e aqui com todo o respeito, com "muita areia para o seu caminhãozinho", deve proceder a indicação o mais breve possível, evitando assim muito sofrimento desnecessário, o que me parece impensável frente ao montante de sofrimento já intrínseco ao processo pelo qual o paciente nos procurou.
Tratar-se-ia aqui da possibilidade de deixarmos de estar voltados para o nosso próprio umbigo, em detrimento do respeito ao sofrimento do outro.
Alguém já disse, aliás com muita sabedoria, que "quem quer ser tudo para todos, acaba não sendo nada para si próprio".
Devemos ser capazes de suportar a possível "ferida narcísica" que um não-atendimento possa nos causar, em benefício do outro. É bem verdade que temos as nossas próprias demandas internas, as quais devemos conhecer através de nossa própria análise, bem como supervisão, possibilitando assim uma espécie de desapego narcísico em nome do outro.
Afinal, a quem estamos para atender em primeira instância?
Caso fiquemos em dúvida quanto à resposta a essa questão, penso que estaria mais do que na hora de procurar uma ajuda profissional!
Entendemos que para aqueles que estejam iniciando um trabalho profissional, deva existir de nossa parte certa tolerância quanto à existência de dúvidas, até porque depois de muita estrada, ainda as temos, mas ao que me insurjo contra, é que tentem dirimir suas dúvidas sozinhos, sem procurarem discutir o caso que os preocupa, com um colega mais experiente e que, certamente, poderá lhes aportar novas possibilidades de visualização sobre a situação vigente.
Quero deixar muito claro a minha forma de ver as coisas. Dessa maneira, entendo como nefasta a conduta daqueles que padecem de um excesso de confiança, assim como aqueles que sofrem de uma intimidação e que tentam resolvê-la por conta própria. Aqui, me parece que temos que voltar ao juramento que prestamos ao nos formar: Temos que mobilizar todos os nossos esforços para que aquele que nos procura, possa obter de nossa parte, a melhor orientação possível, e penso que dentro dessa orientação, está a possibilidade de realizarmos uma indicação para um colega que, a nosso ver, possa estar melhor aparelhado para se ocupar de determinado caso.
Devo aqui reconhecer que é bem verdade que ao procedermos uma indicação, muitas vezes aquele que nos procurou inicialmente, não irá recebê-la de bom grado, não entendendo inclusive o porquê dessa nossa conduta. Mas creio que se acertarmos na indicação do colega profissional, essa temática também poderá ser objeto de análise.
Pretendo encerrar esse artigo com um dizer de Freud, o qual repetirei com as minhas palavras: Devemos, sempre que possível, evitar o sofrimento DESNECESSÁRIO por parte do paciente, o que, entre outras tantas coisas significa, não contribuirmos para que ele tenha que repetir a história do seu sofrimento mais do que o estritamente necessário e imprescindível, para que o processo de análise seja factível.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Adulto e Criança em Terapia - Um desabafo.



É o que chamamos de Terapia de Família.



Queria entender o barato de certos psicólogos de não atender adulto e criança da mesma família. Uma coisa é vc não ter horário próximo ou não ter conhecimento para atender criança. Agora, não querer por que não tem saco ou para não ter trabalho de limpar chão, arrumar brinquedoteca e estudar desenho. Po, é um absurdo!!!!!Atender criança é um desafio, acho que todo psicólogo deveria passar dentro da profissão. Através do ensino e do desenvolvimento vc, psicólogo saberá lidar com as coisas de maneira mais rápida e lógica dentro do consultório. Eu, pelo menos atendendo crianças e acabo sendo mais afiada em meus trabalhos com adultos. As crianças não querem um diagnóstico rápido, mas os adultos sim, querem e principalmente respostas, afinal, precisam disto pra que haja uma quietude no espírito.......até a próxima sessão.
Ah, sim!!!E atendendo a criança e o adulto da mesma família é mais interessante, pois dentro do contexto, o psicólogo consegue compreender mais rápido as questões importantes do mal estar sócio-afetivo.

Desculpem, mas tem horas que falar sério requer um pouco de grosseria!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A TERAPIA SEXUAL NO TERCEIRO MILÊNIO


Terapia Sexual - trabalhada por sexólogos formados e autorizados pelo CRP. É um tratamento válido e pode ajudar além mais.

Novas perspectivas, velhos conflitos: atacando nos dois lados.

Hoje em dia se vê a medicina como a Era das Pílulas! Milhares de novas medicações entram no mercado. No entanto, será que aquela velha história de existir um Elixir do Amor é verdadeira? Os grandes laboratórios dizem que sim e têm despejado uma série de produtos a cada ano. O que é real nisto tudo?

