"O amor, o conhecimento e o trabalho, são fontes de nossas vidas. Deveriam também governá-los". - Wilhelm Reich







domingo, 25 de março de 2012

Bulimia



Como é ?
A bulimia é caracterizada pela ingestão rápida e exagerada de alimentos com uma sensação de que não é capaz de parar de comer. Frequentemente acompanhado por um comportamento de evitação de ganho de peso, provocando vômitos, usando laxantes ou diuréticos, medicações para perder peso, impondo-se exercícios físicos pesados ou fazendo dietas rigorosas até o jejum. É preciso que haja uma certa frequência nesses episódios para que se possa afirmar que exista um transtorno alimentar e não apenas episódios de bulimia. Dor ou desconforto abdominal, a intervenção de outra pessoa ou o vômito auto-induzido podem interromper o episódio bulímico. Geralmente nessa hora esses pacientes sentem-se culpados, deprimidos ou com um sentimento de auto-aversão. Os alimentos preferencialmente escolhidos são aqueles de alto teor calórico e de fácil ingestão.

Generalidades
Assim como na anorexia, a preocupação com o ganho de peso é constante na bulimia, que pode inclusive ocorrer durante uma fase anorética. A predominância desse transtorno também ocorre sobre as mulheres, principalmente no fim da adolescência e começo da idade adulto (idade universitária). As principais complicações desse distúrbio são as consequências das tentativas de emagrecer e os métodos empregados para isso. Ao contrário do que se poderia pensar a maioria desses pacientes não é obesa.

Tratamento
As psicoterapias costumam ser indicadas para esses casos. Várias medicações têm sido empregadas, sempre com resultados parciais, medicação para inibir o incontrolável impulso de comer ainda não há. As principais medicações usadas são os antidepressivos tricíclicos, IMAO, e inibidores da recaptação de serotonina.

segunda-feira, 19 de março de 2012

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher

Estou inspirada ou as pessoas estão mais sensíveis???
Fiz um texto e postei um desenho no meu Fb que está gerando uma quantidade absurda de "curtir" e elogios, inclusive de pessoas que não conheço.
Decidi postar aqui tb, pois nem todos tem Fb e também todos merecem as homenagens pelo dia de hj!!!

FELIZ DIA DA MULHER!!!

MEU TEXTO:

Geramos homens e mulheres, geramos vozes de paz, amor, companherismo, comando, que o almoço ´tá pronto, que vc vai se atrasar, que fritamos o ovo correndo e passamos batom manchando os dentes. Damos sorrisos de bom dia para estranhos no ônibus, subimos ladeiras com sacolas de compras, xigamos, fazemos festa do pijama até com mais de 18 anos, mania de pentear o cabelo da outra, reclamar, dilacerar nossos seios para alimentar, chorar por vários motivos e ainda vem um daqueles que algumas de nós gerou dizer que somos loucas. Sim! Somos loucas!!Somos o princípio do mundo. Mundo de loucos amores, dores, favores, cores, flores...Que gritam, cativam, brincam, festejam, brigam, choram, fritam, amam...mulheres...todas loucas!


O desenho que pesquei...Lindo!

terça-feira, 6 de março de 2012

O “Não” Te Fortalecerá!