Os problemas sexuais podem surgir de uma série de causas diferentes. Podem ser desencadeados por problemas físicos (orgânicos) e/ou emocionais (psíquicos). Na verdade, não seria errado dizer que as causas se somam. E saber a natureza do problema é por demais importante, pois só assim podemos decidir que tipo ou linha de tratamento devemos indicar.

Mas atenção! Todo cuidado é pouco. O uso desses medicamentos sem acompanhamento médico pode prejudicar a saúde de quem está justamente procurando ajuda. Procure um psicólogo especializado em sexualidade humana e divida essa responsabilidade com quem mais entende a respeito de seu problema. Não se exponha a procedimentos invasivos sem ouvir uma segunda opinião! A cirurgia nos problemas sexuais é uma das últimas alternativas de tratamento, não sendo eficaz para a maioria das disfunções sexuais.

Quais são as linhas de tratamento?

Tratamento Medicamentoso

Não é uma panacéia milagrosa, mas, se usado com indicação médica, seriedade e esclarecimento de seus possíveis efeitos indesejáveis, pode trazer muitos benefícios e até mesmo a cura. Pode ser utilizado isoladamente ou em combinação com uma das técnicas de psicoterapia, trazendo bem melhores resultados desta forma.

Alguns medicamentos que podem ser utilizados são os chamados antidepressivos, as prostaglandinas, a fentolamina, a papaverina, o sildenafil (Viagra) e alguns hormônios (em casos orgânicos), entre outros. Cada medicação deve ser escolhida de acordo com o perfil do paciente e de suas condições gerais de saúde.

Tratamento Psicoterápico

Nem todo o transtorno sexual responde bem à medicação. Não é raro se tentar o uso de um remédio e ele não funcionar no primeiro momento, trazendo uma série de efeitos indesejáveis e até uma piora no estado do paciente. Não é fácil para ninguém dividir a intimidade de sua vida sexual, ainda mais quando se tem vergonha e constrangimento devido a pouca abertura na educação e na tradição, tanto familiar, quanto social.

A psicoterapia é um método de tratamento muito efetivo, trazendo ótimos resultados. Pode ser feita com o casal ou individual. Uma vez iniciada, ocorre um preparo da pessoa para que ela entenda o que está acontecendo na sua vida sexual, dando-se conta das reações de seu corpo frente a situações negativas sexualmente falando.

Existem várias formas de psicoterapia, mas as mais indicadas para os transtornos sexuais são a Psicoterapia Cognitivo-Comportamental, Focal,  Orientação Analítica, Reichiana e o Psicodrama. Busca-se o clareamento de conflitos internos e de preocupações íntimas e profundas que inibem a vida sexual. A técnica Cognitivo-Comportamental emprega tarefas e exercícios sexuais. A técnica Focal e de Orientação Analítica, oferece interpretações e confrontos ao paciente para que ele se dê conta de suas repressões, com o intuito de mudanças. A psicoterapia Reichiana trabalha com a liberação e o desempenho corporal atravéz de exercícios que podemos fazer em casa. O Psicodrama usa exercícios de teatro e vivências para elaboração dos problemas individuais e interpessoais. Lembrando que, os sexólogos Masters & Johnson foram os pioneiros em técnicas de exercícios para o bem estar sexual. Todas as técnicas são trabalhadas e o psicólogo pode passar o exercício de acordo com o problema da pessoa.

Na medida em que a psicoterapia se desenvolve, surge maior confiança entre o terapeuta sexual e o paciente. Desta forma, quando a medicação é prescrita, é muito melhor tolerada. A confiança no psicólogo é fundamental.

Tratamento Cirúrgico

Essa é a última opção de tratamento para os transtornos sexuais. Geralmente é indicado quando há confirmação de algum problema físico ou quando todas as outras formas de terapia falharam. Em diabéticos crônicos, por exemplo, a prótese peniana tem sido uma forma de recuperar a função sexual e a auto-estima. Mas a exposição a esse tipo de tratamento tão invasivo deve ser obrigatoriamente acompanhada por uma equipe, principalmente por um terapeuta sexual, garantindo a diminuição dos índices de fracasso terapêutico.

Hipnoterapia, Ortomolecular, Neurolinguística, Terapia de Vidas Passadas.

Carecem de comprovação cientificamente aceita para o tratamento dos transtornos sexuais.

Método Tântrico de se chear até o rgasmo. Isso é possível?? Não comprovado, não autorizado como base de tratamento científico.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O Luto da Separação


Neste ano que passou atendi 16 casos de separações onde os relacionamentos tinham entre 4 e 12 anos de união estável. Na grande maioria foram casos súbitos (como muitos homens disseram) em que a esposa acordou no dia seguinte e pediu divórcio o mais rápido possível, já mandou tirar tudo de casa e separar as contas e ítens que tinham em comum. Relâmpago? Sim. De repente aquela doce mulher que tanto lhe suportou na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, um dia olha para você e o quer fora de casa para ontem. O que aconteceu?

Foram 16 homens que infelizmente tiveram seus casamentos arruinados sem saber de onde o problema surgiu e ninguém contou. Muito menos as esposas que, umas decidiram tornar o fim da relação um inferno e outras fizeram sem dor e sem remorso.

Mas o que aconteceu para estes relacionamentos assim como tantos outros irem por água abaixo?

Várias respostas podem ser encontradas e aqui posso relatar:

1- Diminuição da libido;

2- Falta de comunicação a dois;

3- Dívidas;

4- Horários atribulados entre o trabalho, casa, filhos e o momento a dois fica sem espaço;

5- Brigas com ou sem sentido;

6- Doenças psicopatológicas;

7- Interferência dos familiares;

8- Dificuldade de engravidar;

9- Antisocialismo;

10- Segredos não revelados no período do namoro;

11- Relações extraconjugais;

12- Uso de drogas e álcool;

13- Agressões físicas e psicológicas; (nesse caso, pode dar um fim no casamento mesmo!);

14- Ciúme excessivo; (ver Amor Possessivo, no blog)

15- Diferença salarial;

16- Um dos conjugues não desejar ter filhos;

17- Mudanças no amor;



Na procura de um terapeuta, em casos que a salvação poderia ser apresentada, uma das partes reluta, é de praxe, pois ou realmente não há nada ou ninguém que possa fazer com que mude de pensamento sobre o fim do casamento ou coisas que estavam encobertas podem ser reveladas, em casos assim, um dos conjugues pode sair ferido ou perdoar, mas tenha certeza de que a relação não será mais como antes.

A depressão impera nestes casos. A falta de vontade de executar tarefas, voltar ao trabalho, alimentação precária, a idéia fixa de que “nunca mais será amado” ou que encontrará alguém, sentir-se velho ou “desatualizado” para novamente trabalhar a corte. Muitas pessoas pensam assim e ao fim das contas não somente a depressão o atinge como também a síndrome do pânico (essa nem pode passar pela porta), começa também uma orgia de alimentos ou de abusos de álcool.

Quando a pessoa entra no estágio da depressão, muitos vão de encontro à terapia para que a solução seja precisa e auxilie a suportar a dor. Muitos destes dou os parabéns, pois é neste momento que realmente precisa de acompanhamento e para que as rédeas do desejo e da esperança, não desapareçam.

A autoestima também vai embora (a depressão faz isso). Fazer com que as coisas comecem a entrar nos eixos depende muito da força de vontade do paciente, pois o psicoterapeuta tem a ferramenta que o paciente pode manipular para seu bem-estar. Isso também não é da noite para o dia, depende muito do luto, o tempo e a dor que deve ser dissipada. O interessante que, casos de luto da separação na maioria das vezes o paciente fica, porque além de estar se sentindo bem e forte para aos poucos enfrentar seus medos e a dor, aparecem outras coisas que outrora ele achava insignificante e aí vem a tona como uma nova demanda, um novo rumo para se reconstruir como bom ser humano proveniente de amor, solidez psicológica e sociabilização.

Portanto, fazer terapia no momento em que o problema aparece na maioria das vezes é bom, mas também é muito interessante quando o problema já está acontecendo e antes de tudo o que foi construído vá por água abaixo é muito melhor. E nunca tenha medo de falar o que sente, isso faz parte do bem estar sócio-psico-sexual.

Converse com seu conjugue se podem fazer terapia de casal, na maioria das vezes o fim de um relacionamento pode ser evitado quando ambas as partes começam a pensar de maneira sensata, o diálogo surge e......já é um bom começo para recomeçar.

“Save your Love” – Kiss, disco Dinasty, composição de Ace Frehley.



terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Olá, vocês!!!

Estive fora uns dias. Entrei de férias, mas ano que vem terei muitas novidades para vcs no meu blog!

Desejo a todos os meus amigos e leitores um ...

FELIZ NATAL E UM ANO DE 2012 REPLETO DE SUCESSO, PAZ, AMOR, VITÓRIAS, REALIZAÇÕES, JUÍZO (isso eu queria ver!!rsrs)...

Enfim, o meu muito obrigada para todos aqueles que lêem meu material, se não fosse por vcs este blog já teria ido para o espaço...rs

Mil beijos a todos, fique bem...

Lilian Aldeia.