E por que não?
Muitas pessoas têm medo, trauma e uma visão muito deturpada da palavra “não”. Pessoas entram em depressão, perdem interesses, inventam desculpas para assuntos e tarefas que precisam ser executadas, congelam quando ouvem um “não”.
A questão é que o “Não”, sempre nos acompanhou. Em qualquer fase de nossas vidas, mas as pessoas não se lembram ou lembram tão bem que o fato de ter escutado um “não” na infância que pode ter acarretado também uma repressão mais drástica que criou uma cadeia de bloqueios e uma frustração absurda. A infância é a fase mais perigosa e traumática quando as coisas acontecem da maneira que os adultos não querem que aconteçam, como muitos pais acreditam na troca de figura de palavras, situações que podem ou não atrapalhar a vida infantil. Há alguns casos de muitos pais que acreditam que “aquilo” que é dito ser bom para a criança, de acordo com a educação que foi oferecida na infância arcaica, não é bom para a sua criança. Muitas vezes a criança é reprimida por algo que não fez ou inofensivo que não há necessidade de agir com o “não” drástico. É confuso, mas na verdade criei este artigo não para servir de conceitos psicológicos, mas para fazer com que você, querido leitor, se identifique e amadureça suas idéias perante o “não”, fazendo com que você enfrente-o de maneira mais tranqüila para seu bem-estar.
Tenho escutado muitos pacientes com medo que ouvir um “não”, seja no trabalho, na vida social ou na vida amorosa e isso faz com que o medo transpareça e perca oportunidades boas para a melhoria do ego.  O “não” não faz você se sentir inferiorizado, não faz perder coisas boas, não faz perder o dia afundado em um travesseiro chorando. 
O “não” te fortalece!
Sim!! Fortalece!!
Por quê?
Receber um “não” não é mostrar sua incapacidade, é você aprender que naquele momento “não” é propício, mas em outras situações você pode conseguir o que deseja.
Não é para você perder a auto-estima, não é para você deixar de lado uma tarefa que foi ordenada, não é para você perder o desejo de conquistar pessoas de seu interesse pessoal, nem perder o desejo sexual!!  Não conseguiu no momento? Parte para outra que pode fazer  melhor e mais proveitoso!
A avó do meu esposo sempre diz a seguinte frase: “Sempre que quiser algo, pergunte. O máximo que você pode receber é um não naquele momento. Mais para frente, quem sabe...”.
Não é pessimista, mas alimenta esperança. Não é triste, mas é um modo de pensar, pois ás vezes nossa maneira de perguntar foi mal formulada. Mais a diante, mudando as palavras, mas com o mesmo desejo de outrora, podemos conseguir o que desejamos.
Fazer a côrte, por exemplo. Aquela garota (o) que você tem “visado”. Chegar junto, conversar em busca assuntos de ambos os interesses, ser autêntico, conquistar com seu jeito é algo que mesmo que você receba um “não” daquela pessoa, não é para desistir de outras, isso faz com que os pensamentos comecem a trabalhar com a ordem das palavras, melhorar o desempenho social e fortalecer seu desejo de busca.
Receber um “não” não é o fim do mundo e não vai te fazer apodrecer na solidão. “Não” fortalece e faz com que você aprenda com os momentos, as pessoas e seus erros. Com certeza, pense, com certeza o que vier pela frente será muito melhor, continue, nunca desista no primeiro momento... Keep Walking.


Bobeirinha para te fazer sorrir

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Considerações Sobre as Entrevistas



Muitas vezes, podemos verificar que somos o segundo, quando não, o terceiro profissional a quem recorrem. Frente a este estado de coisas, nos perguntamos sobre o que teria ocorrido com os nossos antecessores?
Claro que consideramos as hipóteses da impossibilidade quanto à compatibilização de horários entre as duas partes, ou mesmo a não concordância quanto à questão dos honorários, além é claro, daqueles casos onde as duas questões estejam presentes simultaneamente.
Essas são questões absolutamente comuns à nossa práxis, porém o que aqui me interrogo é quanto ao abuso das entrevistas, abuso este que deriva da insegurança dos profissionais quanto à sua impressão diagnóstica e todas as outras implicações, dela derivadas.
Dessa forma, muitas são as vezes em que alongam o número de entrevistas em demasia, vivendo a fantasia que, se tiverem mais dados do paciente, vão poder chegar a uma melhor conclusão a respeito.
Penso que neste momento do trabalho, seria importante que pudéssemos nos interrogar, sobre qual é a real importância da ocorrência das entrevistas em psicanálise. Qual é a sua real utilidade?
No modelo médico, temos a famosa, e necessária anamnese, onde são registrados a história pregressa da moléstia atual e outras tantas coisas que competem a esse modelo, como sintomatologia, etc.
Para os analistas, sabemos, é claro, que é importante se saber da sintomatologia apresentada pelo paciente, mas sabemos também que, em psicanálise, não se faz diagnóstico pela sintomatologia, mas sim, pelas linhas de conflito envolvidas. Mas como poderemos nos aproximar dessas linhas de conflito envolvidas? A resposta é, através da transferência, e a mesma transferência nos serve de resposta para justificarmos a existência das entrevistas.
Dessa forma, podemos dizer que as entrevistas, em psicanálise, servem para verificar se o paciente é capaz de estabelecer transferência.
É através da transferência que poderemos nos acercar do tipo de relação objetal que o paciente estabelece na manutenção de seus vínculos.
Existe um "dizer", em psicanálise, o qual me parece fazer bastante sentido, tanto teórica, quanto praticamente. Ou seja: "Não importa o objeto da relação, mas sim a relação de objeto".
Vemo-nos frente à frente, muitas vezes, com pacientes que trazem uma história de sofrimento muito intensa e impactante. Lembro-me de uma moça que me dizia ter sido vítima de um assalto em seu apartamento, mas que os ladrões, não contentes com o assalto, a teriam violentado fisicamente.
O que me parece extremamente importante refletir é que, num caso como esses, imaginemos que o profissional marque umas três entrevistas com a paciente, a qual numa tentativa de colaborar, procura contar detalhes sobre o ocorrido e que depois, por alguma razão, o profissional lhe diz que não poderá atendê-la. Fica óbvio que, se ela se animar a continuar procurando ajuda, será obrigada a contar tudo novamente e, mais do que contar, reviver emocionalmente todo um contexto carregado afetivamente.
Dessa forma, se o terapeuta percebe que o caso se apresenta, e aqui com todo o respeito, com "muita areia para o seu caminhãozinho", deve proceder a indicação o mais breve possível, evitando assim muito sofrimento desnecessário, o que me parece impensável frente ao montante de sofrimento já intrínseco ao processo pelo qual o paciente nos procurou.
Tratar-se-ia aqui da possibilidade de deixarmos de estar voltados para o nosso próprio umbigo, em detrimento do respeito ao sofrimento do outro.
Alguém já disse, aliás com muita sabedoria, que "quem quer ser tudo para todos, acaba não sendo nada para si próprio".
Devemos ser capazes de suportar a possível "ferida narcísica" que um não-atendimento possa nos causar, em benefício do outro. É bem verdade que temos as nossas próprias demandas internas, as quais devemos conhecer através de nossa própria análise, bem como supervisão, possibilitando assim uma espécie de desapego narcísico em nome do outro.
Afinal, a quem estamos para atender em primeira instância?
Caso fiquemos em dúvida quanto à resposta a essa questão, penso que estaria mais do que na hora de procurar uma ajuda profissional!
Entendemos que para aqueles que estejam iniciando um trabalho profissional, deva existir de nossa parte certa tolerância quanto à existência de dúvidas, até porque depois de muita estrada, ainda as temos, mas ao que me insurjo contra, é que tentem dirimir suas dúvidas sozinhos, sem procurarem discutir o caso que os preocupa, com um colega mais experiente e que, certamente, poderá lhes aportar novas possibilidades de visualização sobre a situação vigente.
Quero deixar muito claro a minha forma de ver as coisas. Dessa maneira, entendo como nefasta a conduta daqueles que padecem de um excesso de confiança, assim como aqueles que sofrem de uma intimidação e que tentam resolvê-la por conta própria. Aqui, me parece que temos que voltar ao juramento que prestamos ao nos formar: Temos que mobilizar todos os nossos esforços para que aquele que nos procura, possa obter de nossa parte, a melhor orientação possível, e penso que dentro dessa orientação, está a possibilidade de realizarmos uma indicação para um colega que, a nosso ver, possa estar melhor aparelhado para se ocupar de determinado caso.
Devo aqui reconhecer que é bem verdade que ao procedermos uma indicação, muitas vezes aquele que nos procurou inicialmente, não irá recebê-la de bom grado, não entendendo inclusive o porquê dessa nossa conduta. Mas creio que se acertarmos na indicação do colega profissional, essa temática também poderá ser objeto de análise.
Pretendo encerrar esse artigo com um dizer de Freud, o qual repetirei com as minhas palavras: Devemos, sempre que possível, evitar o sofrimento DESNECESSÁRIO por parte do paciente, o que, entre outras tantas coisas significa, não contribuirmos para que ele tenha que repetir a história do seu sofrimento mais do que o estritamente necessário e imprescindível, para que o processo de análise seja factível.